A Mãe deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.
Perguntou:
- Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?
- Quando é que eu posso vê-lo?
O cirurgião respondeu:
- Sinto muito. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou:
- Porque razão é que as crianças pequenas tem cancro? Será que Deus não se preocupa?
- Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?...
O cirurgião perguntou:
- Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
- Quer um "caracolinho" dele? Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente.
A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
- Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
- Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.
Ela continuou:
- O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre pensando nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.
Depois de ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil.
Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia.
Levou o saco com as coisas de Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve.
Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia:
-Querida Mãe,sei que vai ter muitas saudades minhas; mas não pense que me vou esquecer de si, ou que vou deixar de a amar só porque não estou por perto para dizer:"AMO-a".
Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, a cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiser adotar um menino para não ficar tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferir uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, garotos, gostamos.
Vai ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, vc sabe.
Não fique triste pensando em mim. Este lugar é mesmo fantástico!
Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!
E sabe de uma coisa?... Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando O vi, O tenha conhecido logo.
Ele levou-me a visitar Deus!
E sabe de uma coisa?...
Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.
Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabe de uma coisa Mãe?...
Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder te escrever esta carta.
Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que Lhe fez,
"Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"...
Deus disse que estava no mesmo lugar, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.
Só a Mãe é que consegue ver o que eu escrevi, mais ninguém.
As outras pessoas verão este papel em branco.
É mesmo maravilhoso não é!?...
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus.
Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Quase me esquecia: já não tenho dores, o cancro já foi embora.
Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.
Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que acha disto?...
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.
Monday, September 17, 2012
Arriscar é: nós
Quando me começo a sentir muito ofendido pelo que os outros dizem ou fazem
tenho várias opções.
Ou rompo com as relações e afasto-me retaliando de alguma forma e situo-me abaixo desse insulto.
Ou procuro compreender ou ignorar, em nome de um bem maior, colocando-me acima desse insulto.
Devemos evitar jogar o jogo baixo que outros queiram fazer. Esse é o seu domínio e não ganharemos de certeza. A aparente vitória não é a da qualidade mas a do baixo nível.
tenho várias opções.
Ou rompo com as relações e afasto-me retaliando de alguma forma e situo-me abaixo desse insulto.
Ou procuro compreender ou ignorar, em nome de um bem maior, colocando-me acima desse insulto.
Devemos evitar jogar o jogo baixo que outros queiram fazer. Esse é o seu domínio e não ganharemos de certeza. A aparente vitória não é a da qualidade mas a do baixo nível.
Wednesday, September 12, 2012
Arriscar é: lógico
As lógicas da vida são múltiplas. A lógica financeira, a lógica do amor...
Os momentos de crise agudizam umas lógicas e desvalorizam outras.
Há quem só valorize, neste momento, a lógica financeira e esqueça a do amor,
passando por cima da pessoa e olhando-a apenas como um número.
O certo não será valorizar então a outra, a do amor mas integrar as duas num equilibrio possível.
Assim, se dará atenção ao todo que nos constitue e permite uma resposta mais adequada a este momento
de crise.
Os momentos de crise agudizam umas lógicas e desvalorizam outras.
Há quem só valorize, neste momento, a lógica financeira e esqueça a do amor,
passando por cima da pessoa e olhando-a apenas como um número.
O certo não será valorizar então a outra, a do amor mas integrar as duas num equilibrio possível.
Assim, se dará atenção ao todo que nos constitue e permite uma resposta mais adequada a este momento
de crise.
Thursday, September 06, 2012
Arriscar é: somos
Sawabona Shikoba
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é "ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ".
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é "ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ".
Wednesday, September 05, 2012
Arriscar é: o valor dos pais
Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.
O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"
O jovem respondeu, "nenhuma".
O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiu."
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.
Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
O valor de nossos pais ...
Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li. Leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.
O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"
O jovem respondeu, "nenhuma".
O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiu."
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.
Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
O valor de nossos pais ...
Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li. Leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.
(autor desconhecido)
Tuesday, September 04, 2012
Arriscar é: desemprego
Defendem os estudiosos que quem está desempregado deve fazer da busca de emprego o seu trabalho e tanto quanto possível,dedicar-lhe 8 h por dia.
Penso ser importante com o desemprego e com os estudos.
São as ocupações e determinada etapa da vida e devem ter o nosso empenho como outra ocupação profissional.
Penso ser importante com o desemprego e com os estudos.
São as ocupações e determinada etapa da vida e devem ter o nosso empenho como outra ocupação profissional.
Monday, September 03, 2012
Arriscar é: falar?
Falar está por um preço que não se pode.
Ainda que se fale em promoções hoje está caríssimo falar.
Pode chegar aos 70 ou 90 euros à hora. Digamos que a gasolina está mais barata.
Até nos tarifários mais baratos chegamos a pagar 0,08 centimos ao minuto.
Não se pode!
Uma das coisas mais interessantes de ver é dois amigos a conversar caminhando ou sentados frente a frente com calma e empatia.
Mas falar e falar de nós está caro.
Se calhar o melhor é escrever...
Ainda que se fale em promoções hoje está caríssimo falar.
Pode chegar aos 70 ou 90 euros à hora. Digamos que a gasolina está mais barata.
Até nos tarifários mais baratos chegamos a pagar 0,08 centimos ao minuto.
Não se pode!
Uma das coisas mais interessantes de ver é dois amigos a conversar caminhando ou sentados frente a frente com calma e empatia.
Mas falar e falar de nós está caro.
Se calhar o melhor é escrever...
Thursday, August 30, 2012
Arriscar é: dificultar
Parece-me que este é um dos segredos motivacionais dos dias que correm.
Muitas vidas caíram numa apatia e rotina que desmotiva e amolece.
Que esperar mais...
Essa circunstância não acontece a quem tem muitas dificuldades para enrentar
todos os dias.
O tempo é pouco para questionar.
Quando se questiona muito e olha muito para o lado´poderá ser porque
as razões da luta até ali terminaram e são necessários outros estímulos.
Há quem não inicie algo por causa das dificuldades e há quem fuja delas,
mas que são necessárias para o caminho é bem verdade. Dão a razão porque vale a pena lutar.
Muitas vidas caíram numa apatia e rotina que desmotiva e amolece.
Que esperar mais...
Essa circunstância não acontece a quem tem muitas dificuldades para enrentar
todos os dias.
O tempo é pouco para questionar.
Quando se questiona muito e olha muito para o lado´poderá ser porque
as razões da luta até ali terminaram e são necessários outros estímulos.
Há quem não inicie algo por causa das dificuldades e há quem fuja delas,
mas que são necessárias para o caminho é bem verdade. Dão a razão porque vale a pena lutar.
Tuesday, August 28, 2012
Arriscar é: ir à lua
Ir até à lua nem que seja pelo óculo de um telescópio
é muito bom.
