!

!
"Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos."

Wednesday, November 28, 2012

Arriscar é: não ao isolamento

Isolar-me é uma tentação muito forte.
Quando temos experiências relacionais difíceis e frustradas
a primeira vontade é essa. 
Lidar com as pessoas na família, no trabalho, ou em qualquer outro
grupo é estar sujeito ao confronto e conflito.
Não falamos a mesma linguagem. Temos lógicas de vida diferentes.
Interesses dispares...formas de afirmação opostas...
Contudo, a relação é mais necessária e importante do que
as dificuldades que daí surjam.
A reforma pode gerar também este desejo de isolamento. 
É preciso contrariar isto pois a nossa vida entende-se em relação.
É aí que o eu se acha, na relação com o tu.
Além do mais se estamos à espera de encontrar famílias,
colegas de trabalho ou grupo, vizinhos perfeitos, o mais certo é não nos darmos com
ninguém.

Tuesday, November 27, 2012

Arriscar é: dominar

Se não dominamos o amanhecer
porque não dominar o anoitecer?...
...do dia...
...da vida...

Monday, November 26, 2012

Arriscar é: Agradecer

Uma das formas de agradecer a Deus o que Ele faz por nós
é tratarmos os outros como Ele nos trata a nós.

Monday, November 19, 2012

Arriscar é: misericórdia

A misericórdia é um dos ingredientes mais importantes da vida.
Contudo, para a darmos precisamos de a ter recebido antes.
Esta assimilação vai fazendo-se desde a infância, quando não fazemos bem
e os outros usam de compaixão e não nos deixam na dúvida de sermos amados.
A partir daí é todo um caminho onde necessitamos de ser compassivos e não
condescendentes connosco e com os outros. 

Monday, November 12, 2012

Arriscar é: valorar 14

O comboio atravessava os subúrbios de Tóquio numa quente
tarde de primavera.
Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres, idosos e
um jovem lutador de Aikidô.
O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre
iguais e dos arbustos cobertos de poeira.
Chegados a uma estação as portas  abriram-se e, de repente, a quietude
foi interrompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com
violência palavras sem nexo.
Era um homem forte com roupas de operário. Estava bêbado e imundo.
Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebé ao colo e ela
caiu sobre um banco vazio. Felizmente nada aconteceu ao bebé.
O operário furioso agarrou numa haste de metal do meio do vagão e tentou
arrancá-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e
sangrava.
O comboio seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o
jovem levantou-se.
O lutador estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos
os dias, há quase três anos.
Gostava de lutar e considerava-se bom. O problema é que suas
habilidades marciais nunca tinham sido testadas num combate a sério.
Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô "é a
arte da reconciliação.
Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo.
Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do
coração, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse
salvar os inocentes, destruindo os culpados.
Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas em perigo e se eu
não fizer alguma coisa é bem possível que elas se firam.
O jovem levantou-se e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.
Ah! Rugiu ele. Um valentão! Deves precisar de uma lição de boas maneiras!
O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo.
Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o
agredisse primeiro, por isso provocou-o de forma insolente.
Agora chega! Gritou o bêbado. Vais levar uma lição. E preparou-se
para atacar.
Mas, antes que ele se pudesse mexer, alguém deu um grito: Hei!
O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado
num dos bancos.
Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais
de setenta anos...
Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o
operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.
Chegue aqui disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha
conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão.
O homem obedeceu, mas perguntou com aspereza: porque devo
conversar consigo?
O velhinho continuou a sorrir. O que bebeu? Perguntou,
com olhar interessado.
Saquê; rosnou de volta o operário. E não é da sua conta!
Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto
que sentia pela esposa, das noites que se sentavam num velho banco de
madeira, no jardim, um ao lado do outro.
Ficamos a olhar o pôr-do-sol e a ver como vai crescendo o nosso caquizeiro,
comentou o velho mestre.
Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: é, é bom. Eu também
gosto de caqui...
São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que
também tem uma ótima esposa.
Não, falou o operário.A minha esposa morreu.
Suavemente, acompanhando o balanço do comboio, aquele homenzarrão começou a chorar.
Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho
vergonha de mim mesmo.
Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem estava lá, com toda sua
inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor
para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.
Chegaram à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma
última olhadela. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a
cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos
emaranhados e sebosos.
Enquanto o comboio se afastava, o jovem pensou... O que
pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras
meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver
conflitos.

