Monday, November 05, 2012

Arriscar é: valorar 4


O PÃO DE CRISTO:
O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Victor. 
Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se obrigado a recorrer à mendicância para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito.
Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um clube social, quando viu chegar um casal. 
Victor pediu-lhes algumas moedas para poder comprar algo para comer.
- Sinto muito, amigo, mas não tenho trocado - disse ele.
A sua esposa, não ouviu a conversa e perguntou:
- Que queria o pobre homem?
- Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido.
- Lorenço, não podemos entrar e comer uma comida farta que não
necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
- Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que quer dinheiro para beber!
- Tenho uns trocados comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
Mesmo de costas para eles, Victor ouviu tudo o que disseram. Envergonhado, queria afastar-se depressa dalí, mas neste momento ouviu a amável voz da mulher que dizia:
- Aqui tens algumas moedas. Compre algo para comer. Ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Nalgum lugar existe um lugar de trabalho para si. Espero que encontre.
- Obrigado, senhora. Acabo de sentir-me melhor e capaz de começar  de novo. A senhora ajudou-me a recobrar o ânimo! Jamais esquecerei a sua gentileza.
- Estará comendo o Pão de Cristo! Partilhe-o! Disse ela com um largo sorriso dirigido mais a um homem que a um mendigo.
Victor sentiu como se uma descarga elétrica lhe percorresse o corpo. Encontrou um lugar barato para se alimentar. Gastou  metade do que havia ganho e resolveu guardar o que sobrara para o outro dia, comeria 'O Pão de Cristo' dois dias. Uma vez mais aquela descarga eléctrica corria pelo seu interior.
O PÃO DE CRISTO!
- Um momento!, - pensou. não posso guardar o Pão de Cristo somente para mim mesmo.
Parecia-lhe escutar o eco de um velho cântico que tinha aprendido na catequese.
Nesse momento, passou ao seu lado um velhinho. Quem sabe, este pobre homem tenha fome - pensou. Tenho que partilhar o Pão de Cristo.
- Ouça - exclamou Victor-. Gostaria de entrar e comer uma boa comida?
O velho voltou-se e encarou-o sem acreditar. 
- Está a falar a sério, amigo? O homem não acreditava em tamanha sorte, até estar sentado numa mesa coberta, com uma toalha e com um belo prato de comida quente na frente.
Durante a ceia, Víctor notou que o homem envolvia um pedaço de pão na sua sacola de papel.
- Está a guardar um pouco para amanhã? Perguntou.
- Não, não. É que há um menino que conheço que tem passado mal ultimamente e estava a chorar quando o deixei. Tinha muita fome. Vou levar-lhe este pão.  
- O Pão de Cristo! Recordou novamente as palavras da mulher e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.
Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que havia soado antes em sua cabeça. 
Os dois homens levaram o pão ao menino faminto que começou
a comê-lo com alegria. 

De repente, deteve-se e chamou um cachorrinho. Um cachorrinho pequeno e assustado.
- Tome cachorrinho. Dou-te metade.- disse o menino. O Pão de Cristo também chega para ti. O pequeno tinha mudado de semblante.
Pôs-se de pé e começou a vender o jornal com alegria.
- Até logo! disse Victor ao velho. Nalgum lugar haverá um emprego. Não desespere!
- Sabe? - a sua voz se tornou num sussurro. - Isto que comemos é o pão de Cristo. Uma senhora disse-me quando me deu aquelas moedas para comprá-lo. O futuro nos presenteará com algo muito bom!
Ao afastar-se, Victor reparou no cachorrinho que lhe farejava a perna. Agachou-se para acariciá-lo e descobriu que tinha uma coleira onde estava gravado o nome e endereço do seu dono. 
Victor caminhou um bom pedaço até a casa do dono do cachorro e bateu à porta.
Ao sair e ver que tinham encontrado o seu cachorro, o homem ficou contentíssimo, e logo a sua expressão se tornou séria. Estava para repreender Victor, que certamente lhe havia roubado o cachorro, mas não o fez pois o Victor mostrava no rosto um ar e dignidade que o deteve. Disse então:
- No jornal de ontem, ofereci uma recompensa pelo resgate. Tome!!
Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse:
- Não posso aceitar. Somente queria fazer um bem ao cachorrinho.
- Pegue-o! Para mim, o que fez vale muito mais que isto!
Você precisa de um emprego? Venha ao meu escritório amanhã. Faz-me muita falta uma pessoa íntegra como você.
Ao voltar pela avenida aquela velha música que recordava sua infância, voltou a soar na sua alma..
Chamava-se   'PARTE O PÃO DA VIDA',

