Em muitas situações da vida esquecemos alguns aspectos
que estão pressupostos.
Se o entusiasmo é importante para nos lançarmos a algum projecto
ele por vezes cega-nos não nos deixando ver tudo.
É ou devia ser claro que para nos lançarmos para qualquer missão
há que não ter medo de morrer.
Só morrendo seremos capazes de acrescentar vida às pessoas e projectos que abraçamos.
Sunday, October 23, 2011
Saturday, October 22, 2011
Arriscar é: missionar
"Senhor dai-me almas para falar de Vós"
(autor desconhecido)
Num tempo em que se fala do ecológico, biológico e natural,
seria importante perceber que algumas dimenções do ser humano
tão reais e verdadeiras como as materiais, não devem ser esquecidas.
Se somos um ser politico, religioso.. também somos um ser missionário.
Há missões que são claras, e outras que temos de descobrir.
Perceber qual é a missão da nossa vida é descobrir o mais importante do nosso estar cá.
Se há uma missão englobante do nosso viver, existem outras missões mais
momentaneas e que se predem com momentos ou fases da vida.
Creio que há uma missão para cada um porque por natureza somos missionários.
Qual ou quais as tuas neste momento?
(autor desconhecido)
Num tempo em que se fala do ecológico, biológico e natural,
seria importante perceber que algumas dimenções do ser humano
tão reais e verdadeiras como as materiais, não devem ser esquecidas.
Se somos um ser politico, religioso.. também somos um ser missionário.
Há missões que são claras, e outras que temos de descobrir.
Perceber qual é a missão da nossa vida é descobrir o mais importante do nosso estar cá.
Se há uma missão englobante do nosso viver, existem outras missões mais
momentaneas e que se predem com momentos ou fases da vida.
Creio que há uma missão para cada um porque por natureza somos missionários.
Qual ou quais as tuas neste momento?
Friday, October 21, 2011
Arriscar é: vender o ouro
Quem estipulou que a riqueza tem a ver com o ouro, os diamantes,
e toda a restante especie de metais e pedras precisosas?
Por isso se luta, mata, morre, rouba, trabalha...
Que revolução se se altera-se o paradigma da riqueza e valor
para outras categorias.
Ainda haverá tempo, e se calhar já é este,
em que se verá, a cada esquina, uma loja para comprar atenção, compreensão,
afecto...com verdadeiros especialistas para confirmar se esses são verdadeiros
ou pechisbeque.
e toda a restante especie de metais e pedras precisosas?
Por isso se luta, mata, morre, rouba, trabalha...
Que revolução se se altera-se o paradigma da riqueza e valor
para outras categorias.
Ainda haverá tempo, e se calhar já é este,
em que se verá, a cada esquina, uma loja para comprar atenção, compreensão,
afecto...com verdadeiros especialistas para confirmar se esses são verdadeiros
ou pechisbeque.
Thursday, October 20, 2011
Arriscar é: priorizar
Afinar em cada tempo o que é prioritário é sinal de maturidade e sensatez.
A vida ganha folgas que necessitam de ajuste.
É fácil descambar cedendo ao espirito do mundo
no seu pior que é o facilitismo.
É bom ter tempo para tudo o que faz parte da vida
sem esquecer o que nos dá mais gosto e o que é mais importante.
Contemplar, orar e amar dar-nos-ão a direção certa a seguir.
A vida ganha folgas que necessitam de ajuste.
É fácil descambar cedendo ao espirito do mundo
no seu pior que é o facilitismo.
É bom ter tempo para tudo o que faz parte da vida
sem esquecer o que nos dá mais gosto e o que é mais importante.
Contemplar, orar e amar dar-nos-ão a direção certa a seguir.
Wednesday, October 19, 2011
Arriscar é: esvaziar
Podemos despejar ou esvaziar o que já não serve ou não presta
mas o mais necessário é esvaziarmo-nos de algumas teimosias,
falsas certezas, sabedorias saloias, facciosismos absurdos,
preconceitos, ignorancia...
Assim, haverá espaço para o novo.
mas o mais necessário é esvaziarmo-nos de algumas teimosias,
falsas certezas, sabedorias saloias, facciosismos absurdos,
preconceitos, ignorancia...
Assim, haverá espaço para o novo.
Tuesday, October 18, 2011
Arriscar é: reservar
Há coisas que são boas de reservar.
Que reservas farias?
Há pessoas que gostam de reservar tudo o que é bom.
Contudo, reservam tanto que ou as coisas se estragam ou chega o fim da vida e
fica cá tudo sem que tenham usufruido desse bem.
É pena quando nos referimos a coisas materiais,
mas mete ainda mais pena quando nos referimos a coisas da ordem dos valores,
afectos. sentimentos, palavras ou critérios de vida.
Neste ultimo campo não se deve reservar o melhor mas partilhá-lho
sem limites. Até porque o bem e o bom também crescem na medida
em que se partilham sem reserva.
Que reservas farias?
Há pessoas que gostam de reservar tudo o que é bom.
Contudo, reservam tanto que ou as coisas se estragam ou chega o fim da vida e
fica cá tudo sem que tenham usufruido desse bem.
É pena quando nos referimos a coisas materiais,
mas mete ainda mais pena quando nos referimos a coisas da ordem dos valores,
afectos. sentimentos, palavras ou critérios de vida.
Neste ultimo campo não se deve reservar o melhor mas partilhá-lho
sem limites. Até porque o bem e o bom também crescem na medida
em que se partilham sem reserva.
Monday, October 17, 2011
Arriscar é:sabedoria
"O sábio não diz tudo o que pensa, mas pensa tudo o que diz."
(Autor desconhecido)
A busca de uma sabedoria cada vez mais plena deverá ocupar uma boa parte do nosso dia.
Experimentem a querer aprender algo de novo em cada dia.
É fantástico!
(Autor desconhecido)
A busca de uma sabedoria cada vez mais plena deverá ocupar uma boa parte do nosso dia.
Experimentem a querer aprender algo de novo em cada dia.
É fantástico!
Saturday, October 15, 2011
Arriscar é: palmar
É muito bom ter um pedacinho de palma da mão livre
onde se possa anixar todo o outono da nossa vida!
onde se possa anixar todo o outono da nossa vida!
Friday, October 14, 2011
Arriscar é: comprar um transistor
Tenho saudades do som do transistor pela manhã.
Esses rádios a pilhas que só captam AM e têm uma coluna mono.
As músicas portuguesas que passavam e animavam a rotina matinal
da família a arranjar-se. Uns para a escola. Outros para o trabalho.
Eram tempos parcos de possibilidades e recursos, mas do pouco se fazia muito.
Hoje do muito se percebe que se fez e faz pouco.
E o mais fantástico era ficar a trautear todo o dia a música que se ouviu pela manhã.
Assim se espantavam os nossos males.
Vou comprar um transistor!
Esses rádios a pilhas que só captam AM e têm uma coluna mono.
As músicas portuguesas que passavam e animavam a rotina matinal
da família a arranjar-se. Uns para a escola. Outros para o trabalho.
Eram tempos parcos de possibilidades e recursos, mas do pouco se fazia muito.
Hoje do muito se percebe que se fez e faz pouco.
E o mais fantástico era ficar a trautear todo o dia a música que se ouviu pela manhã.
Assim se espantavam os nossos males.
Vou comprar um transistor!
Thursday, October 13, 2011
Arriscar é: não destruir
Há coisas que nos destroiem que são inevitáveis.