De repente as coisas mudam de perspetiva e sentimo-nos pequeninos.
Na imensidão do cosmos cada um é mínimo mas cada um é único.
É pois importante ir à lua.
Podemos perder a mania de que somos o centro de tudo,
e a mania de querer fazer com que todos sejam iguais ao que eu acho
que é a boa medida.
Vamos à lua?!
é muito bom.
De repente as coisas mudam de perspetiva e sentimo-nos pequeninos.
Na imensidão do cosmos cada um é mínimo mas cada um é único.
É pois importante ir à lua.
Podemos perder a mania de que somos o centro de tudo,
e a mania de querer fazer com que todos sejam iguais ao que eu acho
que é a boa medida.
Vamos à lua?!
Tuesday, August 21, 2012
Arriscar é: chatice
Estamos num tempo em que a palavra chatice faz muito parte do
nosso vocabulário do dia a dia.
Isto, aquilo, aquele o outro, são uma chatice...
Creio que muitas das chatices são de fugir e outras são de buscar.
Umas só nos esvaziam mas muitas são as que dão sentido e projeto à nossa vida.
Distingui-las é muito necessário para que não evitemos as que devemos abraçar.
nosso vocabulário do dia a dia.
Isto, aquilo, aquele o outro, são uma chatice...
Creio que muitas das chatices são de fugir e outras são de buscar.
Umas só nos esvaziam mas muitas são as que dão sentido e projeto à nossa vida.
Distingui-las é muito necessário para que não evitemos as que devemos abraçar.
Thursday, August 02, 2012
Arriscar é: mandar
E o que manda mais em ti?
O passado, o futuro, a profissão, a carreira, as carências, as crises, o cansaço, a opinião pública, o que os outros pensam, a moda, o comodismo, as regras, a anarquia, o conformismo, a preguiça, o medo, as estatísticas, os euros, o estomago, o benfica,
o que apetece, a ambição, a ganância...
A força maior é o amor que conduz com a verdade à liberdade responsável.
O passado, o futuro, a profissão, a carreira, as carências, as crises, o cansaço, a opinião pública, o que os outros pensam, a moda, o comodismo, as regras, a anarquia, o conformismo, a preguiça, o medo, as estatísticas, os euros, o estomago, o benfica,
o que apetece, a ambição, a ganância...
A força maior é o amor que conduz com a verdade à liberdade responsável.
Tuesday, July 31, 2012
Arriscar é: implicativo
O rato, olhou pelo buraco na parede e viu o fazendeiro e a sua esposa abrir um pacote.Pensou logo no tipo de comida que ali haveria.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu até ao pátio da fazenda para advertir todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!
A galinha cacarejou:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o si, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e gritou:
- Há ratoeira na casa, ratoeira!...
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e:
- Há ratoeira na casa!
- O quê? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite, ouviu-se um barulho parecido com o da ratoeira a apanhar a sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que lá havia. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira tinha apanhado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital.
Ela voltou para casa com muita febre.
Todos sabemos que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou no seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para o acolher e alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou por morrer.
Muita gente veio ao funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar toda aquela gente.
Moral da História:
Na próxima vez que ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos!
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu até ao pátio da fazenda para advertir todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!
A galinha cacarejou:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o si, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e gritou:
- Há ratoeira na casa, ratoeira!...
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e:
- Há ratoeira na casa!
- O quê? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite, ouviu-se um barulho parecido com o da ratoeira a apanhar a sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que lá havia. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira tinha apanhado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital.
Ela voltou para casa com muita febre.
Todos sabemos que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou no seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para o acolher e alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou por morrer.
Muita gente veio ao funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar toda aquela gente.
Moral da História:
Na próxima vez que ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos!
Monday, July 30, 2012
Arriscar é: dieta mental
ObesidadeMental
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
Thursday, July 26, 2012
Arriscar é: arvore e fruto
Pelo fruto se conhece a árvore e
uma árvore boa dará um fruto bom.
Assim será com as pessoas!?...
uma árvore boa dará um fruto bom.
Assim será com as pessoas!?...
Arriscar é: ser avô
S. Joaquim e Santa Ana com Nossa Senhora ao colo “Mãe da Esperança, trazemos no coração os nossos filhos e netos. Desejamos para eles a vida, a paz, a alegria, a felicidade.Queremos continuar a propor a fé, com audácia e sem respeitos humanos. Queremos ser força de elevação para o Alto, para Deus.Queremos ser elo a unir a todos no seio das nossas famílias! Queremos ser memória viva para que todos os nossos filhos e netos descubram as suas raízes e as acarinhem”.
(adaptado:espiritualidade CVP)
(adaptado:espiritualidade CVP)
Friday, July 20, 2012
Arriscar é: ser amigo
Este tempo pode ajudar-nos a pensar, até porque o calor não ajuda a
que nos mexamos muito.
Assim, fica o desafio de pensarmos em sermos amigos dos que mais amamos.
Isto porque às vezes só tratamos bem os que só são amigos e não os que amamos.
Esses só levam com o que há de pior em nós.
que nos mexamos muito.
Assim, fica o desafio de pensarmos em sermos amigos dos que mais amamos.
Isto porque às vezes só tratamos bem os que só são amigos e não os que amamos.
Esses só levam com o que há de pior em nós.
Thursday, July 05, 2012
Arriscar é: antes...
"Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.
Veio depois o admirável mundo novo do crédito".
(Atribuído a: Portugal)
Veio depois o admirável mundo novo do crédito".
(Atribuído a: Portugal)
Arriscar é: complementaridade e simetria
Se a relação é o que nos salva, nela é essencial a gestão entre a complementaridade
e a simetria.
Temos coisas diferentes e comuns.
Essas duas dimensões devem ser alimentadas convenientemente na construção do todo que é o projeto família.
Só com o devido enquadramento do que nos é semelhantee dos que nos é distinto
se pode construir algo com consistencia.
e a simetria.
Temos coisas diferentes e comuns.
Essas duas dimensões devem ser alimentadas convenientemente na construção do todo que é o projeto família.
Só com o devido enquadramento do que nos é semelhantee dos que nos é distinto
se pode construir algo com consistencia.
Wednesday, July 04, 2012
Arriscar é: salvar
O que nos salva são os relacionamentos e não os dogmas,
regras ou estatutos...
Realmente a relação é muito estruturante da nossa existencia.
Começa na relação com Deus que é exemplar para todas as outras.
Depois passamos à relação connosco e com os outros.
Hoje é impossível descurar a relação com toda a criação que nos rodeia. A natureza faz parte do nosso equilibrio e salvação.
Para além da saúde o estarmos bem em todos estes planos dá sentido
à nossa vida.
Que este tempo de verão e nos ajude a alimentar bem todas as relações que nos são fundamentais.
regras ou estatutos...