Arriscar é: valorar 3


Na fila do supermercado, o empregado da caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer os seus próprios sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não eram amigos do meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse: "Não havia essa onda verde no meu tempo."
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio ambiente. "
"Você está certo", responde a velha senhora, a nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerantes e cervejas eram devolvidas à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada uso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, em vez de utilizarmos o nosso carro de 300 cavalos de potência cada vez que precisamos de ir a dois quarteirões de distância.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. As energias solares e eólicas é que realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos só uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não uma tela do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou "pellets" de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos, não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva, que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisavávamos de ir a um ginásio e usar passadeiras que também funcionam a electricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora enchem os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes, em vez de comprar uma outra. Abandonámos as navalhas, ao invés de deitar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes, só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas apanhavam o autocarro e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, em vez de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizaria mais próxima.
Então, não dá vontade de rir que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pense em viver um pouco como na minha época?

Arriscar é: valorar 2

Um professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se
prepararem para uma prova-relâmpago.
 Todos acertaram as suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
 O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do
 texto virada para baixo, como era seu costume.
 Depois que todos receberam, pediu que virassem a folha.
 Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um
 ponto negro, no meio da folha.
 O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam,
 disse o seguinte:
 - Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
 Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável
 tarefa. Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na
 frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
 Todas, sem excepção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações
 por sua presença no centro da folha.
 Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
 - Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós.
 Todos, nesta sala, falaram sobre o ponto negro.
 Ninguém, na sala, falou sobre a folha em branco.
 Todos centralizaram suas atenções no ponto negro!
 Assim acontece em nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para
observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é
 um presente da natureza  dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado.
 Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os
 amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os
 milagres que diariamente presenciamos.
 Porém, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
 O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o
 relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo, enfim...
 Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos
 diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.


(autor desconhecido)

Arriscar é: valorar


Quando Deus fez a mulher já estava no seu sexto dia de trabalho e a fazer horas extras.
Um anjo apareceu-Lhe e disse: 
-Por que leva tanto tempo nesta obra?
E o Senhor respondeu: 
-Já viu a minha ficha de especificações para ela? 
Deve ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa. Até sobras. Ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo. Ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos. 
O anjo ficou maravilhado com os pormenores:
-Somente duas mãos....Impossível!E este é somente o modelo básico?
É muito trabalho para um dia...Espere até amanhã para terminá-la. 
-Isso não; protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é a favorita de Meu próprio coração.
Ela cura-se sozinha quando está doente e pode trabalhar jornadas de 18 horas. O anjo aproximou-se mais e tocou na mulher.
_Senhor ela é tão suave...
-É suave; disse Deus, mas fiz-la também forte. Não fazes ideia do que pode aguentar ou conseguir.
-Será capaz de pensar? perguntou o anjo.
Deus respondeu:
-Não somente será capaz de pensar mas também de raciocinar e negociar.
O anjo então notou algo e estendeu a mão tocou na face da mulher....
-Senhor, parece que este modelo tem uma fuga... Eu bem Lhe disse que estava a elabora-la muito...
-Isso não é nenhuma fuga... é uma lágrima; corrigi-o o Senhor.
-Para que serve a lágrima; perguntou o anjo.
Deus disse:
-As lágrimas são sua maneira de expressar o seu destino, a sua compaixão, as suas frustrações, o seu amor, a sua solidão, o seu sofrimento, e o seu orgulho.
O anjo impressionado afirmou:  
-O Senhor é fantástico, pensou em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa. 
-Sim é!A mulher tem forças que maravilham aos homens.Aguenta dificuldades, leva grandes cargas, mas tem felicidade, amor e alegria.
Sorri quando quer gritar.
Canta quando quer chorar.
Chora quando está feliz e ri quando está nervosa. 
Luta pelo que crê.Enfrenta a injustiça.
Não aceita "não" como resposta quando ela crê que há uma solução melhor.
Priva-se para que a sua família possa ter.
Vai ao médico com uma amiga que tem medo de ir.
Ama incondicionalmente. 
Chora quando seus filhos triunfam e alegra-se quando seus amigos ganham prémios.
Fica feliz quando ouve sobre um nascimento ou um casamento. 
O seu coração parte-se quando morre uma amiga.
Sofre com a perda de um ente querido. É forte quando pensam que já não há mais forças.
Sabe que um beijo e um abraço podem ajudar a curar um coração partido. 
Entretanto, há um defeito na mulher: 
É que ela esquece-se do quanto vale.