Catastrofes naturais, a partida de alguem a quem queremos muito,
uma doença grave, o desemprego...
Contudo, existem outras que podem ser evitadas.
O que se diz e o como se diz.
A alienação pelas adições.
A solidão.
A incompreensão.
O egoismo.
A ausencia de Deus.
O que tu sabes...
Catastrofes naturais, a partida de alguem a quem queremos muito,
uma doença grave, o desemprego...
Contudo, existem outras que podem ser evitadas.
O que se diz e o como se diz.
A alienação pelas adições.
A solidão.
A incompreensão.
O egoismo.
A ausencia de Deus.
O que tu sabes...
Wednesday, October 12, 2011
Arriscar é: saber comunicar
Nunca tinha pensa que se aprende a comunicar.
Aprende-se ou não...
Muitas pessoas nunca aprendem a falar, a calar, a entender, a calar, a silenciar, a discernir, a decifrar,
a expressar, a explicar, a compreender e a fazer-se compreender.
A comunicação é tudo isto. É palavra, gesto, expressão, razão, sentimento, objectividade, subjectividade...
Não será porque descuidamos este ensinamento e aprendizagem que as vidas andam por vezes tão mal?
Ninguém nos entende, não entendemos ninguém. Queremos dizer uma coisa e dizemos outra.
Falamos isto e percebem aquilo.
Competencia e assertividade é muito necessária na comunicação.
Como desejamos ser entendidos até por nós próprios...
Se assim não fosse não buscariamos psicologos e psiquiatras É pela necessidade de nos entendermos.
A comunicação é um universo muito vasto e quem sabe senão o mais importante das nossas vidas.
Queiramos aprender a comunicar melhor.
Aprende-se ou não...
Muitas pessoas nunca aprendem a falar, a calar, a entender, a calar, a silenciar, a discernir, a decifrar,
a expressar, a explicar, a compreender e a fazer-se compreender.
A comunicação é tudo isto. É palavra, gesto, expressão, razão, sentimento, objectividade, subjectividade...
Não será porque descuidamos este ensinamento e aprendizagem que as vidas andam por vezes tão mal?
Ninguém nos entende, não entendemos ninguém. Queremos dizer uma coisa e dizemos outra.
Falamos isto e percebem aquilo.
Competencia e assertividade é muito necessária na comunicação.
Como desejamos ser entendidos até por nós próprios...
Se assim não fosse não buscariamos psicologos e psiquiatras É pela necessidade de nos entendermos.
A comunicação é um universo muito vasto e quem sabe senão o mais importante das nossas vidas.
Queiramos aprender a comunicar melhor.
Tuesday, October 11, 2011
Arriscar é: ser dedicado
Ser dedicado é hoje mais uma das caracteristicas bem necessárias.
Juntamente com a competencia, a dedicação ajudará a garantir
a vida profissional, familiar e pessoal.
A dedicação acrescenta para fora e para dentro de nós.
Juntamente com a competencia, a dedicação ajudará a garantir
a vida profissional, familiar e pessoal.
A dedicação acrescenta para fora e para dentro de nós.
Thursday, October 06, 2011
Arriscar é: equilibrio
Uma das conclusões a que se chega no presente
é que não se deve gastar mais do que aquilo que se ganha.
Já os nossos antepassados o sabiam porque o crédito
era algo inexistente.
Só lá chegamos, hoje em dia, por experiencia que por
vezes é dolorosa.
Na gestão dos recursos domésticos esta regra urge e mesmo que
se ganhe o suficiente é importante saber economizar pois o amanhã
também requer algum descanso na sua alvorada.
é que não se deve gastar mais do que aquilo que se ganha.
Já os nossos antepassados o sabiam porque o crédito
era algo inexistente.
Só lá chegamos, hoje em dia, por experiencia que por
vezes é dolorosa.
Na gestão dos recursos domésticos esta regra urge e mesmo que
se ganhe o suficiente é importante saber economizar pois o amanhã
também requer algum descanso na sua alvorada.
Wednesday, October 05, 2011
Arriscar é: ser delicado
Esta palavra, delicado, é das mais importantes da nossa vida.
Tudo merecia ser tratado dessa forma de um modo especial o que é
e os que são mais importantes para nós.
Ser delicado é umas das marcas mais importantes do desenvolvimento humano.
Este começa por ser o primeiro passo.
E é tão barato ser assim.
Tudo merecia ser tratado dessa forma de um modo especial o que é
e os que são mais importantes para nós.
Ser delicado é umas das marcas mais importantes do desenvolvimento humano.
Este começa por ser o primeiro passo.
E é tão barato ser assim.
Saturday, September 24, 2011
Arriscar é: por amor
Dizem que o casamento por amor é algo recente.
Se analisarmos o passado as motivações seriam um pouco diferentes.
Não que as pessoas não tivessem afectos, mas seriam poucas as que lhe poderiam
dar assentimento.
Os casamentos eram por interesse, conveniencia ou necessidade...
Por vezes as relações mais sentimentais aconteciam fora do casamento legitimo.
Assim nos fala a história de Pedro e Inês.
Porque agora quase só se dá importancia ao que se sente
a realidade afigura-se tão complexa.
Haveremos de encontrar um meio termo entre os afectos e as conveniencias?...
Assim o esperamos.
Se analisarmos o passado as motivações seriam um pouco diferentes.
Não que as pessoas não tivessem afectos, mas seriam poucas as que lhe poderiam
dar assentimento.
Os casamentos eram por interesse, conveniencia ou necessidade...
Por vezes as relações mais sentimentais aconteciam fora do casamento legitimo.
Assim nos fala a história de Pedro e Inês.
Porque agora quase só se dá importancia ao que se sente
a realidade afigura-se tão complexa.
Haveremos de encontrar um meio termo entre os afectos e as conveniencias?...
Assim o esperamos.
Friday, September 23, 2011
Arriscar é: deixar aprender
A nossa preocupação em salvaguardar os que queremos muito
impede-os de aprenderem muita coisa que é fundamental na vida.
Se a nossa proximidade pode dar-lhes segurança é importante dar-lhes o espaço para
uma aprendizagem responsável de tudo o que faz parte da vida.
Não estaremos sempre cá e criar uma personalidade autónoma e responsável
é tarefa em que podemos e devemos participar com muita sabedoria.
impede-os de aprenderem muita coisa que é fundamental na vida.
Se a nossa proximidade pode dar-lhes segurança é importante dar-lhes o espaço para
uma aprendizagem responsável de tudo o que faz parte da vida.
Não estaremos sempre cá e criar uma personalidade autónoma e responsável
é tarefa em que podemos e devemos participar com muita sabedoria.
Thursday, September 22, 2011
Arriscar é: ter vergonha
Esta poderá ser uma pequena, grande diferença entre as pessoas.
Errar é humano. Não ter vergonha ser insolente mesmo sabendo que errou e fazer
disso uma bandeira emproada é mais uma das imbecilidades
dos tempos modernos a que infelizmente se dá tanta atenção.
Errar é humano. Não ter vergonha ser insolente mesmo sabendo que errou e fazer
disso uma bandeira emproada é mais uma das imbecilidades
dos tempos modernos a que infelizmente se dá tanta atenção.
Saturday, September 17, 2011
Arriscar é: amizade
Há quem queira por amigos pessoas que tenham sido
pessoas imaculadas e sempre coerentes.
Não o serão absolutamente, nem antes de nós,
nem durante a relação connosco, nem depois de nós.
As pessoas são assim e quem dera que sejamos capazes
de as aceitar para a relação como tal, senão só a solidão.
pessoas imaculadas e sempre coerentes.