Arriscar é: valorar 13


Um lisboeta foi ao consultório de um conhecido psicólogo e desabafou: 
- Todas as vezes que me deito, acho que está alguém debaixo da cama.
Então, vou para debaixo da cama para ver, e acho que há alguém em cima da cama. Para baixo, para cima, para baixo, para cima.
Estou a ficar maluco doutor! 
- Deixe-me tratar de si durante dois anos - diz o psicólogo. Venha três vezes por semana, e eu curo esse problema. 
- E quanto é que eu vou pagar por cada sessão? - Pergunta o lisboeta. 
- 80 Euros por sessão - responde o psicólogo 
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito. 
Passados seis meses, eles encontram-se na rua.
- Então, porque não apareceu no meu consultório? - Pergunta o psicólogo.
 
- Olhe doutor, a 80 euros por consulta, três vezes por semana, durante dois anos, isso seria igual a 12.480 euros, o que quer dizer que iria ficar-me muito caro.
Além disso, falei com um alentejano lá da minha herdade, que me curou por 20 euros.
 
- Ah é? E como é que foi? - Pergunta o psicólogo. 
O sujeito respondeu-lhe:
- Simples, por 20 euros ele cortou os pés da cama... 
Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples!
Pensemos numa solução, em vez de ficarmos focados no problema.

Wednesday, November 07, 2012

Arriscar é: valorar 12

AS 10 LIÇÕES QUE O JAPÃO DEU AO MUNDO APÓS O TERRAMOTO
1. A CALMA
Nem um único sinal de pânico. A tristeza foi crescendo mas a atitude positiva manteve-se.

2. A DIGNIDADE
Foram feitas longas filas para a água e mantimentos. Nem uma palavra áspera ou um gesto bruto.

3. A CAPACIDADE
Arquitectura incrível e engenharia irrepreensível. Os edifícios oscilaram, mas nenhum caiu.

4. O CIVISMO
As pessoas compravam somente o que precisavam para o presente, para que todos pudessem ter acesso aos bens.

5. A ORDEM
Não houve saques nas lojas. Não houve buzinões nem ultrapassagens nas estradas. Apenas a compreensão pelo momento pelo que todos passavam.

6. O SACRIFÍCIO
Cinquenta trabalhadores não foram evacuados das instalações da central nuclear para assegurarem que a água do mar fosse bombeada para os reactores. Nunca serão reembolsados!

7. A TERNURA
Os restaurantes reduziram os preços. Uma ATM foi deixada sem segurança. Os fortes cuidaram dos fracos e a entreajuda estava na rua em todos os locais.

8. O TREINO
Os idosos e as crianças sabiam exactamente o que fazer. E fizeram exactamente o que era pressuposto fazer.

9. A COMUNICAÇÃO SOCIAL
Os jornalistas mostraram dignidade e contenção no modo como reportaram as notícias. O sensacionalismo foi rejeitado. Somente reportagens serenas.

10. A CONSCIÊNCIA
Quando, numa loja, a energia eléctrica falhou as pessoas colocaram as coisas que tinham na mão nas prateleiras e saíram tranquilamente.

Monday, November 05, 2012

Arriscar é: valorar 11

Duas crianças estavam a patinar num lago congelado da Alemanha. 
Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. 
De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, mas ficou presa na fenda que se formou. 
A outra , vendo o seu amiguinho preso e a congelar-se, tirou um dos  patins e começou a golpear o gelo com toda a sua força, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido perguntaram ao menino:  

- Como conseguiu fazer isto? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!' 
Nesse instante, um sábio que passava pelo local, comentou: 
 - Eu sei como ele conseguiu. 
Todos perguntaram: 
 - Pode dizer-nos como? 
 - É simples - respondeu. 
 - Não havia ninguém à sua volta, para lhe dizer que não seria capaz. 