Realmente a relação é muito estruturante da nossa existencia.
Começa na relação com Deus que é exemplar para todas as outras.
Depois passamos à relação connosco e com os outros.
Hoje é impossível descurar a relação com toda a criação que nos rodeia. A natureza faz parte do nosso equilibrio e salvação.
Para além da saúde o estarmos bem em todos estes planos dá sentido
à nossa vida.
Que este tempo de verão e nos ajude a alimentar bem todas as relações que nos são fundamentais.
Friday, June 29, 2012
Arriscar é: despejar
"A atitude mais saudável a cultivar é, precisamente, o diálogo com os acontecimentos, com as situações, com os problemas, que me permite captar deles... o que me interessa e deitar fora o que não interessa. Uma das coisas mais interessantes que têm os computadores é o “caixote do lixo”, aquele mecanismo de “delete”, de deitar fora o que não nos interessa. Ai de quem não tenha um enorme caixote do lixo, onde às vezes até podia deitar tudo fora... e ficávamos com espaço livre para o que valesse a pena. Mas há pessoas que têm o “computador das suas vidas”, completamente atulhado. De quê? De nada! E dizem, “mas pode-me vir a ser necessário!..."
(Citação do novo livro do padre Vasco Pinto de Magalhães, s.j.,
“Só Avança Quem Descansa”)
(Citação do novo livro do padre Vasco Pinto de Magalhães, s.j.,
“Só Avança Quem Descansa”)
Tuesday, June 26, 2012
Arriscar é: ego forte
Uma das nossas fragilidades tem a ver com a nossa auto estima.
Como deixamos que nós e os outros ponham tantas vezes em causa o nosso valor pessoal.
Este é um dos trabalhos mais preciosos e necessários. Fortalecer um ego que nãose deixe abalar
facilmente mas que possa seguir sempre na certeza do seu valor e e valorização continua.
Como deixamos que nós e os outros ponham tantas vezes em causa o nosso valor pessoal.
Este é um dos trabalhos mais preciosos e necessários. Fortalecer um ego que nãose deixe abalar
facilmente mas que possa seguir sempre na certeza do seu valor e e valorização continua.
Monday, June 25, 2012
Arriscar é: passear e bailar
É verão e este tempo lembra-nos o lazer,
até porque o calor não convida muito ao trabalho.
Mas a ideia mais forte é a do encontro gratuito com o tempo.
Não precisamos de produzir qualquer coisa palpavel
para que a nossa vida conte e seja importante.
Passear e bailar são duas coisas que combinam bem com este tempo
e são muito fomentadas pelas várias freguesias e que alimentam
esta dimensão da gratuidade, do encontro e do celebrativo na nossa vida.
Mesmo em tempos de crise em que as nossas necessidades básicas
nos ocupam muito do esforço a despender não podemos esquecer o lazer e a cultura.
até porque o calor não convida muito ao trabalho.
Mas a ideia mais forte é a do encontro gratuito com o tempo.
Não precisamos de produzir qualquer coisa palpavel
para que a nossa vida conte e seja importante.
Passear e bailar são duas coisas que combinam bem com este tempo
e são muito fomentadas pelas várias freguesias e que alimentam
esta dimensão da gratuidade, do encontro e do celebrativo na nossa vida.
Mesmo em tempos de crise em que as nossas necessidades básicas
nos ocupam muito do esforço a despender não podemos esquecer o lazer e a cultura.
Friday, June 22, 2012
Arriscar é: futebolês
Alguém exclamava que o futebol deve ser das "ciencias" mais dificeis de entender.
Antes de acontecer surgem aos "montes" entendidos a explicar o que vai ser.
Depois de acontecer aparecem ainda mais a explicar o que foi.
E não falemos dos que durante escalpelizam o jogo ao pormenor.
Isto só pode ser algo muito importante e complicado!?
Antes de acontecer surgem aos "montes" entendidos a explicar o que vai ser.
Depois de acontecer aparecem ainda mais a explicar o que foi.
E não falemos dos que durante escalpelizam o jogo ao pormenor.
Isto só pode ser algo muito importante e complicado!?
Tuesday, June 19, 2012
Arriscar é: compreender
A compreensão do próprio ou dos outros requer
a atenção constante às mudanças continuas que a vida e as
suas circunstâncias nos provocam.
Tudo é dinâmico. É por isso necessário afinar constantemente
a compreensão que vamos tendo.
O que queremos é que deve manter alguma estabilidade
para que a vida se torne suportável.
a atenção constante às mudanças continuas que a vida e as
suas circunstâncias nos provocam.
Tudo é dinâmico. É por isso necessário afinar constantemente
a compreensão que vamos tendo.
O que queremos é que deve manter alguma estabilidade
para que a vida se torne suportável.
Friday, June 15, 2012
Arriscar é: antonificar
O passeio de Santo António
Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado.
Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando…
E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.
Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo…
O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.
Perto, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.
De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia… o coração no peito.
Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
- Ó Frei António, o que foi aquilo?…
O Santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
- Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…
Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
- Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
- Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.
- Tu não estás com a cabeça boa…
Um passarinho a cantar assim!…
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,
Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
- Se o Menino Jesus pergunta mais,
Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!
Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou: - Jesus, são horas…
...E abalaram pró convento.
Augusto Gil
Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado.
Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando…
E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.
Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo…
O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.
Perto, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.
De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia… o coração no peito.
Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
- Ó Frei António, o que foi aquilo?…
O Santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
- Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…
Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
- Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
- Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.
- Tu não estás com a cabeça boa…
Um passarinho a cantar assim!…
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,
Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
- Se o Menino Jesus pergunta mais,
Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!
Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou: - Jesus, são horas…
...E abalaram pró convento.
Augusto Gil
Arriscar é: precisar
Preciso de um Coração
Ardente de ternura,
Que me dê a Sua força, sem reservas.
Que ame tudo em mim, mesmo a minha fraqueza.
Que nunca me abandone de noite nem de dia.
Tu bem sabes, Senhor:
Não pude encontrar nenhuma criatura
Que sempre me amasse sem nunca morrer…
Preciso de Ti, meu único Amigo…
Cativaste-me, fazendo-Te mortal…
Se eu não posso ver o brilho da Tua face
Nem ouvir a Tua voz, cheia de doçura
Posso, ó meu único Amor, viver da Tua Graça
E descansar no Teu Coração.
Sim, descansar no Teu
Coração.
Teresa de Lisieux
Ardente de ternura,
Que me dê a Sua força, sem reservas.
Que ame tudo em mim, mesmo a minha fraqueza.
Que nunca me abandone de noite nem de dia.
Tu bem sabes, Senhor:
Não pude encontrar nenhuma criatura
Que sempre me amasse sem nunca morrer…
Preciso de Ti, meu único Amigo…
Cativaste-me, fazendo-Te mortal…
Se eu não posso ver o brilho da Tua face
Nem ouvir a Tua voz, cheia de doçura
Posso, ó meu único Amor, viver da Tua Graça
E descansar no Teu Coração.