Não o serão absolutamente, nem antes de nós,
nem durante a relação connosco, nem depois de nós.
As pessoas são assim e quem dera que sejamos capazes
de as aceitar para a relação como tal, senão só a solidão.
Tuesday, September 06, 2011
Arriscar é: procurar
Procuro o que já encontrei. E procuro...
Mas se já encontrei porque procuro?
Porque não encontrei em mim nem para mim.
Encontrei noutros e para os outros.
Não muitos. Poucos.
Esses poucos são muito admiráveis e por tal procuro o mesmo para mim.
Não quero ser melhor ou necessáriamente diferente.
Quero ser conscientemente o que sou e sê-lo inteiro.
Não só, mas com os outros.
Os outros que se sabem em construção dialogante.
Mas se já encontrei porque procuro?
Porque não encontrei em mim nem para mim.
Encontrei noutros e para os outros.
Não muitos. Poucos.
Esses poucos são muito admiráveis e por tal procuro o mesmo para mim.
Não quero ser melhor ou necessáriamente diferente.
Quero ser conscientemente o que sou e sê-lo inteiro.
Não só, mas com os outros.
Os outros que se sabem em construção dialogante.
Friday, August 26, 2011
Arriscar é: esperança de vida
Diz-se que os nossos hábitos alimentares
estão a reduzir a nossa esperança de vida.
Contudo, penso que a questão é para quê
tanta vida com tão pouca esperança.
Esperança que nos amem, contem connosco,
nos cuidem e respeitem não nos olhando como
impecilho, estorvo ou mero cifrão de instituições
de "apoio" a idosos.
estão a reduzir a nossa esperança de vida.
Contudo, penso que a questão é para quê
tanta vida com tão pouca esperança.
Esperança que nos amem, contem connosco,
nos cuidem e respeitem não nos olhando como
impecilho, estorvo ou mero cifrão de instituições
de "apoio" a idosos.
Thursday, August 18, 2011
Arriscar é: dois lados?...
Há dois lados na vida muito curiosos.
Aquele em que a nossa ausencia é bem dita
e aquele em que a nossa ausencia é mal dita.
Realmente existem pessoas que só sabem dizer bem dos outros
na sua ausencia e outros que aproveitam para fazer o contrário.
Esta constatação é elementar mas importa perceber em que lado
nos encontramos. Faz muita diferença...
Aquele em que a nossa ausencia é bem dita
e aquele em que a nossa ausencia é mal dita.
Realmente existem pessoas que só sabem dizer bem dos outros
na sua ausencia e outros que aproveitam para fazer o contrário.
Esta constatação é elementar mas importa perceber em que lado
nos encontramos. Faz muita diferença...
Thursday, August 11, 2011
Arriscar é: fama?
«a fama é uma tolice; a cabeça dos outros é um péssimo lugar para ser sede da verdadeira felicidade do homem».
Schopenhauer
Schopenhauer
Wednesday, July 27, 2011
Arriscar é: dar...se
"A Santa Ceia realiza-se, na verdade,
Sempre que partilhamos algo que o outro necessita
Não se trata do que damos, mas do que compartilhamos,
Pois a dádiva sem o dador é mesquinha;
O que se dá a si próprio com o seu amor alimenta três,
A si próprio, ao seu vizinho faminto e a Mim"
James Russell Lowell
( um poeta americano do século XIX)
Sempre que partilhamos algo que o outro necessita
Não se trata do que damos, mas do que compartilhamos,
Pois a dádiva sem o dador é mesquinha;
O que se dá a si próprio com o seu amor alimenta três,
A si próprio, ao seu vizinho faminto e a Mim"
James Russell Lowell
( um poeta americano do século XIX)
Tuesday, July 26, 2011
Arriscar é: reduzir necessidades
Quando os tempos não são fáceis
penso que uma das coisas que pode
ajudar é reduzirmos as nossas necessidades.
Inclusive creio que ou pensamos assim ou não deixaremos
nada para as gerações futuras, pois as reservas do mundo aproximam-se
dos seus limites minimos.
Reduzir não no essencial mas no claramente desnecessário.
penso que uma das coisas que pode
ajudar é reduzirmos as nossas necessidades.
Inclusive creio que ou pensamos assim ou não deixaremos
nada para as gerações futuras, pois as reservas do mundo aproximam-se
dos seus limites minimos.
Reduzir não no essencial mas no claramente desnecessário.
Wednesday, July 13, 2011
Arriscar é: aproveitar
Programa/sugestão para férias
1. Bebe muita água e gasta mais tempo ao ar livre;
2. Come ao pequeno almoço como um rei, ao almoço como um príncipe e ao jantar como um pedinte;
3. Faz e come coisas que gostes e aprecias;
4. Arranja tempo para rezar individual e comunitariamente;
5. Joga mais jogos que exercitem a tua mente e as tuas amizades;
6. Lê algum livro que te acrescente sabedoria;
7. Senta-te em silêncio pelo menos 10 minutos por dia e contempla a natureza;
8. Dorme pelo menos 8 horas por dia e faz a sesta;
9. Faz caminhadas de 10-30 minutos por dia onde valorizes o silêncio ou uma boa conversa;
10. Gasta algum tempo a escrever mesmo aos que te são próximos e surpreende pela positiva;
11. Participa em alguns momentos de enriquecimento cultural, concertos, teatro, cinema;
12. Procura aprender algo novo para ti;
13. Dá algo de bom que acrescente alegria aos que te rodeiam, se possível, indo ao encontro de algo que eles apreciem;
14. Passa algum tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
15. Dá uma volta aos armários e desfaz-te do que nas tuas coisas não é…e renova;
16. Arranja-te com gosto para saíres ou simplesmente para te sentires melhor;
17. Junta a ti esta lista e a ela outras sugestões;
18.
19.
20.
Por último:
. Agradece muito a quem deves o que tens, tiveste e és. Mesmo que seja a ti próprio ou quem sabe a Deus.
Com amizade e desejo de boas férias,
P. Carlos M. Azevedo
Arriscar é: matar saudades
"Saudade é quando o amor ainda não foi embora mas o amado já..."
"A saudade não significa que estamos longe, mas que um dia estivemos juntos..."
(frases adaptadas)
Ter saudades não é só mau.
No entanto,importa saber como as criar e as matar.
Curiosa a vida! Nunca pensei que "matar" algo fosse tão bom.
"A saudade não significa que estamos longe, mas que um dia estivemos juntos..."
(frases adaptadas)
Ter saudades não é só mau.
No entanto,importa saber como as criar e as matar.
Curiosa a vida! Nunca pensei que "matar" algo fosse tão bom.
Tuesday, July 12, 2011
Arriscar é: entre a memória e a utopia
Eis dois aspectos muito importantes na construção do futuro:
memória e utopia.
A regra da sensatez deveria fazer-nos integrar os dois aspectos em todos os processos de crescimento
e definição de caminhos a seguir.
Somos nós capazes de encher a nossa novidade e modernidade
com a bagagem da memória?
Sem nada não dá para construir algo.
Essa base para construção do novo passa pela avaliação e valorização do que antes já foi
consistente e sólido. Muitos desses elementos até já são dados que constituiem a identidade e a verdade do nosso ser.
Então porquê apenas querer romper e cortar com o passado
se ele é o que nós somos efectivamente?
memória e utopia.
A regra da sensatez deveria fazer-nos integrar os dois aspectos em todos os processos de crescimento
e definição de caminhos a seguir.
