Wednesday, January 23, 2013

Arriscar é: 40+4


40+4
A tanto e a tantos que recebi e a quem me dei.
No ano da Fé, e a propósito de mais um aniversário resolvi fazer uma restrospectiva do caminho da fé até ao presente. Assim, olhei para os grupos, Movimentos, ou simples atividades onde se foi materializando o meu itinerário de fé. Sendo 44 os anos de vida, dos muitos momentos partilhados, selecionei 44. Quase de certeza que cada um que ler esta ação de graças se encontrará nela algures.
11.       Catequese – O primeiro grupo a que pertenci neste percurso foi o da Catequese Paroquial em Alcobaça. Uma etapa que iniciei  na 4ª classe na escola primária. Aos sábados à tarde lá ía um grupinho de miúdos do meu bairro até ao Mosteiro (antigo Tribunal) onde todas as crianças, à mesma hora cantavam o hino da Catequese e davam os seus primeiros passos na doutrina. Foi muito importante o acolhimento, a valorização e aprendizagem feita com as catequistas a quem hoje já sou eu que vou pregando em missas e Retiros.
22.       Educação Moral e Religiosa – No início do ciclo preparatório fui inscrito nesta disciplina. Gostei muito dos primeiros anos. Fazíamos coisas diferentes das outras disciplinas e aprendíamos valores humanos e cristãos em dinâmicas lúdicas que exercitavam a minha criatividade. Já vem daqui. No liceu o ambiente de “balda” que se vivia nas aulas levaram a que não me inscrevesse na disciplina.
33.       Acólitos – Na preparação da Profissão de Fé fui convidado pelo Prior para ser acólito. Comecei de semana pois tinha muita vergonha de vestir a túnica, o que era motivo de brincadeira pelos outros amigos. Com o tempo este serviço responsabilizou-me e puxou muito pela minha formação humana e cristã. Sendo um pouco nervoso ali tive de me superar muitas vezes. Bons e grandes amigos ali tive e tenho.
44.       Eliezer – Entre os acólitos e o grupo de crisma do meu irmão formou-se um grupo de Jovens com este nome. Foram tempos mágicos. Os campos de férias e as restantes aventuras que vivemos em Alcobaça e S. Martinho do Porto ainda nos unem numa bela cumplicidade. As artes, como a música e o teatro tiveram aqui o apogeu. Grandes picnics.
55.       Obra das Vocações e Seminários – Depois de entrar para o Seminário os primeiros tempos foram marcados pela ida às paróquias onde o tema das vocações e seminários sempre eram o motor. Além do mais recordo com saudade os dias de contacto com estes grupos para rezar, meditar ou simplesmente para irmos buscar donativos em fruta e batatas para o Seminário. Ttudo isto pela diocese e em especial pela minha zona, Alcobaça.
66.       CNEscutas- Fui escuteiro já “velho”. Após o CI e CIP fiz a minha promessa de Caminheiro e Dirigente em Moscavide. Foi muito bom tudo o que aqui aprendi e experienciei em veladas de armas e acampamentos. Comecei tarde mas com o entusiasmo de uma criança. Guardo saudade dos muitos agrupamentos e dos elementos que fui conhecendo. Um dia hei-de voltar.
77.       Convívios Fraternos – Com alguma resistência conheci e fiz o meu Convívio fraterno. Estava em Moscavide e lá havia um grupo muito bom. No tempo em que os Convívios tinham ainda muita força na Diocese de Lisboa. Daí por diante fiz vários como membro da equipa organizadora. Grandes emoções. Grandes momentos de vivência cristã e boas amizades.
88.       Retiro K – Esta história foi curiosa. Fui para a um destes Retiros sem saber nada do que se tratava e quase estraguei tudo. Isto ainda seminarista. Recentemente e com mais de 15 anos de Padre fui assistente espiritual do K. Já na Estefânia tenho dado apoio e encaminhados vários jovens para estes Retiros.
99.       Focolares – Ainda no Seminário e até hoje o caminho dos discípulos da Chiara têm passado por mim. A sua música marcou-me e os encontros são-me muito gratos. Inclusive na Cidadela.
110.   Conferência de S.Vicente Paulo – No Seminário dos Olivais reativamos a Conferência. Ali começou o meu contacto com esta pastoral de cariz social que se manteve até hoje onde o trabalho é realmente com muitos dos mais pobres.
111.   Cursilhos de Cristandade – Quando era pequeno ouvia falar deste movimento. Na minha terra não era bem visto pois não se sabia o que se passava lá e nas ultreias onde só podiam ir os que já tivessem ido ao cursilho. A verdade é que muitos dos mais comprometidos nas Comunidades paroquiais eram cursistas. Já nas Caldas da Rainha fiz o cursilho. Foi com o meu Pai e em Fátima. Não foi uma experiencia muito tocante pois já tinha feito muitos convívios fraternos e Retiros K mas sempre fui participando, ora nos cursilhos ora nas ultreias. Muitos dos meus fregueses participaram por indicação nossa. Ainda hoje estamos muito metidos na assistência a este movimento.