Sim, descansar no Teu
Coração.
Teresa de Lisieux
Thursday, June 14, 2012
Arriscar é: um só
É dificil acreditar como a vontade e o querer de um só
pode fazer tanto por tantos.
Assim, fez na Igreja e pela Igreja Santa Teresa de Ávila
quando empreendeu a sua reforma na Igreja.
Rezemos com ela:
Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda.
A paciência,
Tudo consegue.
Quem a Deus tem,
Nada lhe falta,
Só Deus é suficiente.
Eleva o Pensamento ao céu sobe
Por nada te angustie Nada te perturbe
A Jesus Cristo segue de coração entregue
E venha o que vier Nada te Espante
Vês a gloria do mundo? E gloria vã
Nada tem de estável Tudo passa
Aspira as coisas celestes que sempre duram
Fiel e rico em promessas Deus não muda
Ama-O Como merece Bondade imensa
Mas não há verdadeiro amor sem a paciência
Confiança e fé viva mantenha a alma,
Que quem crê e espera Tudo alcança
Do Inferno acossado Muito embora se veja
Burlara os seus furores Quem a Deus Tem
Advenham-lhe desamparos, Cruzes, desgraças
Sendo Deus o seu tesouro Nada lhe falta
Ide pois bens do mundo Ide, ditas vãs
Ainda que tudo perca, Só Deus Basta.
Santa Teresa de Ávila
pode fazer tanto por tantos.
Assim, fez na Igreja e pela Igreja Santa Teresa de Ávila
quando empreendeu a sua reforma na Igreja.
Rezemos com ela:
Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda.
A paciência,
Tudo consegue.
Quem a Deus tem,
Nada lhe falta,
Só Deus é suficiente.
Eleva o Pensamento ao céu sobe
Por nada te angustie Nada te perturbe
A Jesus Cristo segue de coração entregue
E venha o que vier Nada te Espante
Vês a gloria do mundo? E gloria vã
Nada tem de estável Tudo passa
Aspira as coisas celestes que sempre duram
Fiel e rico em promessas Deus não muda
Ama-O Como merece Bondade imensa
Mas não há verdadeiro amor sem a paciência
Confiança e fé viva mantenha a alma,
Que quem crê e espera Tudo alcança
Do Inferno acossado Muito embora se veja
Burlara os seus furores Quem a Deus Tem
Advenham-lhe desamparos, Cruzes, desgraças
Sendo Deus o seu tesouro Nada lhe falta
Ide pois bens do mundo Ide, ditas vãs
Ainda que tudo perca, Só Deus Basta.
Santa Teresa de Ávila
Tuesday, June 12, 2012
Arriscar é: umbiguidade
Dos "dons" mais frequentes em nós este é um deles:
umbiguidade.
É algo muito escondido mas que se revela nos momentos mais criticos da nossa existencia.
Está no meio de nós próprios e tão enraizado que só os outros é que se apercebem dele.
Este é um daqueles que não é preciso partilhar porque já existe em abundância.
umbiguidade.
É algo muito escondido mas que se revela nos momentos mais criticos da nossa existencia.
Está no meio de nós próprios e tão enraizado que só os outros é que se apercebem dele.
Este é um daqueles que não é preciso partilhar porque já existe em abundância.
Wednesday, June 06, 2012
Arriscar é: apoiar
Desculpem-me mas cansei-me de apoiar a selecção de futebol.
Como disseram alguns dos jornalistas o parque de estacionamento dos jogadores valia pelos seus carros vários milhões de euros.
E eu sei que há muita gente que precisa mais do meu apoio.
Meus amigos no fim do campeonato, mesmo se eles ganharem vou ter quanto tempo de alegria?
E no outro dia quantos problemas vão estar resolvidos?
Isto para quem diz que a religião é o ópio do povo...
Como tudo isto parece que passa imune aos olhos de tantos por essa europa fora
cabe-me dizer a selecção que se...
O que me preocupa são outras coisas!
Como disseram alguns dos jornalistas o parque de estacionamento dos jogadores valia pelos seus carros vários milhões de euros.
E eu sei que há muita gente que precisa mais do meu apoio.
Meus amigos no fim do campeonato, mesmo se eles ganharem vou ter quanto tempo de alegria?
E no outro dia quantos problemas vão estar resolvidos?
Isto para quem diz que a religião é o ópio do povo...
Como tudo isto parece que passa imune aos olhos de tantos por essa europa fora
cabe-me dizer a selecção que se...
O que me preocupa são outras coisas!
Tuesday, June 05, 2012
Arriscar é: como se faz...
Como é que se Esquece Alguém que se Ama?
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-s que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-s que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
Arriscar é: o Estranho
"O Estranho.
Alguns anos depois que nasci, o meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, o meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida convidou-o a viver com a nossa família.
O estranho aceitou e desde então tem estado connosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre o seu lugar na minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares:
Minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e o meu pai ensinou-me a obedecer.
Mas o "Estranho" era nosso narrador.
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ele tinha sempre respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou a minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir e chorar.
O "Estranho" nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, a minha mãe levantava-se cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o "Estranho" fosse embora).
O meu pai dirigia o nosso lar com certas convicções morais, mas o "Estranho" nunca se sentia obrigado a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por nossa parte, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, o nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava os meus ouvidos e que fazia o meu pai retorcer-se e a minha mãe ruborizar.
O meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o "Estranho" animou-nos a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Os seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante a minha adolescência pelo "Estranho".
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores dos meus pais, mesmo assim, permaneceu no nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o "Estranho" veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar em casa dos meus pais, ainda o encontraria sentado no seu canto, esperando que alguém quisesse escutar as suas conversas ou dedicar o seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
O seu nome?
Nós chamamos-lhe Televisão...
Nota:
Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.
Agora ele tem uma esposa que se chama Computador
e um filho que se chama Telemóvel!"
Alguns anos depois que nasci, o meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, o meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida convidou-o a viver com a nossa família.
O estranho aceitou e desde então tem estado connosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre o seu lugar na minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares:
Minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e o meu pai ensinou-me a obedecer.
Mas o "Estranho" era nosso narrador.
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ele tinha sempre respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou a minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir e chorar.
O "Estranho" nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, a minha mãe levantava-se cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o "Estranho" fosse embora).
O meu pai dirigia o nosso lar com certas convicções morais, mas o "Estranho" nunca se sentia obrigado a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por nossa parte, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, o nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava os meus ouvidos e que fazia o meu pai retorcer-se e a minha mãe ruborizar.
O meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o "Estranho" animou-nos a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Os seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante a minha adolescência pelo "Estranho".
Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores dos meus pais, mesmo assim, permaneceu no nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o "Estranho" veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar em casa dos meus pais, ainda o encontraria sentado no seu canto, esperando que alguém quisesse escutar as suas conversas ou dedicar o seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
O seu nome?
Nós chamamos-lhe Televisão...
Nota:
Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.
Agora ele tem uma esposa que se chama Computador
e um filho que se chama Telemóvel!"
Arriscar é: quando...
"Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.
Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga,
Para aliviar meus ais.
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais".
JA DIZIA NELSON CAVAQUINHO
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.
Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga,
Para aliviar meus ais.
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais".
JA DIZIA NELSON CAVAQUINHO
Saturday, June 02, 2012
Arriscar é: Povo
A ideia de povo e nação sempre foram mobilizadoras da humanidade.
Deus fez aliança com o povo.
Mandou batizar as nações.
Mais do que só ajudar a definir uma identidade ajuda no essencial
que é criar laços relacionais que são tão estruturantes para nós.
Deus fez aliança com o povo.
Mandou batizar as nações.
Mais do que só ajudar a definir uma identidade ajuda no essencial
que é criar laços relacionais que são tão estruturantes para nós.
Wednesday, May 30, 2012
Arriscar é: Aumentar
Estamos num dilema sério:
Aumentar a esperança de vida ou
aumentar a vida com esperança?
Aumentar a esperança de vida ou
aumentar a vida com esperança?
Monday, May 28, 2012
Arriscar é: crescer e mutiplicar 2
Hoje publico o link para um filme.
É preciso parar não só pelas gaivotas, etc.
Lembro-me de um dia uma grande e antiga amiga minha me ter contado a história de ter comido uma gaivota porque a fome dela e dos irmãos era muito grande.
Então vejam:
http://www.midwayfilm.com
É preciso parar não só pelas gaivotas, etc.
Lembro-me de um dia uma grande e antiga amiga minha me ter contado a história de ter comido uma gaivota porque a fome dela e dos irmãos era muito grande.
Então vejam:
http://www.midwayfilm.com
Friday, May 25, 2012
Arriscar é: Crescer e mutiplicar
Um dia parece-me que vamos estar sós.
Nem animais nem vegetais nos irão rodear.
Alguém disse que Deus se esqueceu de acrescentar algo a um mandamento:
Crescer e mutiplicar não é só a vida humana!...
Nem animais nem vegetais nos irão rodear.
Alguém disse que Deus se esqueceu de acrescentar algo a um mandamento:
Crescer e mutiplicar não é só a vida humana!...
Wednesday, May 23, 2012
Arriscar é: ascender
Ascender, subir, elevar-se...
Para tal dá jeito a leveza.
Como já demos por isso para se ser leve as receitas são
mais que muitas.
Aspira aqui, aspira ali...até que o sofá fique sem botões...
Ao acreditarmos nisto já revelamos o estado em que andamos.
Para podermos ascender é necessário perder colesterol na alma.
Só com um caminho em que nos vamos libertando da mentira é que tudo se torna possivel.
Curioso até emagrecer fisicamente.
Sem dúvida que é um caminho onde o mais importante é a verdade.
Para tal dá jeito a leveza.
Como já demos por isso para se ser leve as receitas são
mais que muitas.
Aspira aqui, aspira ali...até que o sofá fique sem botões...
Ao acreditarmos nisto já revelamos o estado em que andamos.
Para podermos ascender é necessário perder colesterol na alma.
Só com um caminho em que nos vamos libertando da mentira é que tudo se torna possivel.
Curioso até emagrecer fisicamente.
Sem dúvida que é um caminho onde o mais importante é a verdade.
Monday, May 21, 2012
Arriscar é: sara(r)
À minha amiga e aniversariante Sara Mundo Mar que me ensinou a admirar Eduardo Galeano.
"O mundo:
Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.— O mundo e isso — revelou —. Um montão de gente, um mar de fogueirinhasCada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que e impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo(...)
A função da arte:
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! (...)"
Eduardo Galeano
"O mundo:
Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.— O mundo e isso — revelou —. Um montão de gente, um mar de fogueirinhasCada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que e impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo(...)
A função da arte:
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! (...)"
Eduardo Galeano
Friday, May 18, 2012
Arriscar é: Pascoar 17
Os novos tempos requerem apenas uma atitude:
calma!
Alguns terão capacidade para se adaptar e apanhar o "comboio dos novos tempos;
outros manter-se-ão agrados às suas convicções o que, apesar do que lamentarão,
os vai permitir viver na mesma.
Será curioso perceber de que forma cada um vai escolher viver o futuro próximo.
calma!
Alguns terão capacidade para se adaptar e apanhar o "comboio dos novos tempos;
outros manter-se-ão agrados às suas convicções o que, apesar do que lamentarão,
os vai permitir viver na mesma.
Será curioso perceber de que forma cada um vai escolher viver o futuro próximo.
Thursday, May 17, 2012
Arriscar é: Pascoar 16
O que nos vincula a algo?
A opinião publica ?
A moda?
O hábito?
A beleza?
O interesse?
O comodismo?
A verdade?
A coerência?
A necessidade?
A fortaleza?
A debilidade?
Wednesday, May 16, 2012
Arriscar é: pascoar 15
Levantar problemas tem uma dinâmica muito sensível,
principalmente quando de seguida não há condições para os acompanharmos.
É certo que muitas coisas nos surgem como necessárias a nós e como importantes para os outros.
Existem entre mil e outros aspectos alguns a considerar:
a altura da vida da pessoa, se é nova ou velha;
a altura do dia, se é manhã, tarde ou noite;
se a pessoa tem quem a acompanhe de seguida se necessário for;
se vai mexer com parte ou com o tododaquilo que a pessoa é;
se vai ser dito com amor e entendido como tal;
...
Cuidado quando e como levantamos os problemas aos outros
e até a nós... às vezes não è altura de questionarmo-nos:
principalmente quando de seguida não há condições para os acompanharmos.
É certo que muitas coisas nos surgem como necessárias a nós e como importantes para os outros.
Existem entre mil e outros aspectos alguns a considerar:
a altura da vida da pessoa, se é nova ou velha;
a altura do dia, se é manhã, tarde ou noite;
se a pessoa tem quem a acompanhe de seguida se necessário for;
se vai mexer com parte ou com o tododaquilo que a pessoa é;
se vai ser dito com amor e entendido como tal;
...
Cuidado quando e como levantamos os problemas aos outros
e até a nós... às vezes não è altura de questionarmo-nos:
Friday, May 11, 2012
Arriscar é: Pascoar 14
Não é tudo uma questão de perspectiva
mas é muito uma questão de perspectiva.
Procurarmos a melhor ajuda.
E procurarmos entender a perspectiva do outro também.
Não é uma questão de relativizar as coisas mas de as viver
com mais profundidade.