Somos nós capazes de encher a nossa novidade e modernidade
com a bagagem da memória?
Sem nada não dá para construir algo.
Essa base para construção do novo passa pela avaliação e valorização do que antes já foi
consistente e sólido. Muitos desses elementos até já são dados que constituiem a identidade e a verdade do nosso ser.
Então porquê apenas querer romper e cortar com o passado
se ele é o que nós somos efectivamente?
Friday, July 08, 2011
Arriscar é: identidade
A nossa identidade é relacional.
A nossa relação é construtiva e criativa.
Constroi quem quer gerar Paz em si e nos outros.
Cria quem está para acrescentar vida.
O resto... não chega a ser!...
A nossa relação é construtiva e criativa.
Constroi quem quer gerar Paz em si e nos outros.
Cria quem está para acrescentar vida.
O resto... não chega a ser!...
Tuesday, July 05, 2011
Arriscar é: o que nos faz felizes
Como é possível viver só em função do hoje.
Pode-se suspender o sonho ou a memória?
Pode ser-se feliz apenas com o que me faz feliz
ou com o que nos faz felizes?
A vida humana sofre de atrofia e estes são alguns dos seus sintomas.
Pode-se suspender o sonho ou a memória?
Pode ser-se feliz apenas com o que me faz feliz
ou com o que nos faz felizes?
A vida humana sofre de atrofia e estes são alguns dos seus sintomas.
Monday, June 13, 2011
Arriscar é: vencer o mal
Na origem do mal estão duas grandes dimensões
do nosso ser:
a preguiça e o cansaço.
Uma por defice e outra por excesso.
O certo é que nos bloqueiam a capacidade de crescer
de ir mais além, de mudar, e de amar mesmo.
do nosso ser:
a preguiça e o cansaço.
Uma por defice e outra por excesso.
O certo é que nos bloqueiam a capacidade de crescer
de ir mais além, de mudar, e de amar mesmo.
Monday, June 06, 2011
Arriscar é: votar
Se muitas coisas estão em mudança
e em fim de etapa, as formas de exercermos
a nossa cidadania e democracia perdem
força pela desmobilização do chamado povo.
Poucas são as formas de manifestarmos a nossa indignação e discórdia que tenham força.
As greves, as abstenções, as manifestações...
parece que influenciam pouco as instâncias de poder e decisão.
É certo que há por aí algumas vozes que falam
em afirmar um novo paradigma democrático
mas ainda não me parece que o caminho esteja
minimamente definido.
Contudo, algumas ideias são importantes:
solidariedade, mobilização, compromisso,
competencia, sustentabilidade, verdade, empreendedorismo,
criatividade, humanidade, valores e família.
e em fim de etapa, as formas de exercermos
a nossa cidadania e democracia perdem
força pela desmobilização do chamado povo.
Poucas são as formas de manifestarmos a nossa indignação e discórdia que tenham força.
As greves, as abstenções, as manifestações...
parece que influenciam pouco as instâncias de poder e decisão.
É certo que há por aí algumas vozes que falam
em afirmar um novo paradigma democrático
mas ainda não me parece que o caminho esteja
minimamente definido.
Contudo, algumas ideias são importantes:
solidariedade, mobilização, compromisso,
competencia, sustentabilidade, verdade, empreendedorismo,
criatividade, humanidade, valores e família.
Friday, June 03, 2011
Arriscar é: saúde neuronal
Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no
Público, 2010-06-21
Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas
esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo
epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da
Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No
último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença
psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas
perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com
impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência,
urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das
crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens
infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos
dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos
os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na
escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos
terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade
de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural
que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos,
criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze
anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100
casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo
das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres
humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas
sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém
maquinal mente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa,
deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos
ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de
alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez
mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença
prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de
três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a
casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma
mãe marejada de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão
cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de
desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho
presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela
falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição
da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual,
tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar
que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês,
enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à
actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e
complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de
escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando
já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com
responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos
números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de
pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um
mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência
neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o
estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se
há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma
inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.
Pedro Afonso
Médico psiquiatra
Público, 2010-06-21
Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas
esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo
epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da
Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No
último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença
psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas
perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com
impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência,
urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das
crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens
infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos
dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos
os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na
escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos
terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade
de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural
que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos,
criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze
anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100
casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo
das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres
humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas
sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém
maquinal mente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa,
deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos
ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de
alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez
mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença
prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de
três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a
casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma
mãe marejada de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão
cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de
desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho
presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela
falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição
da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual,
tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar
que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês,
enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à
actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e
complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de
escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando
já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com
responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos
números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de
pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um
mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência
neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o
estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se
há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma
inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.
Pedro Afonso
Médico psiquiatra
Tuesday, May 31, 2011
Arriscar é: revoltar-se
A grande revolta que urge está para acontecer...!
Breve! Bem breve!
Pode ser domingo...
Pode ser hoje! Mais logo! ou já!
Chama-se VERDADE!
Sem ela não há mais nada, justiça, esperança, Amor...
E tem de se iniciar por mim e...
Quem quiser!
Breve! Bem breve!
Pode ser domingo...
Pode ser hoje! Mais logo! ou já!
Chama-se VERDADE!
Sem ela não há mais nada, justiça, esperança, Amor...
E tem de se iniciar por mim e...
Quem quiser!
Tuesday, May 24, 2011
Arriscar é: validar
Começa pelos 6 meses de idade a consciencia
de que somos valiosos ou não.
Se isso é bem feito pelos que nos rodeiam
a segurança que se instala em nós dura
toda a vida.
Se não acontecer deste modo instala-se em nós a sensação
de abandono e morte que dificilmente conseguimos corrigir mais tarde.
Para tudo isto se resolver, o amor é a chave.
de que somos valiosos ou não.
Se isso é bem feito pelos que nos rodeiam
a segurança que se instala em nós dura
toda a vida.
Se não acontecer deste modo instala-se em nós a sensação
de abandono e morte que dificilmente conseguimos corrigir mais tarde.
Para tudo isto se resolver, o amor é a chave.
Monday, May 23, 2011
Arriscar é: pensar global
No mundo globalizado
em que tudo tem a ver com quase tudo
e com todos interfere
creio que não podemos continuar
a pensar apenas a partir da ganância e ambição pessoais.
Este será um dos desafios mais futurantes do presente.
em que tudo tem a ver com quase tudo
e com todos interfere
creio que não podemos continuar
a pensar apenas a partir da ganância e ambição pessoais.
Este será um dos desafios mais futurantes do presente.
Thursday, May 19, 2011
Arriscar é: ser saudável
Hoje ser saudável requer uma atenção ao todo da pessoa.
Contudo, a pessoa não pode ser vista nem isolada dos seus pares
nem do seu ambiente envolvente.
Tanta coisa contribui para a saude de cada um e de todos.
Se é certo que muito vem de fora
o grande trabalho é interior.
As opções, a autoconsciencia de si próprio,
o respeito pelo seu ritmo e pela integralidade da sua vida
são factores essenciais para a vida saudável que todos ansiamos e precisamos.
Contudo, a pessoa não pode ser vista nem isolada dos seus pares
nem do seu ambiente envolvente.
Tanta coisa contribui para a saude de cada um e de todos.
Se é certo que muito vem de fora
o grande trabalho é interior.