Wednesday, October 31, 2012

Arriscar é: tocar mesmo

Todos os domingos à tarde, depois da missa da manhã na igreja, o
velho padre e seu sobrinho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos.
Numa tarde de domingo, quando chegou a hora do padre e o seu sobrinho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. A criança agasalhou-se e disse:
-Tio, estou pronto. '
E o padre perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Tio, está na hora de pegarmos nos folhetos e sairmos.'
O padre respondeu:
-'Filho, está muito frio e chuva lá fora.'
O menino olhou e perguntou:
-'Mas tio, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?'
O padre respondeu:
-'Filho, eu não vou sair com o frio que faz.'
Triste, o menino perguntou:
-'Tio, eu posso ir? Por favor!'
O padre hesitou e depois disse:
-'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Vai com cuidado.'
-'Obrigado, tio!'
Ele lá saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos
caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos a todos que via.
Depois de caminhar duas horas à chuva, estava todo molhado,
mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por
alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente
desertas. Então virou-se em direção à primeira casa que viu e
caminhou pela calçada até à porta e tocou na campainha. Tocou a campainha, mas ninguém respondia. Tocou de novo, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.
Finalmente, este soldadinho de onze anos voltou-se para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele virou-se para a porta, tocou a campainha e bateu na porta com força. Alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Tocou de novo e desta vez a porta abriu-se bem devagar.
De pé, na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:
-'O que eu posso fazer por ti, meu filho?'
Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este
pequeno disse:
-'Minha senhora, perdoe-me se incómodo, mas eu só gostaria de dizer-lhe que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe falará sobre JESUS e seu grande AMOR.'
Ele entregou o seu último folheto e virou-se para ir embora.
Ela chamou-o e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
Na manhã do seguinte domingo na igreja, o Padre, quando a missa começou perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa pôs-se de pé.
Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia no seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca aqui estive. Antes do domingo passado eu não era cristã. O meu marido faleceu à algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu tinha chegado ao fim. Eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.
Peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão
da minha casa. Amarrei a corda numa viga do telhado, subi à cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço.
De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava a tocar também começou a bater com força. Eu pensei:
-'Quem será? Ninguém ,me bate à porta ou me vem visitar. '
Tirei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta,
enquanto a campainha soava cada vez mais alto.
Quando abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo!
As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo recuperasse a VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:,
-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO.
Ele entregou-me este folheto que eu agora tenho nas mãos.
Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.
Subi para o sótão para pegar a corda e a cadeira. Eu não precisava mais delas. Vêem - eu agora sou uma Feliz Filha de DEUS!!!
Já que o endereço da igreja estava no verso deste folheto,vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno.'
Estavam todos de lágrimas nos olhos na igreja.
o Velho Padre desceu do altar e foi em direção à primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Tomou o seu sobrinho nos braços e chorou copiosamente.
Provavelmente poucas igrejas tiveram um momento tão belo como este.

(autor desconhecido)

Tuesday, October 30, 2012

Arriscar é: o essencial

Contei meus anos
E descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente
Do que já vivi até agora

Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me aquela menina que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras ela chupou displicente,
mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
Cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias
que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigam pelo
Majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
Minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
Muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora,
não foge da sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.