Quantas vezes errei porque só vi um lado da coisas e muitas vezes o pior?
mas é muito uma questão de perspectiva.
Procurarmos a melhor ajuda.
E procurarmos entender a perspectiva do outro também.
Não é uma questão de relativizar as coisas mas de as viver
com mais profundidade.
Quantas vezes errei porque só vi um lado da coisas e muitas vezes o pior?
Tuesday, May 08, 2012
Arriscar é: Pascoar 13
Estas história sobre os costumes adquiridos faz-me pensar em tantas terras e vidas onde ainda se fazem certas coisas só porque atradição é assim.
Num mosteiro, os monges tinham adotado um gato, porém o tal gato tornou-se um problema, pois cada vez que os monges entravam para o salão de meditação, ele começava a miar bem alto, pedindo um pouco de atenção.
Após muitos pedidos e argumentações em favor do bichano, o superior do templo ordenou que o gato fosse amordaçado nos horários de meditação, caso contrário ele não poderia ficar. E assim a paz voltou a reinar naquele mosteiro.
Os anos passaram-se e o gato morreu de velho. E logo, os monges adotaram um novo bichinho e submeteram-no ao velho costume de amordaçá-lo, para não ter problemas com o superior do templo.
E o tempo foi passando… muitos gatos depois, muitas décadas depois, se verificou algo curioso. Dos monges que estavam lá no início da história, já não havia nenhum. Nem mesmo o superior do templo era o mesmo. Porém, o costume se preservava idêntico: o gato era amordaçado cada vez que eles entravam em meditação.
O motivo? Buda havia ensinado que, para uma meditação eficiente, era necessário ter um gato, porém amordaçado…
Dá que pensar ....
Tuesday, May 01, 2012
Arriscar é: Pascoar 12
Vibrar é coisa que se perde muitas vezes no momento próprio.
Quantas vezes damos connosco a lamentar não termos aproveitado
mais aquele momento, aquela companhia, e tantas outras coisas-
Os discipulos de Emaus só depois do encontro com o mestre
é que deram conta do quanto Ele lhes fazia arder o coração com a Sua
palavra e companhia.
Não nos acontecem tantos momentos destes...
em que nos arde o coração.
Atenção para não perdermos nada deste fogo... na hora!
Quantas vezes damos connosco a lamentar não termos aproveitado
mais aquele momento, aquela companhia, e tantas outras coisas-
Os discipulos de Emaus só depois do encontro com o mestre
é que deram conta do quanto Ele lhes fazia arder o coração com a Sua
palavra e companhia.
Não nos acontecem tantos momentos destes...
em que nos arde o coração.
Atenção para não perdermos nada deste fogo... na hora!
Friday, April 27, 2012
Arriscar é: Pascoar 11
Descobrir aquilo que a vida é...
Este é um dos nossos principais desafios.
Entre o que gostaríamos que ela fosse e o que é
vai o fundamental.
Há que descobri-lo.
Este é um dos nossos principais desafios.
Entre o que gostaríamos que ela fosse e o que é
vai o fundamental.
Há que descobri-lo.
Monday, April 23, 2012
Arriscar é: Pascoar 10
Às vezes parece que se passa algo com a maioria da humanidade.
Especialmente quando parece que anda tudo meio confuso.
A falta de critérios de vida lava a que vamos todos na corrente e achemos que estamos bem.
Na verdade a capacidade de Discernimento é sempre muito necessária para que não nos deixemos
embarcar em decisões. Parar, ponderar, pensar e distinguir fazem parte deste processo.
A rapidez e as pressões não ajudam a que as nossas decisões sejam acertivas. Com Jesus também foi assim.
Avançou quando estava forte para ir até ao fim.
Especialmente quando parece que anda tudo meio confuso.
A falta de critérios de vida lava a que vamos todos na corrente e achemos que estamos bem.
Na verdade a capacidade de Discernimento é sempre muito necessária para que não nos deixemos
embarcar em decisões. Parar, ponderar, pensar e distinguir fazem parte deste processo.
A rapidez e as pressões não ajudam a que as nossas decisões sejam acertivas. Com Jesus também foi assim.
Avançou quando estava forte para ir até ao fim.
Friday, April 20, 2012
Arriscar é: Pascoar 9
Quem considera muito uma coisa tem de ter em atenção o respeito
que outras podem merecer.
É frequente considerar muito as coisas do corpo e desprezar as do espirito,
as coisas da terra e as do céu.
Tudo está interligado e uma possivel maior atenção ou valorização de uma circunstancia não pode levar a desprezar as outras.
Há tanta coisa a pensar a partir daqui.
que outras podem merecer.
É frequente considerar muito as coisas do corpo e desprezar as do espirito,
as coisas da terra e as do céu.
Tudo está interligado e uma possivel maior atenção ou valorização de uma circunstancia não pode levar a desprezar as outras.
Há tanta coisa a pensar a partir daqui.
Wednesday, April 18, 2012
Arriscar é: Pascoar 8
Na vida de todos nós também existem horas decisivas.
Não são quando os outros acham, ou mesmo quando nós achamos.
Há um tempo mais acertado que leva tempo a preparar.
Assim foi com Jesus. Preparou-se para estar forte e seguro na Sua hora.
Teremos as nossas horas. Há que ter consciencia delas e fazer o caminho para as enfrentarmos
com serenidade e sem reação meramente impulsiva.
Não são quando os outros acham, ou mesmo quando nós achamos.
Há um tempo mais acertado que leva tempo a preparar.
Assim foi com Jesus. Preparou-se para estar forte e seguro na Sua hora.
Teremos as nossas horas. Há que ter consciencia delas e fazer o caminho para as enfrentarmos
com serenidade e sem reação meramente impulsiva.
Tuesday, April 17, 2012
Arriscar é: Pascoar 7
A vontade é um dos termos fortes da quaresma, páscoa e toda a vida.
Ela marca o salto que se dá da morte à Vida.
Vale mais que todos os musculos.
Se ela estiver bem forte, poderá ajudar-nos a dar um salto até à eternidade.
Contudo, temos sempre uma solução:
Seja feita a Vossa vontade e o resultado é o mesmo.
Ela marca o salto que se dá da morte à Vida.
Vale mais que todos os musculos.
Se ela estiver bem forte, poderá ajudar-nos a dar um salto até à eternidade.
Contudo, temos sempre uma solução:
Seja feita a Vossa vontade e o resultado é o mesmo.
Tuesday, April 10, 2012
Arriscar é: Pascoar 6
Porque é que a humanidade perdeu o maior acontecimento da história?
A Ressurreição de Jesus!
Porque estava muito apegada a regras e aos muitos afazeres.
Temos que estar muito atentos para não perder o que é importante
não só para fazer mas para amar.
A Ressurreição de Jesus!
Porque estava muito apegada a regras e aos muitos afazeres.