As opções, a autoconsciencia de si próprio,
o respeito pelo seu ritmo e pela integralidade da sua vida
são factores essenciais para a vida saudável que todos ansiamos e precisamos.
Tuesday, May 17, 2011
Arriscar é: acreditar na vida
A vida é um processo.
Ninguém nasce acabado ou morre acabado.
Um dia de cada vez. Sempre mais um pouco.
O respeito por este processo é fundamental para a nossa saúde vital.
O inacabado por querer travar-nos ou impulsionar-nos para diante,
para a perfeição ansiada. Para a vida plena.
Ninguém nasce acabado ou morre acabado.
Um dia de cada vez. Sempre mais um pouco.
O respeito por este processo é fundamental para a nossa saúde vital.
O inacabado por querer travar-nos ou impulsionar-nos para diante,
para a perfeição ansiada. Para a vida plena.
Thursday, March 31, 2011
Arriscar é: lutificar
Os lutos são mesmo uma luta.
São tão mais dificeis quando inesperados.
E quando se juntam vários...
Torna-se dificil acreditar quando os suportes são poucos.
Mas há vida!
Vida para além da luta que é o luto.
Aceitar esperar a nova etapa poderá ser o primeiro passo.
O que nos espera para além dessa negritude que se abate sobre nós?
A certeza das vitórias já alcançadas.
São tão mais dificeis quando inesperados.
E quando se juntam vários...
Torna-se dificil acreditar quando os suportes são poucos.
Mas há vida!
Vida para além da luta que é o luto.
Aceitar esperar a nova etapa poderá ser o primeiro passo.
O que nos espera para além dessa negritude que se abate sobre nós?
A certeza das vitórias já alcançadas.
Tuesday, March 29, 2011
Arriscar é: perdoar
Deus não perdoa só os pecados
que pedimos que sejam perdoados.
Se assim não fossequem por cá andaria?
Se assim é, nós devemos perdoar
a quem nos pede perdão e até a quem não pede.
que pedimos que sejam perdoados.
Se assim não fossequem por cá andaria?
Se assim é, nós devemos perdoar
a quem nos pede perdão e até a quem não pede.
Wednesday, March 16, 2011
Arriscar é: Quaresmar
Saúde:
1. Bebe muita água
2. Come ao pequeno-almoço como um rei, ao almoço como um príncipe e ao jantar como um pedinte;
3. Come o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4. Vive com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5. Arranja tempo para rezar;
6. Joga mais jogos;
7. Lê mais livros do que leste em 2010;
8. Senta-te em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
9. Dorme 7 horas por dia;
10. Faz caminhadas de 10-30 minutos por dia, e sorri enquanto caminhas.
Personalidade:
11. Não compares a tua vida à dos outros. Não fazes ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenhas pensamentos negativos ou coisas sobre as quais não tens controle;
13. Não te excedas. Mantém-te nos teus limites;
14. Não te tornes demasiado sério;
15. Não desperdices a tua energia preciosa com banalidades;
16. Sonha mais acordado;
17. Inveja é uma perca de tempo. Já tens tudo que necessitas....
18. Esquece questões do passado. Não lembres o teu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a vossa felicidade presente;
19. A vida é curta de mais para odiar alguém. O ódio faz-te mais mal a ti do que aos que se dirige;
20. Faz as pazes com o teu passado para não estragares o teu presente;
21. Ninguém comanda a tua felicidade a não seres tu;
22. Tem consciência que a vida é uma escola e que estás nela para aprender.
23. Sorri e ri mais;
24. Não necessitas de ganhar todas as discussões. Aceita a discordância;
Sociedade:
25. Contacta a tua família amiúde;
26. Dá algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoa e perdoa-te;
28. Passa tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tenta fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não valorizes tanto o que os outros pensam de ti;
31. O teu trabalho não tomará conta de ti quando estás doente. Os teus amigos o farão. Mantém contacto com eles.
A Vida:
32. Faz o que é correcto;
33. Desfaz-te do que não é útil, bonito ou alegre;
34. DEUS cura tudo;
35. Por muito boa ou má que a situação seja.... Ela mudará...
36. Não interessa como te sentes, levanta-te, arranja-te e aparece;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordas vivo de manhã, agradece a DEUS pela graça.
39. O teu interior é um tesouro, cuida-o e protege-o
40. Quando te desafiam à conversão é porque ainda não desistiram de ti.
(adaptado)
1. Bebe muita água
2. Come ao pequeno-almoço como um rei, ao almoço como um príncipe e ao jantar como um pedinte;
3. Come o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4. Vive com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5. Arranja tempo para rezar;
6. Joga mais jogos;
7. Lê mais livros do que leste em 2010;
8. Senta-te em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
9. Dorme 7 horas por dia;
10. Faz caminhadas de 10-30 minutos por dia, e sorri enquanto caminhas.
Personalidade:
11. Não compares a tua vida à dos outros. Não fazes ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenhas pensamentos negativos ou coisas sobre as quais não tens controle;
13. Não te excedas. Mantém-te nos teus limites;
14. Não te tornes demasiado sério;
15. Não desperdices a tua energia preciosa com banalidades;
16. Sonha mais acordado;
17. Inveja é uma perca de tempo. Já tens tudo que necessitas....
18. Esquece questões do passado. Não lembres o teu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a vossa felicidade presente;
19. A vida é curta de mais para odiar alguém. O ódio faz-te mais mal a ti do que aos que se dirige;
20. Faz as pazes com o teu passado para não estragares o teu presente;
21. Ninguém comanda a tua felicidade a não seres tu;
22. Tem consciência que a vida é uma escola e que estás nela para aprender.
23. Sorri e ri mais;
24. Não necessitas de ganhar todas as discussões. Aceita a discordância;
Sociedade:
25. Contacta a tua família amiúde;
26. Dá algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoa e perdoa-te;
28. Passa tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tenta fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não valorizes tanto o que os outros pensam de ti;
31. O teu trabalho não tomará conta de ti quando estás doente. Os teus amigos o farão. Mantém contacto com eles.
A Vida:
32. Faz o que é correcto;
33. Desfaz-te do que não é útil, bonito ou alegre;
34. DEUS cura tudo;
35. Por muito boa ou má que a situação seja.... Ela mudará...
36. Não interessa como te sentes, levanta-te, arranja-te e aparece;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordas vivo de manhã, agradece a DEUS pela graça.
39. O teu interior é um tesouro, cuida-o e protege-o
40. Quando te desafiam à conversão é porque ainda não desistiram de ti.
(adaptado)
Thursday, March 10, 2011
Arriscar é: solidão frutuosa
Carta do Padre Fábio de Mello
A graça de ser só.
Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias.
Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
A graça desça sobre cada um de vocês meus filhos!
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, AMÉN!
Padre Fábio de Melo
A graça de ser só.
Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias.
Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
A graça desça sobre cada um de vocês meus filhos!
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, AMÉN!
Padre Fábio de Melo
Friday, February 25, 2011
Arriscar é: ser humano
Que desconforto quando a imagem que temos de nós mesmos
é abalada pelos sentimentos humanos mais elementares
e em relação aos quais nos achavamos bastantes acima
e até "imunes".
Entre eles estão a ilusão, a desilusão ou decepção.
... mas, será desconforto ou fantástico?
é abalada pelos sentimentos humanos mais elementares
e em relação aos quais nos achavamos bastantes acima
e até "imunes".
Entre eles estão a ilusão, a desilusão ou decepção.
... mas, será desconforto ou fantástico?