112.   Equipas Nossa Senhora – Entrei para as equipas de casais já nas Caldas da Rainha. Uma equipa com gente madura com os quais vivi momentos muito ricos. Em Lisboa tenho sido assistente de equipa que ajudei a formar e pregador de retiros ao movimento.
113.   Casais Sta. Maria – Este outro movimento da Pastoral familiar também me trouxe boas memórias e amigos dos retiros e encontros onde participei.
114.   Renovamento Carismático Católico – Apesar de já ter conhecido o movimento desde o tempo da Lourinhã, tem sido em Lisboa que a minha assistência se tem tornado mais efetiva. Da Portela, passando por S. João de Deus, Graça, Moita, Sta Maria dos Olivais e o mais antigo Carnide, grandes e profundos momentos de ensinamento e louvor ali tenho vivido. Como em todos os outros movimentos toca-me a dedicação dos seus coordenadores.
115.   Grupo A Caminho – Peregrinar é algo inerente à nossa condição humana. Para além das muitas Peregrinações que já organizei, as deste grupo e as suas dinâmicas têm sido muito inspiradoras. Estes são já do tempo em S. João de Deus e  alguns dos amigos com os quais faço caminho no presente.
116.   Movimento da Mensagem de Fátima - A ligação ao Hospital D. Estefânia trouxe-me para o pé da Beata Jacinta Marto. Muitos são os Grupos que nestes 10 anos foram vindo até cá para aprofundar a mensagem de Fátima neste seu capítulo. Entre estes grupos, nacionais e estrangeiros, está o da Mensagem de Fátima quer Juvenil quer Adulto com o qual nos vamos encontrando e construindo a fé. De Fátima, ao Convento das Clarissas à Estrela e ao Hospital D. Estefânia já vamos somando muitas horas de encontro.
117.   Juventude Mariana Vicentina - No Nadadouro encontrei este Movimento. Os seus encontros locais, regionais e nacionais alimentaram a fé de muitos naqueles 5 anos de passagem por lá.
118.   Grupo Missão Mundo – Este grupo de missão para o exterior de Portugal acolheu um grupo de amigos que ali desenvolvem para além do seu crescimento pessoal, a solidariedade para os que mais precisam em Africa. Da reflexão, à celebração da Fé e ao convívio é feito este grupo da caridade cristã. Está ligado às Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres.
119.   Partilhar Balsamão – Dos primeiros anos em Lisboa e da Passagem por Telheiras surgiram estes campos de férias apostólicas. Restaurar o Convento de Balsamão, rezar com a sua comunidade, conhecer e as gentes de Trás-os-Montes marcaram vários verões com a “malta” cá de baixo lá em cima.
220.   Presépio na Cidade- É sempre uma visita muito bonita à cidade de Lisboa e ao Hospital D. Estefânia. A audácia deste conjunto de leigos é uma profecia para os dias de hoje. Anunciar Jesus nas ruas e levá-Lo no presépio a tantos que estão em situação de fragilidade é nova evangelização no seu melhor.
221.   Servitas-Foram dias, semanas e meses em que juntamente com alguns grandes amigos servitas levamos, na Imagem Peregrina, Nossa Senhora de Fátima a muitos lugares deste país. Terão sido dos momentos mais emocionantes da minha vivência religiosa onde se testemunharam muitas conversões e regressos a Deus e à Sua Igreja.
222.   Escola de Discípulos Arroios- Em várias Quaresmas fomos aprofundando a Fé dando formação sobre os evangelhos e o Credo nesta paróquia. Deu para cimentar melhor a nossa fé e a comunhão de todos, como discípulos de Jesus.
223.   Equipa Vicarial de Jovens- Ligada à Vigararia onde se insere a paróquia de S. João de Deus, acompanhei perto de 10 anos a equipa vicarial de Jovens. Um pequeno grupo de jovens muito “grandes” que testemunharam a sua fé exteriormente na realização da Via sacra em sexta feira santa e os festivais juvenis da Canção Cristã. Guardo muito boas amizades deste grupo.
224.   Amigos de Jesus- Quando cheguei à Estefânia já os Amigos de Jesus lá animavam as missas. Depois seguiram-se muitas colaborações. Ora eles veem ao Hospital animar as celebrações, ora eu vou celebrar para eles na casa do Pneuma Vitae.
225.   RCL e RCC- A rádio da Lourinhã e de Caldas da Rainha foram espaços onde me senti sempre muito bem acolhido e onde o meu trabalho me deu muita satisfação. Costumo dizer que a Rádio é o meu “desporto” favorito. Os programas em direto (moinhos de pão; arriscar; Farol) davam muito sentido aos domingos à noite. Interessante poder chegar a muitos no aconchego dos seus lares com o que anima e identifica o nosso espirito.