(atribuído a Jorge Amado)

Monday, October 29, 2012

Arriscar é: Invernar

Se a natureza floresce na primavera
ela nasce no inverno.
Não será assim na nossa  vida?

Wednesday, October 24, 2012

Arriscar é: fogo

Vai caminhando desamarrado
Dos nós e laços que o mundo faz
Vai abraçando desenleado
De outros abraços que a vida dá

Vai-te encontrando na água e no lume
Na terra quente até perder
O medo, o medo levanta muros
E ergue bandeiras pra nos deter

Não percas tempo,
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar

Liberta o grito que trazes dentro
E a coragem e o amor
Mesmo que seja só um momento
Mesmo que traga alguma dor
Só isso faz brilhar o lume
Que hás-de levar até ao fim
E esse lume já ninguém pode
Nunca apagar dentro de ti

Não percas tempo
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar.


(Mafalda Veiga)
http://vimeo.com/41909146

Thursday, October 11, 2012

Arriscar é: loucura

"As únicas pessoas que me agradam são as que estão loucas:

loucas por viver, loucas por falar, loucas por salvarem-se."
                                                             Jack Kerouac

Tuesday, October 09, 2012

Arriscar é: Josefar

 Josefa, a bombeira
"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, uma jovem daquelas que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatária de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão.
Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das "Josefas que são o sal da nossa terra?"

                                   (Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias)

Monday, October 01, 2012

Arriscar é: ter tempo

Um exercício muito importante para este e todos os tempos é:

Para que é que eu gostava ainda de ter tempo na vida?

Thursday, September 27, 2012

Arriscar é: biológico

A fé é biológica e não faz mal à saúde.
Acreditar é uma atitude natural. O que não é natural é acreditar em algo desapropriado e
de uma forma desadequada.
Existem coisas onde assentamos a nossa fé que desvirtuam a nossa essência e verdade.
A fé é a relação com Deus. É crer que Ele é o absoluto que corresponde aos nossos limites.
Inteiramente Ele e só Ele. 

Monday, September 24, 2012

Arriscar é: brincar

"São vários os sintomas desta hecatombe. Nas festas, as crianças já nem abrem os presentes que os convidados levam

Há uma importante lição que só se aprende depois de muitos euros gastos e de muitos quilómetros percorridos em centros comerciais. A lição é a seguinte: as crianças não gostam de brinquedos. Da mesma forma que as crianças de hoje já não gostam de chocolate ou de doces como antigamente (existe mesmo um número exagerado de crianças que não gosta de musse de chocolate – prefere croquetes), o mesmo fenómeno, a mesma tragédia desabou no mundo dos brinquedos.

São vários os sintomas desta hecatombe. Um dos mais irritantes é visível nas festas de anos dos meninos: as crianças já nem abrem os presentes que os convidados levam. Elas querem lá saber, qualquer presente só pode ser mais um brinquedo inútil para encher o quarto – porque, se fosse alguma coisa especial, já a tinham. Não há dúvidas. Por isso, não é raro uma pessoa chegar a uma festa de anos, munida orgulhosamente de um presente – que também nem demorou assim tanto tempo a escolher –, entregar à criancinha aniversariante, que do nada emerge de um monte de prendas, e ela nem olha para a nossa dádiva envolta em papel de embrulho; diz um obrigado automático e nós ficamos a vê-la ser depositada num monte de presentes, também eles ignorados e para sempre esquecidos, como se fosse uma inútil casca de banana. Ora isto é bastante irritante, além de sintomático do referido fenómeno.