Wednesday, February 23, 2011
Arriscar é: estar do lado
Estar do lado de Jesus não pode ser só
na nossa vida religiosa e pessoal.
Na nossa relação com os outros também é importante
estar do lado de Jesus.
Por vezes estragamos isto por tão pouco.
Basta o nosso mau modo ao acolhermos os outros
que deitamos tudo por terra.
Muitos alegamos que somos assim e pronto...
Será que o estarmos na Igreja e nos sacramentos
tão perto ou do lado de Jesus não influencia nada a nossa natureza?
A graça de Deus em nós não tem nenhum poder?
Teremos que continuar a transparecer apenas a nossa animalidade?
na nossa vida religiosa e pessoal.
Na nossa relação com os outros também é importante
estar do lado de Jesus.
Por vezes estragamos isto por tão pouco.
Basta o nosso mau modo ao acolhermos os outros
que deitamos tudo por terra.
Muitos alegamos que somos assim e pronto...
Será que o estarmos na Igreja e nos sacramentos
tão perto ou do lado de Jesus não influencia nada a nossa natureza?
A graça de Deus em nós não tem nenhum poder?
Teremos que continuar a transparecer apenas a nossa animalidade?
Monday, February 14, 2011
Arriscar é: virtuosidade
“Caridade é a convicção de que ando cá a fazer algo que faz sentido.
A fé cristã é a convicção profunda de ser amado por Deus.
A esperança é a convicção de que o mundo faz sentido, que há futuro, não ter medo do compromisso”.
(P. Vasco Pinto Magalhães)
Friday, February 11, 2011
Arriscar é: adaptar
O ser humano tem uma capacidade notável
para se adaptar a quase todas situações, por adversas que sejam.
Essa capacidade é muito positiva pois é a sobrevivencia que muitas vezes está em causa.
O mau é quando passa a adaptar as situações
a si, manipulando até as próprias leis a seu jeito.
Se convem dá-se a volta ao texto e passa-se por cima de tudo
principalmente das pessoas e da sua dignidade.
Realmente algo bom pode ser deturpado se não se tem cuidado.
O que nos passa ao lado, é que mais tarde ou mais cedo acabamos escravos
dessas adaptações ou a pagar as facturas que daí derivam.
para se adaptar a quase todas situações, por adversas que sejam.
Essa capacidade é muito positiva pois é a sobrevivencia que muitas vezes está em causa.
O mau é quando passa a adaptar as situações
a si, manipulando até as próprias leis a seu jeito.
Se convem dá-se a volta ao texto e passa-se por cima de tudo
principalmente das pessoas e da sua dignidade.
Realmente algo bom pode ser deturpado se não se tem cuidado.
O que nos passa ao lado, é que mais tarde ou mais cedo acabamos escravos
dessas adaptações ou a pagar as facturas que daí derivam.
Friday, February 04, 2011
Arriscar é: ter calma
Há alturas no ano em que toda a natureza
está em remissão.
Nós, humanos, como seres vivos não somos excepção.
Devemos ter alguma calma. Reforçar as nossas defesas,
e não pessoalizar, achando que é só um problema nosso, essa falta
de forças, motivação, desanimo.
Logo surge a primavera e com ela a vida volta ao seu fulgor.
Agora é preciso ter calma.
está em remissão.
Nós, humanos, como seres vivos não somos excepção.
Devemos ter alguma calma. Reforçar as nossas defesas,
e não pessoalizar, achando que é só um problema nosso, essa falta
de forças, motivação, desanimo.
Logo surge a primavera e com ela a vida volta ao seu fulgor.
Agora é preciso ter calma.
Wednesday, January 26, 2011
Arriscar é: adquirir património
Se muitos já conquistaram muito património material
e outros encontram-se na impossibilidade de o fazer
será que não é tempo de nos lançarmos
na conquista de mais património intelectual e espiritual.
Este é um objectivo tão necessário...
e outros encontram-se na impossibilidade de o fazer
será que não é tempo de nos lançarmos
na conquista de mais património intelectual e espiritual.
Este é um objectivo tão necessário...
Monday, January 24, 2011
Arriscar é: evolução
Um dos desafios a cada geração familiar
é o de evoluir em relação à sua anterior.
E são várias as áreas em que isso pode acontecer.
Na dimensão da formação intelectual, no património material,
em todo o tipo de aspectos que constituiem uma família.
Quando assim não acontece a sociedade tende a regredir
porque as pessoas e as famílias são o seu essencial.
E podemos colocar a questão:
em que é que cada um de nós evoluiu?...
é o de evoluir em relação à sua anterior.
E são várias as áreas em que isso pode acontecer.
Na dimensão da formação intelectual, no património material,
em todo o tipo de aspectos que constituiem uma família.
Quando assim não acontece a sociedade tende a regredir
porque as pessoas e as famílias são o seu essencial.
E podemos colocar a questão:
em que é que cada um de nós evoluiu?...
Saturday, January 22, 2011
Friday, January 14, 2011
Arriscar é: prosperidade?
Na cabeça de muitos,
prosperidade é comprar coisas de que não precisam
com dinheiro que não têm
para impressionar pessoas de que não gostam.
(Autor desconhecido)
prosperidade é comprar coisas de que não precisam
com dinheiro que não têm
para impressionar pessoas de que não gostam.
(Autor desconhecido)
Wednesday, January 12, 2011
Arriscar é: provar
Diz o autor da Carta aos Hebreus:
"De facto, porque Ele próprio foi provado pelo sofrimento, pode socorrer aqueles que sofrem provação".
O sofrimento pode não ser só uma chatice.
Podemos fazer nele uma aprendizagem que nos faça crescer.
Podemos aproveitar para aprender não só para nós mas para ajudarmos os outros. Como Jesus fez.
E se nos queixamos que a nós ninguém nos valeu ou compreendeu
nada melhor que alterarmos essa ordem das coisas
começando por fazermos uma boa aprendizagem. A nossa parte de caminho bem feita.
"De facto, porque Ele próprio foi provado pelo sofrimento, pode socorrer aqueles que sofrem provação".
O sofrimento pode não ser só uma chatice.
Podemos fazer nele uma aprendizagem que nos faça crescer.
Podemos aproveitar para aprender não só para nós mas para ajudarmos os outros. Como Jesus fez.
E se nos queixamos que a nós ninguém nos valeu ou compreendeu
nada melhor que alterarmos essa ordem das coisas
começando por fazermos uma boa aprendizagem. A nossa parte de caminho bem feita.
Friday, January 07, 2011
Arriscar é: ultrapassar
Às vezes é preciso ultrapassar o ponto morto.
Muitos param. Alguns desistem. Alguns tomam balanço e... zás!! Aí vão eles!
Sem pensar ou sentir muito.
A fé dá aquela ajuda onde, a razão e os afectos, bloqueiam.
Muitos param. Alguns desistem. Alguns tomam balanço e... zás!! Aí vão eles!
Sem pensar ou sentir muito.
A fé dá aquela ajuda onde, a razão e os afectos, bloqueiam.
Wednesday, January 05, 2011
Arriscar é: ter fé
Que poder nos dará ter fé?
Tudo o que Jesus faz e diz pretende conduzir-nos à sua posse.
Os do seu tempo não compreenderam e os do nosso...
Tudo o que Jesus faz e diz pretende conduzir-nos à sua posse.
Os do seu tempo não compreenderam e os do nosso...
Tuesday, January 04, 2011
Arriscar é: aprender
Há quem cá ande como curioso!
Há quem cá ande como aprendiz!