226.   Ir. S.José de Cluny- Estas foram as primeiras freiras que conheci. Em Alcobaça recebi catequese de algumas e fiz vários encontros de oração e formação com elas e os que elas apoiam.
227.   Servas Nª Sra Fátima- Foi no Seminário que conheci estas Irmãs. Várias ali trabalhavam e algumas conterrâneas. Durante alguns anos colaboramos em muitas iniciativas. Guardo no coração os retiros vocacionais que ajudei a realizar com elas.
228.   Filhas do Coração de Maria- Esta Congregação religiosa conheci na casa de estudantes universitárias Domus Nostra. Tem sido uma história de partilha reciproca muito bonita em celebrações eucarísticas, retiros e encontros com jovens.
229.   Irmãs  S. Vicente de Paulo - Conhecias na escola de enfermagem. Desde então foram muitas as partilhas mútuas na sua casa no Campo Grande. Muitas vezes ali pedi a bênção para os novos enfermeiros e ali preguei retiros e fiz formação para muitos. Hoje também lá deixo o carro quando vou ao Sporting.
330.   Teresianas- Estas irmãs conheci-as em Torres Vedras. Na sua casa com um pequeno grupo refletimos e rezamos a fé. Temos feito um caminho cruzado com muitos amigos comuns. Lembro um retiro muito bonito na sua casa de Elvas.
331.   Jovens em Movimento e Tá Mexer- Quando saí da Lourinhã e da Foz do Arelho foram criadas estas duas associações juvenis. Apesar de não terem dependido de nós foram um acreditar num espirito que nos animava e que acreditava que todos podem dar um pouco de si para bem dos outros, neste caso, os jovens.
332.   Equipa dos Retiros- De várias experiencias de Retiros para jovens criamos, nas paróquias por onde passámos, as equipas de Retiros. Muitos e de muitas idades recordarão os momentos em que experienciamos a fé comunitariamente na Casa Escola Agrícola da Lourinhã.
333.   Comunidade Vida e Paz- Nunca entendi muito bem a minha ligação à CVP. Nunca houve nada de oficial mas sempre esteve nos meus caminhos de vocacionado. Esta é uma das mais autênticas obras da nossa Igreja. O espirito do evangelho a formou e a há-de continuar a guiar. Agradecemos a Deus o caminho que temos feito com muitos irmãos a ela ligados.
334.   Sitio das Viagens- Este foi um sitio na Internet que marcou nestes últimos anos muita gente de muitos lugares. Por ali se concretizaram, viagens, retiros, idas ao teatro, etc, que nos vão enchendo a vida de Saudades.
335.   Estefânia Viagens- Este Blog vem continuar a belíssima herança deixada pelo anterior, unindo-me a muitos e bons amigos.
336.   MEV-Há muitos anos conheço e acompanho neste movimento que dá apoio às senhoras em situação de viuvez. No presente continuo a orientar vários retiros em Fátima das suas associadas. Lembro ainda as primeiras viagens que fiz com o movimento e muitos momentos de profunda vivência de igreja.
337.   JARC- A ação católica marcou um tempo na igreja. Eu ainda acompanhei este ramo da Juventude quando passei pela Lourinhã e pela Casa do Oeste. Ainda hoje a sua dinâmica se faz sentir por aquelas bandas por onde tanto gostamos de passar.
338.   Aliança de Misericórdia- Coube-nos acolher esta comunidade de jovens missionários brasileiros que tem sido um testemunho de esperança para os dias correntes.
339.   Volta a Casa- Já quase no fim da minha passagem pelos lados das Caldas da Raínha conheci o Joaquim Sá. Homem de Deus e dos pobres que ali dá a vida aos que mais precisam. Com ele fundamos a associação Volta a Casa onde durante vários anos muitos encontraram o apoio essencial para a sua subsistência.
440.   Sãozinha- Conhecemos a Obra da Sãozinha em S. Martinho do Porto onde têm casa de Férias. Foi uma bela caminhada até hoje. Ali celebramos a primeira missa e ali rumamos como servidores e peregrinos deste serviço aos mais pobres.
441.   Exercícios Espirituais de Sto Inácio- O retiro dos Retiros. Sto Inácio de Loyola abre-nos uma via notável de união a Jesus. Das vezes que os tenho feito, é em Palmela que mais tenho gostado e o orientador mais do nosso agrado é o P. Vasco Pinto Magalhães.
442.   Arriscar um pouco de céu- Este blog deu-nos a oportunidade de ir registando muita da nossa forma de pensar e partilhá-la com quem possa estar interessado. São sementes lançadas para pensar e viver simples.
443.   Guia para a fé – Este será um espaço na internet que esperamos traga mais valia à Igreja como um centro de boas práticas do que já acontece.
444.   Sicar Escuta Cristã- Outro sonho que desejamos ver concretizado. Um conjunto de cristãos que ofereça a todos este serviço de escuta. Que Deus nos abençoe nesta missão.