Arriscar é: valorar 10


Já observou o elefante no circo? Durante o espectáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma das suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.
Que mistério!!! Porque que é que o elefante não foge?
Perguntei ao domesticador e ele explicou que o elefante não escapa porque está amestrado. Fiz então a pergunta óbvia:
Se está amestrado, porque o prendem?
Não houve resposta! Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta:
O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca quando ainda era muito pequeno!
Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o pequeno elefante puxou, forçou, tentando soltar-se. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito forte para ele. E o pequeno elefante tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espectáculo.
Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Jamais voltou a colocar à prova sua força!
Isso acontece muitas vezes connosco! Acreditamos num montão de coisas "que não podemos ter", "que não podemos ser", "que não vamos conseguir", simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos" que "a corrente da estaca" ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o "sempre foi assim". De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: "não posso", "é muita areia para o meu camião", "nunca poderei", "é muito grande para mim!".
A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de rebentar as correntes!

Arriscar é: valorar 9

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.

O  turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
 
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

-Onde estão seus móveis? - perguntou o turista. 

E o sábio, bem depressa, perguntou também: E onde estão os seus...? 
-Os meus?! - surpreendeu-se o turista - mas eu estou aqui só de passagem! 

-Eu também... - concluiu o sábio.

A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de serem felizes.

Arriscar é: valorar 8

Não tenho filhos e tremo só de pensar.
Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da
benesse, não levam vidas descansadas.
Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e
numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.
Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não.
A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro,lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a
criança fosse um potro de competição.·
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas
sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de
sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de
sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a
mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro:
quanto mais temos, mais queremos.Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por
arrasar o mais leve traço de humanidade.O que não deixa de ser uma lástima.·
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne,
saberiam que o fim último da vida não é a 
excelência, mas sim a  felicidade
!"

Arriscar é: valorar 7


Um sujeito estava a colocar flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês pôr um prato de arroz na lápide ao lado. 
Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz? 

E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!

Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.


As pessoas são diferentes umas das outras, agem e pensam diferente.


Julgue menos. Compreenda mais!


Arriscar é: valorar 6

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem arrumados profissionalmente, reuniu-se para visitar um antigo professor da universidade. 

Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de stres no trabalho e na vida como um todo. 

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de chávenas de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas, dizendo a todos para se servirem.

Quando todos os estudantes estavam de chávena em punho, o professor disse: 
"-Se vocês repararem, escolheram todas as chávenas bonitas e caras e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que queiram o melhor, essa é a fonte do vosso stress. Vocês podem ter a certeza de que as chávenas em si não adicionam qualidade nenhuma ao café. 

Na maioria das vezes, são apenas mais caras, e algumas vezes, até ocultam o que estamos a beber. Todos vocês realmente queriam era o café, não as chávenas, mas escolheram, conscientemente, as melhores chávenas; então 
ficaram de olho nas chávenas uns dos outros. Agora, pensem nisso: 

a vida é o café. Empregos, dinheiro e posição social, são as chávenas. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida, o tipo de chávenas que temos, não define nem altera a qualidade de vida que vivemos. 

Às vezes, quando nos concentrarmos apenas na chávena, deixamos de saborear o café que Deus nos deu". 

"Deus coa o café, não as chávenas." 

Saboreia o teu café! 

Arriscar é: valorar 5

"A Samambaia e o Bambu".  Certo dia decidi dar-me por vencido.
Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé.
Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
“A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar”, e olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti.
Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
“Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei.
“Tão alto como o bambu” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...
Que Deus te abençoe!