Quem é curioso fica à superficie das coisas
e quem é aprendiz vai ao profundo.
Estas atitudes definem duas posturas humanas essenciais.
E precisa-se quem queira aprender.
Se deixarmos de ser só curiosos
os conteudos e a forma como nos são transmitidos mudarão.
Especialmente nos meios de comunicação social.
Há quem cá ande como aprendiz!
Quem é curioso fica à superficie das coisas
e quem é aprendiz vai ao profundo.
Estas atitudes definem duas posturas humanas essenciais.
E precisa-se quem queira aprender.
Se deixarmos de ser só curiosos
os conteudos e a forma como nos são transmitidos mudarão.
Especialmente nos meios de comunicação social.
Monday, January 03, 2011
Arriscar é: sustentabilidade
E se sempre vivessemos com equilibrio
financeiro, com contenção,
pensando que a riqueza adquirida
não serve só para gastar mas para gerar mais riqueza?
A sustentabilidade não pode deixar de estar presente
em todos os momentos da nossa vida.
Aí a crise não nos assustará.
financeiro, com contenção,
pensando que a riqueza adquirida
não serve só para gastar mas para gerar mais riqueza?
A sustentabilidade não pode deixar de estar presente
em todos os momentos da nossa vida.
Aí a crise não nos assustará.
Friday, December 31, 2010
Arriscar é: seguir
Maria, mãe de Jesus e nossa mãe.
Nunca nos desamparas!
Neste tempo pedimos-te que nos mostres o caminho.
O teu e o de Jesus.
A fazer memória dos pormenores
que guardámos no coração e a fazer do simples,
do pequeno e do invisivel
alimento para a nossa alegria e esperança.
Ajuda-nos a lembrar sempre as superações que já
houveram na nossa vida.
Que a Paz de coração seja um tesouro
que defendamos a todo o custo
dos medos, dúvidas, ofensas...
Porque o amor tudo vence
até a morte.
Nunca nos desamparas!
Neste tempo pedimos-te que nos mostres o caminho.
O teu e o de Jesus.
A fazer memória dos pormenores
que guardámos no coração e a fazer do simples,
do pequeno e do invisivel
alimento para a nossa alegria e esperança.
Ajuda-nos a lembrar sempre as superações que já
houveram na nossa vida.
Que a Paz de coração seja um tesouro
que defendamos a todo o custo
dos medos, dúvidas, ofensas...
Porque o amor tudo vence
até a morte.
Friday, December 24, 2010
Arriscar é: atitude
Cada figura do Presépio é uma interpelação.
Atitudes a admirar e seguir.
Maria na atenção aos pormenores.
José na mudança interior.
Jesus no Amor concreto.
Adoremos...
Atitudes a admirar e seguir.
Maria na atenção aos pormenores.
José na mudança interior.
Jesus no Amor concreto.
Adoremos...
Monday, December 13, 2010
Arriscar é: despejar o saco
Uma das maneiras de ajudar mais
fáceis e baratas é ajudar os outros a
despejar o saco.
Quem o encha há muito.
Quem o ajude a despejar é que há pouco.
E anda tanta gente de saco cheio!
Dos pequenos aos grandes...
É necessário muito pouco.
Começa por se criar condições para a comunicação.
Por exemplo um lugar calmo sem TV, telemóvel,
e duas cadeiras...
Depois é deixar fluir a conversa sem interrupções
para conselhos ou desvalorizações do que se está
a despejar.
No fim dar um toque na conversa só se for pedido.
Pode-se selar com um abraço ou um simples sorriso.
Penso abrir candidaturas para despejadores de sacos.
Quem quer?
pcarlosazevedo@gmail.com
fáceis e baratas é ajudar os outros a
despejar o saco.
Quem o encha há muito.
Quem o ajude a despejar é que há pouco.
E anda tanta gente de saco cheio!
Dos pequenos aos grandes...
É necessário muito pouco.
Começa por se criar condições para a comunicação.
Por exemplo um lugar calmo sem TV, telemóvel,
e duas cadeiras...
Depois é deixar fluir a conversa sem interrupções
para conselhos ou desvalorizações do que se está
a despejar.
No fim dar um toque na conversa só se for pedido.
Pode-se selar com um abraço ou um simples sorriso.
Penso abrir candidaturas para despejadores de sacos.
Quem quer?
pcarlosazevedo@gmail.com
Saturday, December 11, 2010
Arriscar é: arrependimento
O arrependimento abre caminhos novos.
Já João Baptista apelava a tal para que se abri-se
um caminho para Jesus chegar até nós.
Este é um dos primeiros passos para um novo caminho.
E quando o novo significa melhor
não há outra maneira senão começar.
Já João Baptista apelava a tal para que se abri-se
um caminho para Jesus chegar até nós.
Este é um dos primeiros passos para um novo caminho.
E quando o novo significa melhor
não há outra maneira senão começar.
Thursday, December 09, 2010
Arriscar é: partilhar
Uma alegria não partilhada fica pequena.
Um sofrimento não partilhado fica enorme.
... e o natal é tempo de partilha...
Um sofrimento não partilhado fica enorme.
... e o natal é tempo de partilha...
Friday, December 03, 2010
Arriscar é: consertar as redes
Uma das competencias daqueles que Jesus chama
deve ser a de saber consertar redes.
Assim eram dois dos primeiros: Tiago e João.
Neste tempo é preciosa esta capacidade.
Serve para o próprio cuidar das suas
e para dar uma mãozinha aos que necessitam
de ver as suas redes familiares e de amigos bem unidas.
deve ser a de saber consertar redes.
Assim eram dois dos primeiros: Tiago e João.
Neste tempo é preciosa esta capacidade.
Serve para o próprio cuidar das suas
e para dar uma mãozinha aos que necessitam
de ver as suas redes familiares e de amigos bem unidas.
Monday, November 15, 2010
Arriscar é: 40+2
à minha Avó Maria, com 98 anos, que gosta de tudo "apaladado" e nunca tem fastio...
Um dia percebi que dos cinco sentidos, o do paladar é dos que permanecem até mais tarde. Saborear a comida é, muitas vezes, o que resta. Devemos por isso pensar duas vezes quando queremos privar os mais idosos desses pequenos gostos que ainda mantêm.
Das memórias mais antigas da minha vida, ligada aos gostos e à comida, há um episódio dos tempos do 25 de Abril de 1974. Na minha casa, em Alcobaça, estava a minha Avó de Torres Vedras e lá perto havia um comício do partido comunista que gerou muita agitação na rua com tiros e muita confrontação. O jantar era arroz de tomate com peixe frito. Recordo a minha Avó, depois de comer a sua refeição a comer o meu jantar para que os meus pais não me ralhassem já que a fome era pouca e o menu não ajudava em nada. Como é a vida! Há dias comi um arroz de tomate com filetes de peixe num restaurante no Bairro Alto que estava divinal. Não deixei de lembrar aquela remota noite do Abril revolto.
Uma das constatações mais interessantes é que a vida vai evoluindo entre gostos e sabores que, com a idade, se aprofundam. O saborear tudo mais extensamente é uma conquista da idade. Com o tempo aprendi também a dizer “ainda não” quando me refiro aos gostos que ainda não aprecio. Este ano, por exemplo, comentei que ainda não aprendi a gostar de pimentos. Lá virá o dia!
Na passagem de mais um aniversário resolvi partilhar com os meus amigos alguns dos meus paladares favoritos e muitos dos sabores que foram acompanhando a minha vida.