Temos que estar muito atentos para não perder o que é importante
não só para fazer mas para amar.
Friday, April 06, 2012
Arriscar é: Pascoar 5
A nossa glória
não está senão no deixarmo-nos vencer
sempre pelo amor
e não por qualquer outra coisa.
Que o amor de Jesus
nos inspire
a ter no peito
um coração
só
para amar.
não está senão no deixarmo-nos vencer
sempre pelo amor
e não por qualquer outra coisa.
Que o amor de Jesus
nos inspire
a ter no peito
um coração
só
para amar.
Thursday, April 05, 2012
Arriscar é: Pascoar 4
“Tenho a intenção de processar a revista "Fortune", porque fui vítima de uma omissão inexplicável. Ela publicou uma lista dos homens mais ricos do mundo, e nesta lista eu não apareço. Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro.
Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga.
Mas eu não sou mencionado na revista.E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não? vou mostrar a vocês: Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo não sei como.Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; filhos maravilhosos, dos quais só recebi felicidades; e netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade. Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos.Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.
Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem o que eu mal escrevo.
Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).
Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá maçãs e que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.
Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.
Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim não haviam ocorrido nunca.
Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.
E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.
Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta? "
E você, como se considera? Rico ou pobre?
Há pessoas pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é ... DINHEIRO.
(Armando Fuentes Aguirre Catón, Jornalista mexicano)
Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga.
Mas eu não sou mencionado na revista.E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não? vou mostrar a vocês: Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo não sei como.Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; filhos maravilhosos, dos quais só recebi felicidades; e netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade. Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos.Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.
Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem o que eu mal escrevo.
Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).
Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá maçãs e que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.
Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.
Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim não haviam ocorrido nunca.
Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.
E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.
Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta? "
E você, como se considera? Rico ou pobre?
Há pessoas pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é ... DINHEIRO.
(Armando Fuentes Aguirre Catón, Jornalista mexicano)
Arriscar é: Pascoar 3
Sabei que é bom que nos apresentemos nesta Páscoa simultaneamente despojados e vestidos: despojados de todo o egoísmo, de toda a atracção pelo mundo, de toda a negligência e de toda a tristeza [...] – porque uma má tristeza definha a alma – e envolvidos na caridade ardente de Cristo. [...] Quando a alma contempla o seu criador e a bondade infinita que encontra n'Ele, não pode deixar de O amar. [...] De imediato ama aquilo que Deus ama e detesta o que Lhe desagrada, porque Ele Se despojou de Si mesmo por amor. [...] Por causa da Sua fome pela nossa salvação e pela honra de Seu Pai, Cristo humilhou-Se e sujeitou-Se a uma morte ignominiosa na cruz, embriagado de amor e apaixonado por nós. Esta é a Páscoa que eu desejo celebrar.
(adaptado de Sta Catarina de Sena)
(adaptado de Sta Catarina de Sena)
Wednesday, April 04, 2012
Arriscar é: Pascoar 2
Celebrar a vida, a família, os amigos,
os acontecimentos, as datas, os locais,
as coisas, a natureza, a beleza, a bondade, o amor e a graça...
Sempre celebrar para encher a vida de Vida!
os acontecimentos, as datas, os locais,
as coisas, a natureza, a beleza, a bondade, o amor e a graça...
Sempre celebrar para encher a vida de Vida!
Tuesday, April 03, 2012
Arriscar é: Pascoar 1
Durante a Paixão de Jesus Ele sofre muitas desilusões,
mesmo assim Ele não desiste de apostar na pessoa humana
e leva o Seu designio de Salvação até ao fim.
Nós, sofremos muitas desilusões, mas o mais estranho
é à primeira deixarmos de lado a pessoa que nos provoca essa situação.
Se a Cruz de Jesus significa algo para nós deixemos que ela seja
ensinamento para as nossas actitudes e não nos entreguemos à desistência e ao desânimo.
mesmo assim Ele não desiste de apostar na pessoa humana
e leva o Seu designio de Salvação até ao fim.
Nós, sofremos muitas desilusões, mas o mais estranho
é à primeira deixarmos de lado a pessoa que nos provoca essa situação.
Se a Cruz de Jesus significa algo para nós deixemos que ela seja
ensinamento para as nossas actitudes e não nos entreguemos à desistência e ao desânimo.
Monday, April 02, 2012
Thursday, March 29, 2012
Arriscar é: Quaresmar 21
Muito dá que pensar:
"O amor não é alguma coisa que sentimos,
mas algo que fazemos o outro sentir".
"O amor não é alguma coisa que sentimos,
mas algo que fazemos o outro sentir".
Friday, March 23, 2012
Arriscar é: Quaresmar 20
Jesus e o pai trabalham incessantemente.
É verdade. O Seu trabalho é amar.
Tudo pode ser trabalho desde que feito com amor.
Dormir, comer, falar, trabalhar, rezar, divertir, esperar...
Tudo pode ser amor se feito como doação pelos e aos outros e a Deus.
É verdade. O Seu trabalho é amar.
Tudo pode ser trabalho desde que feito com amor.
Dormir, comer, falar, trabalhar, rezar, divertir, esperar...
Tudo pode ser amor se feito como doação pelos e aos outros e a Deus.
Wednesday, March 21, 2012
Arriscar é: Quaresmar 19
"Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!
(atribuido a: Frei Betto)
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!
(atribuido a: Frei Betto)
Tuesday, March 20, 2012
Thursday, March 15, 2012
Arriscar é: Quaresmar 17
Todas as vidas necessitam de regras ou mandamentos.
São como luzeiros que nos ajudam a orientar as nossas vidas.
Especialmente nos tempos difíceis eles servem ainda mais como ponto de apoio
para que se possa avançar.
De vez em quando precisam de ser avaliados e renovados.
A idade e as circinstâncias da nossa vida assim o exigem.
No presente, em cada presente alguns há que devem ser imprescindiveis.
São os que nos premitem lutar e respeitar o que é fundamental á nossa existência.
Estes tempos que vivemos necessitam de boas regras ou mandamentos.
São como luzeiros que nos ajudam a orientar as nossas vidas.
Especialmente nos tempos difíceis eles servem ainda mais como ponto de apoio
para que se possa avançar.
De vez em quando precisam de ser avaliados e renovados.
A idade e as circinstâncias da nossa vida assim o exigem.
No presente, em cada presente alguns há que devem ser imprescindiveis.
São os que nos premitem lutar e respeitar o que é fundamental á nossa existência.
Estes tempos que vivemos necessitam de boas regras ou mandamentos.
Tuesday, March 13, 2012
Arrscar é: Quaresmar 16
1 - Deus não escolhe
pessoas capacitadas, Ele capacita os
escolhidos.
2 - Um com Deus é
maioria.
3 - Devemos orar
sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que
possamos ouvir a Deus.