Arriscar é: valorar 4


O PÃO DE CRISTO:
O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Victor. 
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito.
Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clube social, quando viu chegar um casal. 
Victor pediu-lhes algumas moedas para poder comprar algo para comer.
- Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado - disse ele.
A sua esposa, não ouviu a conversa e perguntou:
- Que queria o pobre homem?
- Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido.
- Lorenço, não podemos entrar e comer uma comida farta que não
necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
- Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro para beber!
- Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
Mesmo de costas para eles, Victor ouviu tudo o que disseram. Envergonhado, queria afastar-se depressa dalí, mas neste momento ouviu a amável voz da mulher que dizia:
- Aqui tens algumas moedas. Compre algo para comer. Ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Nalgum lugar existe um lugar de trabalho para si. Espero que encontre.
- Obrigado, senhora. Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar  de novo. A senhora ajudou-me a recobrar o ânimo! Jamais esquecerei a sua gentileza.
- Estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o! Disse ela com um largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo.
Victor sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo. Encontrou um lugar barato para se alimentar. Gastou  metade do que havia ganho e resolveu guardar o que sobrara para o outro dia, comeria 'O Pão de Cristo' dois dias. Uma vez mais aquela descarga eléctrica corria pelo seu interior.
O PÃO DE CRISTO!
- Um momento!, - pensou. não posso guardar o Pão de Cristo somente para mim mesmo.
Parecia-lhe escutar o eco de um velho cântico que tinha aprendido na catequese.
Nesse momento, passou ao seu lado um velhinho. Quem sabe, este pobre homem tenha fome - pensou. Tenho que partilhar o Pão de Cristo.
- Ouça - exclamou Victor-. Gostaria de entrar e comer uma boa comida?
O velho voltou-se e encarou-o sem acreditar. 
- Está a falar a sério, amigo? O homem não acreditava em tamanha sorte, até estar sentado numa mesa coberta, com uma toalha e com um belo prato de comida quente na frente.
Durante a ceia, Víctor notou que o homem envolvia um pedaço de pão na sua sacola de papel.
- Está a guardar um pouco para amanhã? Perguntou.
- Não, não. É que há um menino que conheço que tem passado mal ultimamente e estava a chorar quando o deixei. Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão.  
- O Pão de Cristo! Recordou novamente as palavras da mulher e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.
Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que havia soado antes em sua cabeça. 
Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou
a comê-lo com alegria. 

De repente, deteve-se e chamou um cachorrinho. Um cachorrinho pequeno e assustado.
- Tome cachorrinho. Dou-te metade.- disse o menino. O Pão de Cristo também chega para ti. O pequeno tinha mudado de semblante.
Pôs-se de pé e começou a vender o jornal com alegria.
- Até logo! disse Victor ao velho. Nalgum lugar haverá um emprego. Não desespere!
- Sabe? - a sua voz se tornou num sussurro. - Isto que comemos é o pão de Cristo. Uma senhora disse-me quando me deu aquelas moedas para comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom!
Ao afastar-se, Victor reparou no cachorrinho que lhe farejava a perna. Agachou-se para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde estava gravado o nome e endereço do seu dono. 
Victor caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu à porta.
Ao sair e ver que tinham encontrado o seu cachorro, o homem ficou contentíssimo, e logo a sua expressão se tornou séria. Estava para repreender Victor, que certamente lhe havia roubado o cachorro, mas não o fez pois o Victor mostrava no rosto um ar e dignidade que o deteve. Disse então:
- No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate. Tome!!
Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse:
- Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho.
- Pegue-o! Para mim, o que fez vale muito mais que isto!
Você precisa de um emprego? Venha ao meu escritório amanhã. Faz-me muita falta uma pessoa íntegra como você.
Ao voltar pela avenida aquela velha música que recordava sua infância, voltou a soar na sua alma..
Chamava-se   'PARTE O PÃO DA VIDA',

Arriscar é: valorar 3


Na fila do supermercado, o empregado da caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer os seus próprios sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não eram amigos do meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse: "Não havia essa onda verde no meu tempo."
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente. "
"Você está certo", responde a velha senhora, a nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerantes e cervejas eram devolvidas à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada uso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de utilizarmos o nosso carro de 300 cavalos de potência cada vez que precisamos de ir a dois quarteirões de distância.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. As energias solares e eólicas é que realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos só uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não uma tela do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou "pellets" de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos, não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva, que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisavávamos de ir a um ginásio e usar passadeiras que também funcionam a electricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora enchem os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes, em vez de comprar uma outra. Abandonámos as navalhas, ao invés de deitar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes, só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas apanhavam o autocarro e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizaria mais próxima.
Então, não dá vontade de rir que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pense em viver um pouco como na minha época?