Não será para me dar a conhecer mas, algo que pode ser exemplar. Acredito que cada um ao ler este texto poderá ter vontade de recordar o seu próprio percurso. Este meu recordar traz-me vida, fortalece-me o presente e torna-me mais atento ao futuro.
Por este exercício de memória passam dias, locais, cores, cheiros e principalmente pessoas. Algumas ficarão de fora sem intenção de as excluir mas, aceitem o todo como um bocadinho de gratidão pelo pão de cada dia que Deus me fez chegar por tantos que cruzaram e cruzam o meu caminho. É muito bom lembrarmos e estarmos agradecidos a Deus e às pessoas! Aliás tudo na nossa vida tem mais gosto se for partilhado daí que ligue muitos destes alimentos a pessoas, a momentos e a ambientes. Desde os tempos de infância em casa dos Pais em Alcobaça recordo:
Em criança, as gemadas eram um alimento controverso. Devia comê-las pois era muito magro e elas davam força, mas além de doces eram por vezes enjoativas…
O Super Máxi do Avô Carlos Ginja é uma das histórias mais queridas e caricatas da minha vida. Pois é, à quinta-feira o meu Avô vinha à Vila de Alcobaça. Chegava com a cara muito transpirada pois subia a ladeira do meu bairro todo engravatado quer fizesse frio ou calor. Trazia no bolso de um lado do casaco o jornal Primeiro de Janeiro e do outro um gelado Super Máxi que chegava a mim cheio de boa intenção mas quase todo derretido. Pode-se dizer que era o “super máximo”, o Avô, claro!
As misturadas da avó Maria é um daqueles manjares que não apreciamos na altura e agora quem nos dera. Um destes dias recordei um sabor idêntico na feira Medieval de Aljubarrota. Teve graça. A canja de galinha com miúdos era o culminar de várias peripécias. Apanhar a galinha, matá-la, sangrá-la, escaldá-la, depená-la, cozinhá-la e comê-la. A Cachola era muito parecida em todo o ritual. Eram as entranhas do porco cozinhadas no dia da matança, em tacho de barro donde todos comiam com um garfo. Ainda hoje gosto de comer do mesmo tacho, o que vem desse tempo. Dá-me um sentido familiar e comunitário que faz muito sentido para mim. Não podia faltar o arroz doce que ninguém faz como a Avó Maria. Recordarei sempre com muito carinho a sua confecção, nestes últimos tempos, já com o meu irmão Nuno como “ajudante técnico”.
Bolos de ferradura e Pasteis de feijão eram iguarias da Avó de Torres que lhe davam tanta alegria dar como a nós receber.
O Palmier da Pastelaria Saraiva ou de outro sítio qualquer era o meu bolo de pastelaria favorito. Daquelas coisas que se comiam devagar.
Bolachas de água e sal do Zé da Loja, compradas a peso, lembram um gosto muito especial entre os vários que herdei do meu Pai.
Chupa-chupa do Petroleiro que vinha ao nosso bairro todos os sábados à tarde. A carrinha das mercearias onde havia um pouco de tudo tinha um cheiro muito característico.
Bolachas Maria com manteiga eram um dos lanches mais requintados da infância. Aproveitávamos para molhar as bolachas no leite ou no chá.
Laranjada e gasosa da Rical faziam as delícias das refeições quando era criança. Um pequeno luxo ao domingo quando este dia se distinguia, até no menu, dos outros dias.
Puré de batata, cozido à Portuguesa e coelho guisado estão entre os vários pratos que ninguém faz como a minha mãe. É assim com todos nós! Verdade?
Molotov e rissóis da tia Maximina que era irmã do avô Carlos e eram confeccionados em nossa casa paterna quando tínhamos visitas importantes. Que saudades.
Caracóis apanhados e cozinhados pelo meu Pai são um pitéu de época fantástico. E no dia a seguir ainda sabem melhor. Faço-me entender?
Os suspiros de Alfeizerão quando era criança na “volta dos 45” entre Alcobaça, Nazaré e S. Martinho com os meus pais e irmão no carocha foram tão bons para o paladar como maus para os dentes… Mais tarde o Pão de ló de Alfeizerão esteve presente em momentos de aniversário de profunda emoção.
Batatas com bacalhau e colorau, e o Strudele de maçã e canela são o que me lembro do tempo do Seminário. O resto resume-se a empadão…
Os Lanches que começaram com a tia Ana Bessa na Foz do Arelho e continuam na Estefânia com a tia Lurdes foram e são iniciativas das minhas freguesas que me serviram de lanche e jantar muitas vezes. Agradeço muito a elas e todas as outras que me tratam com tanta estima.
Favas, castanhas e açorda são três das coisas que mais gosto. Coisinhas leves! Um dia um o Zé e a Ju do Coto juntaram-nos para mim num prato ao jantar em sua casa. Uma loucura mas irrepetível.
Gelados de máquina do Gato Preto nas Caldas da Rainha, com companhia, em começo de verão é um ritual quase divino.
Cavacas e beijinhos das Caldas da Rainha são momentos e sabores de grande nostalgia. Todos os anos costumo pregar um Retiro em Fátima às viúvas das Caldas da Rainha. Elas ficam consoladas com as minhas pregações e eu com os beijinhos que elas me trazem!
Tablete de chocolate Ovomaltine é das tabletes o “top”. Pena que tenha desaparecido dos nossos supermercados.
Cerveja com groselha acompanhava as minhas refeições no tempo das Caldas da Rainha. Era motivo de protesto quando almoçava ou jantava fora, o facto de o restaurante não ter groselha.
Refresco de Rose da Sra. Viscondessa é hoje mais do que uma curiosidade ao sabor, é um dos condimentos de um momento mágico em que se confirma a refeição como um bom pretexto para encontros e conversas muito boas.
Sopa de cação é uma das minhas fixações quando viajo pelo Alentejo. Curioso! Há comidas que continuam a fazer sentido na sua região e na sua época.
Suco de goiaba e suco de cana-de-açúcar do Brasil recordam-me as viagens que fiz e ainda quero repetir àquelas paragens que são uma tentação de sabores.
Dióspiros e pêra abacate aparecem juntos para lembrar que foram duas frutas que aprendi tardiamente a gostar e que tenho ensinado muitos a apreciar.
Petit Gateaux com gelado, é uma das últimas descobertas e um bom pretexto para partilhar gostosos momentos de prazer com os amigos.
O Menu Big Mac da Mcdonalds não poderia estar ausente. Muitas vezes tem sido o que mata a minha fome em dias de correria entre casamentos e baptizados.
Café com canela é uma das formas mais sublimes de encerrar uma refeição e uma boa conversa.
Muito mais haveria e espero que haja para partilhar no futuro. Para já me dou por satisfeito. Uma vez mais concluo que o essencial é simples.
Convosco e vosso,
P. Carlos Azevedo
P.S. Peço desculpa por muitas coisas vos passarem ao lado pois pertencem a um contexto. Contudo, fico disponível e agradecido se alguém quiser algum esclarecimento ou quiser partilhar algo deste texto comigo, ou até a sua própria lista de gostos. (pcarlosazevedo@gmail.com)
Monday, November 08, 2010
Arriscar é: não voltar a morrer
O céu e a ressurreição definitiva
é não voltar a morrer.
Vale a pena começar a imaginar como será
uma vida sem a morte sempre a cercar-nos
e a perseguir-nos...
é não voltar a morrer.
Vale a pena começar a imaginar como será
uma vida sem a morte sempre a cercar-nos
e a perseguir-nos...
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Arriscar é: provar o amor
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