Outro sintoma são os próprios quartos das criancinhas. Os quartos dos nossos filhos não são quartos, são garagens com uma cama lá no meio; são arrecadações onde, por acaso, alguém dorme. É impossível a uma criança organizar uma qualquer brincadeira nestas condições. Por isso, o interesse em brincar morre logo ali à entrada do quarto. Para se conseguir brincar é fundamental ter muito poucos brinquedos, para que eles possam assumir vários personagens em várias brincadeiras durante anos a fio. Um soldado, por exemplo, tanto pode ser um soldado como um pai, ou um professor, ou um bandido, ou um domador de leões, ou um piloto, ou um futebolista, ou um jardineiro. Depende da brincadeira. Agora, se uma criança tem todos estes personagens à mão de semear, o soldado é apenas um soldado e ela só brinca com o desgraçado do soldado quando brinca às guerras. E se não quiser brincar as guerras, nunca brinca com o soldado. Mas também não o manda fora porque pode haver um dia em que lhe apeteça brincar às guerras. Quem sabe…

Mas o pior nem é o facto de os meninos terem milhares de brinquedos, terem todos os brinquedos, o pior é que os brinquedos não têm graça nenhuma. Nada. São tão completos, tão fáceis, tão previsíveis e tão automáticos que o próprio brinquedo rouba a brincadeira toda e diverte-se sozinho. Não há como brincar com os brinquedos de hoje. Carrega-se nos botões e os bonecos fazem tudo, os piões rodam, os carros fazem piruetas e as torradeiras de brincar torram mesmo. Não existe nada que se possa fazer para brincar com brinquedos que brincam sozinhos. Para ficar a ver, mais vale ver televisão e jogar no computador. Sempre é menos monótono.

É por isso, e por falta de tempo, que as crianças deixaram de brincar. Não é que elas não queiram, a chatice é que elas não sabem. Nem têm forma de aprender.

Deixou de ser preciso imaginar e inventar e deixou de existir paciência para o fazer. Pior: tudo o que as crianças podiam imaginar ou inventar está imaginado e inventado e disponível em qualquer loja perto de si. Já não existe o conceito “passar a tarde a brincar”. Onde? Como? Com quê? Com quem? Pois. O melhor é ir ver televisão e não desarrumar nada".
(Inês Teotónio Pereira , i-online 1 Set 2012)

Arriscar é: grato pela chuva

"As coisas vulgares que há na vida 
Não deixam saudades 
Só as lembranças que doem 
Ou fazem sorrir 
Há gente que fica na história 
da história da gente 
e outras de quem nem o nome 
lembramos ouvir 
São emoções que dão vida 
à saudade que trago 
Aquelas que tive contigo 
e acabei por perder 
Há dias que marcam a alma 
e a vida da gente 
e aquele em que tu me deixaste 
não posso esquecer 
A chuva molhava-me o rosto 
Gelado e cansado 
As ruas que a cidade tinha 
Já eu percorrera 
Ai... meu choro de moça perdida 
gritava à cidade 
que o fogo do amor sob chuva 
há instantes morrera 
A chuva ouviu e calou 
meu segredo à cidade 
E eis que ela bate no vidro 
Trazendo a saudade".

http://www.youtube.com/watch?v=OzrUs08-SWs

(Jorge Fernando)

Tuesday, September 18, 2012

Arriscar é: preciso acreditar

Porque hoje partiu Luiz Goes e porque é mesmo preciso Acreditar!
http://www.youtube.com/watch?v=035FUgVlnyY

"É preciso acreditar!
É preciso acreditar
que o sorriso de quem passa
é um bem p’ra se guardar;
que é luar ou sol de graça
que nos vem alumiar,
com amor alumiar.

É preciso acreditar!
É preciso acreditar
que a canção de quem trabalha
é um bem p’ra se guardar;
que não há nada que valha
a vontade de cantar,
a qualquer hora cantar.

É preciso acreditar!
É preciso acreditar
que uma vela ao longe solta
é um bem p’ra se guardar;
que, se um barco parte ou volta,
passará no alto mar
e que é livre o alto mar.

É preciso acreditar!
É preciso acreditar
que esta chuva que nos molha
é um bem p’ra se guardar;
que sempre há terra que colha
um ribeiro a despertar
para um pão por despertar".
Letra:Leonel Neves
Música:Luiz Goes
Repertório:Luiz Goes

Monday, September 17, 2012

Arriscar é: superar

A Mãe deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.
Perguntou:
- Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?