Arriscar é: valorar 2

Um professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se
prepararem para uma prova-relâmpago.
 Todos acertaram as suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
 O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do
 texto virada para baixo, como era seu costume.
 Depois que todos receberam, pediu que virassem a folha.
 Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um
 ponto negro, no meio da folha.
 O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam,
 disse o seguinte:
 - Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
 Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável
 tarefa. Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na
 frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
 Todas, sem excepção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações
 por sua presença no centro da folha.
 Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
 - Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós.
 Todos, nesta sala, falaram sobre o ponto negro.
 Ninguém, na sala, falou sobre a folha em branco.
 Todos centralizaram suas atenções no ponto negro!
 Assim acontece em nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para
observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é
 um presente da natureza  dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.
 Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os
 amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os
 milagres que diariamente presenciamos.
 Porém, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
 O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o
 relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo, enfim...
 Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos
 diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.


(autor desconhecido)

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Quando Deus fez a mulher já estava no seu sexto dia de trabalho e a fazer horas extras.
Um anjo apareceu-Lhe e disse: 
-Por que leva tanto tempo nesta obra?
E o Senhor respondeu: 
-Já viu a minha ficha de especificações para ela? 
Deve ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa. Até sobras. Ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo. Ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos. 
O anjo ficou maravilhado com os pormenores:
-Somente duas mãos....Impossível!E este é somente o modelo básico?
É muito trabalho para um dia...Espere até amanhã para terminá-la. 
-Isso não; protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é a favorita de Meu próprio coração.
Ela cura-se sozinha quando está doente e pode trabalhar jornadas de 18 horas. O anjo aproximou-se mais e tocou na mulher.
_Senhor ela é tão suave...
-É suave; disse Deus, mas fiz-la também forte. Não fazes ideia do que pode aguentar ou conseguir.
-Será capaz de pensar? perguntou o anjo.
Deus respondeu:
-Não somente será capaz de pensar mas também de raciocinar e negociar.
O anjo então notou algo e estendeu a mão tocou na face da mulher....
-Senhor, parece que este modelo tem uma fuga... Eu bem Lhe disse que estava a elabora-la muito...
-Isso não é nenhuma fuga... é uma lágrima; corrigi-o o Senhor.
-Para que serve a lágrima; perguntou o anjo.
Deus disse:
-As lágrimas são sua maneira de expressar o seu destino, a sua compaixão, as suas frustrações, o seu amor, a sua solidão, o seu sofrimento, e o seu orgulho.
O anjo impressionado afirmou:  
-O Senhor é fantástico, pensou em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa. 
-Sim é!A mulher tem forças que maravilham aos homens.Aguenta dificuldades, leva grandes cargas, mas tem felicidade, amor e alegria.
Sorri quando quer gritar.
Canta quando quer chorar.
Chora quando está feliz e ri quando está nervosa. 
Luta pelo que crê.Enfrenta a injustiça.
Não aceita "não" como resposta quando ela crê que há uma solução melhor.
Priva-se para que a sua família possa ter.
Vai ao médico com uma amiga que tem medo de ir.
Ama incondicionalmente. 
Chora quando seus filhos triunfam e alegra-se quando seus amigos ganham prémios.
Fica feliz quando ouve sobre um nascimento ou um casamento. 
O seu coração parte-se quando morre uma amiga.
Sofre com a perda de um ente querido. É forte quando pensam que já não há mais forças.
Sabe que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração partido. 
Entretanto, há um defeito na mulher: 
É que ela esquece-se do quanto vale.