4- Nada está fora
do alcance da oração, exceto o que está fora
da vontade de Deus.
5- O mais importante
não é encontrar a pessoa certa, e sim ser
a pessoa certa.
6 - Moisés gastou:
40 anos pensando que era alguém; 40 anos
aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus
pode fazer com um NINGUÉM.
7 - A fé ri das impossibilidades.
8 - Não confunda
a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.
9 - Não diga a DEUS
que você tem um grande problema. Mas diga
ao problema que você tem um grande DEUS.
10 - DEUS sem si
continua sendo DEUS. Mas você
sem Ele não é pouco.
pessoas capacitadas, Ele capacita os
escolhidos.
2 - Um com Deus é
maioria.
3 - Devemos orar
sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que
possamos ouvir a Deus.
4- Nada está fora
do alcance da oração, exceto o que está fora
da vontade de Deus.
5- O mais importante
não é encontrar a pessoa certa, e sim ser
a pessoa certa.
6 - Moisés gastou:
40 anos pensando que era alguém; 40 anos
aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus
pode fazer com um NINGUÉM.
7 - A fé ri das impossibilidades.
8 - Não confunda
a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.
9 - Não diga a DEUS
que você tem um grande problema. Mas diga
ao problema que você tem um grande DEUS.
10 - DEUS sem si
continua sendo DEUS. Mas você
sem Ele não é pouco.
Arriscar é: Quaresmar 15
"Quando eu quero falar com Deus, eu apenas falo
Quando eu quero falar com Deus, às vezes me calo
E elevo o meu pensamento, peço ajuda no meu sofrimento
Ele é pai, Ele escuta o que pede o meu coração
Quantas vezes falando com Deus, desabafo e choro
E alívio pro meu coração eu a Ele imploro
E então sinto a Sua presença, Seu amor, Sua luz tão intensa
Que ilumina o meu rosto e me alegra em minha oração
Quanta paz, quanta luz
Deus nos houve, nos mostra o caminho que a ele conduz
Deus é pai, Deus é luz
Deus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus
É tão lindo falar com Deus, em qualquer momento
Deus que vê uma folha que cai e é levada ao vento
Não existe onde ele não esteja e Ele pode escutar nossa voz
Deus no Céu, Deus na terra, onde esteja, está dentro de nós
Quanta paz, quanta luz
Deus nos ouve, nos mostra o caminho que a Ele conduz
Deus é pai, Deus é luz
Deus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus
Quanta paz, quanta luz
Deus nos ouve, nos mostra o caminho que a Ele conduz
Deus é pai, Deus é luz
Deus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus
Quanta paz, quanta luz
Deus nos houve, nos mostra o caminho que a Ele conduz
Deus é pai, Deus é luz."
(Roberto Carlos)
Quando eu quero falar com Deus, às vezes me calo
E elevo o meu pensamento, peço ajuda no meu sofrimento
Ele é pai, Ele escuta o que pede o meu coração
Quantas vezes falando com Deus, desabafo e choro
E alívio pro meu coração eu a Ele imploro
E então sinto a Sua presença, Seu amor, Sua luz tão intensa
Que ilumina o meu rosto e me alegra em minha oração
Quanta paz, quanta luz
Deus nos houve, nos mostra o caminho que a ele conduz
Deus é pai, Deus é luz
Deus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus
É tão lindo falar com Deus, em qualquer momento
Deus que vê uma folha que cai e é levada ao vento
Não existe onde ele não esteja e Ele pode escutar nossa voz
Deus no Céu, Deus na terra, onde esteja, está dentro de nós
Quanta paz, quanta luz
Deus nos ouve, nos mostra o caminho que a Ele conduz
Deus é pai, Deus é luz
Deus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus
Quanta paz, quanta luz
Deus nos ouve, nos mostra o caminho que a Ele conduz
Deus é pai, Deus é luz
Deus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus
Quanta paz, quanta luz
Deus nos houve, nos mostra o caminho que a Ele conduz
Deus é pai, Deus é luz."
(Roberto Carlos)
Monday, March 12, 2012
Arriscar é: Quaresmar 14
A quaresma prepara-nos para a luta que conduzirá à vitória.
É necessário habituarmo-nos a vencer a morte, pelos exercicios de mortificação.
Passamos por eles, não permanecemos.
Agora tudo tem remédio em Deus, até a morte fisica.
É necessário habituarmo-nos a vencer a morte, pelos exercicios de mortificação.
Passamos por eles, não permanecemos.
Agora tudo tem remédio em Deus, até a morte fisica.
Saturday, March 10, 2012
arriscar é: Quaresmar 13
"No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés. O primeiro pergunta ao outro:
-Tu acreditas na vida após o nascimento?
-Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.
-Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ...
-Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.
-Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!
-Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...
-Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.
-Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
-Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?
-Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!
-Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que não existe mamã nenhuma!
-Eu acredito. E sabes porquê? Porque às vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar e sinto como ela afaga o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real"depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida"...
-Tu acreditas na vida após o nascimento?
-Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.
-Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ...
-Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.
-Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!
-Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...
-Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.
-Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
-Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?
-Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!
-Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que não existe mamã nenhuma!
-Eu acredito. E sabes porquê? Porque às vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar e sinto como ela afaga o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real"depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida"...
Friday, March 09, 2012
Arriscar é: Quaresmar 12
Enquanto o nosso olhar não se fixar na meta: a Ressurreição
os meios vão nos parecer uma chatice, absurdos ou intransponíveis.
os meios vão nos parecer uma chatice, absurdos ou intransponíveis.
Thursday, March 08, 2012
Arriscar é: Quaresmar 11
"Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. A dado momento ele deteve-se numa clareira e depois de um pequeno silêncio perguntou-me:
- Além do cantar dos pássaros, estás a ouvir mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou a ouvir um barulho de carroça.
- Isso mesmo - disse meu pai - é uma carroça vazia.
Perguntei ao meu pai: - Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora - respondeu o meu pai - é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa a falar demais, gritando para intimidar, tratando os outros com agressividade, de forma inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de toda a gente e a querer demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai a dizer:
-Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!"...
(Adaptado)
- Além do cantar dos pássaros, estás a ouvir mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou a ouvir um barulho de carroça.
- Isso mesmo - disse meu pai - é uma carroça vazia.
Perguntei ao meu pai: - Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora - respondeu o meu pai - é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa a falar demais, gritando para intimidar, tratando os outros com agressividade, de forma inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de toda a gente e a querer demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai a dizer:
-Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!"...
(Adaptado)
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Arriscar é: provar o amor
Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!
-
Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!
-
Andamos a tornar dividida toda a realidade a começar por nós mesmos. Para além dos extremos andamos a tomar demasiadamente a parte pelo tod...
-
Uma das mais belas heranças de Jesus é que nos deixou um amor que cabe no coração de todos. Aliás usou a nossa humanidade para se referir a...