- Quando é que eu posso vê-lo?
O cirurgião respondeu:
 - Sinto muito. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.

Sally perguntou:
- Porque razão é que as crianças pequenas tem cancro? Será que Deus não se preocupa?

- Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?...
O cirurgião perguntou:
- Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.

Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
- Quer um "caracolinho" dele? Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente.

A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
- Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
- Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.

Ela continuou:
- O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre  pensando nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.


Depois de ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil.

Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia.

Levou o saco com as coisas de Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho. 
Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve.
Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia:
-Querida Mãe,s
ei que vai ter muitas saudades minhas; mas não pense que me vou esquecer de si, ou que vou deixar de a amar só porque não estou por perto para dizer:"AMO-a".

Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, a cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiser adotar um menino para não ficar tão sozinha, por mim está bem. 

Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferir uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, garotos, gostamos. 
Vai ter que comprar bonecas e outras coisas que as  meninas gostam, vc sabe.
Não fique triste pensando em mim. Este lugar é mesmo fantástico!

Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar! 
E sabe de uma coisa?... Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando O vi, O tenha conhecido logo.
Ele levou-me a visitar Deus!
E sabe de uma coisa?...
Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.
Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabe de uma coisa Mãe?...

Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder te escrever esta carta.
Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que  Lhe fez,

"Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"...
Deus disse que estava no mesmo lugar, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.
Só a Mãe é que consegue ver o que eu escrevi, mais ninguém.

As outras pessoas verão este papel em branco.
É mesmo maravilhoso não é!?...
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus.

Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Quase me esquecia: já não tenho dores, o cancro já  foi embora.
Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.

Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que acha disto?...
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

Arriscar é: nós

Quando me começo a sentir muito ofendido pelo que os outros dizem ou fazem
tenho várias opções.
Ou rompo com as relações e afasto-me retaliando de alguma forma e situo-me abaixo desse insulto.
Ou procuro compreender ou ignorar, em nome de um bem maior, colocando-me acima desse insulto.
Devemos evitar jogar o jogo baixo que outros queiram fazer. Esse é o seu domínio e não ganharemos de certeza. A aparente vitória não é a da qualidade mas a do baixo nível.

Wednesday, September 12, 2012

Arriscar é: lógico

As lógicas da vida são múltiplas. A lógica financeira, a lógica do amor...
Os momentos de crise agudizam umas lógicas e desvalorizam outras.
Há quem só valorize, neste momento, a lógica financeira e esqueça a do amor,
passando por cima da pessoa e olhando-a apenas como um número.
O certo não será valorizar então a outra, a do amor mas integrar as duas num equilibrio possível.
Assim, se dará atenção ao todo que nos constitue e permite uma resposta mais adequada a este momento
de crise. 

Thursday, September 06, 2012

Arriscar é: somos

Sawabona Shikoba 
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.

Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é "ENTÃO EU EXISTO PRA VOCÊ". 

Wednesday, September 05, 2012

Arriscar é: o valor dos pais

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.
O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"
O jovem respondeu, "nenhuma".
O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiu."
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.
Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
O valor de nossos pais ...
Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li. Leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.
(autor desconhecido)

Tuesday, September 04, 2012

Arriscar é: desemprego

Defendem os estudiosos  que quem está desempregado deve fazer da busca de emprego o seu trabalho e tanto quanto possível,dedicar-lhe 8 h por dia.
Penso ser importante com o desemprego e com os estudos.
São as ocupações e determinada etapa da vida e devem ter o nosso empenho como outra ocupação profissional.

Monday, September 03, 2012

Arriscar é: falar?

Falar está por um preço que não se pode.
Ainda que se fale em promoções hoje está caríssimo falar.
Pode chegar aos 70 ou 90 euros à hora. Digamos que a gasolina está mais barata.
Até nos tarifários mais baratos chegamos a pagar 0,08 centimos ao minuto.
Não se pode!
Uma das coisas mais interessantes de ver é dois amigos a conversar caminhando ou sentados frente a frente com calma e empatia.
Mas falar e falar de nós está caro.
Se calhar o melhor é escrever...

Arriscar é: provar o amor

Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!