Thursday, January 17, 2013

Arriscar é: programar

Porque é que programamos o trabalho
e não programamos o descanso o descanso?

Tuesday, January 15, 2013

Arriscar é: a paz

A paz é um dever.
Ela está antes da oração.
Jesus diz que se formos rezar e não estivermos em paz com o nosso irmão
devemos deixar aí a nossa oferta e reconciliar-mo-nos primeiro.

Monday, January 14, 2013

Arriscar é: agradar?

Uns vivem só para agradar.
Sabemos que umas das coisas que não fazem só bem é ter 
é que façam tudo só para nos agradar.
Nem sempre a mãe que sempre agrada ajuda ou educa bem.
Temos que equacionar a diferença entre o amar e o agradar.
Vivemos para amar ou agradar?

Saturday, January 12, 2013

Arriscar é: pessoa


Num meio-dia de fim de primavera

Eu tive um sonho como uma fotografia

Eu vi Jesus Cristo voltar à terra.

Veio pela encosta de um monte.

E era a eterna criança, o Deus que faltava.

Tornando-se outra vez menino,

A correr e a rolar pela relva

E a arrancar flores para deitar fora.

E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.

Era nosso demais para fingir desegunda pessoa da Trindade.

Um dia, que Deus estava dormindo

e que o Espírito Santo andava a voar

Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três.

Com o primeiro, ele fez com que ninguém soubesse que ele tinha fugido.

Com o segundo, ele criou-se eternamente humano e menino.

E com o terceiro ele criou um Cristo
e o deixou pregado numa cruz que serve de modelo às outras.

Depois ele fugiu para o sol

e desceu pelo primeiro raio que apanhou.

Hoje ele vive comigo na minha aldeia

e mora na minha casa em meio ao outeiro.

É uma criança bonita, de riso e natural.

Atira pedra aos burros.

Rouba a fruta dos pomares.

E foge a chorar e a gritar com os cães.

...

Ele é apenas humano,

limpa o nariz com o braço direito,

chapina as possas d'água;
colhe as flores, gosta delas,

esquece-as.

E porque sabe que elas não gostam
e que toda a gente acha graça,

ele corre atrás das raparigas
que carregam as bilhas na cabeça e levanta-lhes as sáias.

A mim, ele me ensinou tudo.

Ensinou-me a olhar para as coisas.

Aponta-me todas as belezas que há nas flores.

E mostra-me como as pedras são engraçadas

quando a gente as tem nas mãos e olha devagar para elas.

Ensinou-me a gostar dos reis e dos que não são reis.

E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.

...

E eu o levo ao colo para minha casa.

Damo-nos tão bem na companhia de tudo

que nunca pensamos um no outro.

Mas vivemos juntos os dois

com um acordo íntimo,

como a mã0 direita e a esquerda.

Ao anoitecer, nós brincamos nas cinco pedrinhas do degrau da porta de casa.

Graves, como convêm a um deus e a um poeta.

É como se cada pedra fosse um universo

e fosse por isso um grande perigo deixá-la cair no chão.

Depois ele adormece.

E eu o deito na minha cama despindo-o lentamente

seguindo um ritual muito limpo, humano e materno até ele ficar nu.

E ele dorme dentro da minha alma.

Às vezes ele acorda de noite e brinca com os meus sonhos.

Vira uns de perna para o ar.

Põe uns encima dos outros.

E bate palmas sozinho sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno.

Pega-me tu ao colo.

E leva-me para dentro da tua casa.

E deita-me na tua cama.

E conta-me histórias, caso eu acorde, para eu tornar a adormecer.

E dá-me os sonhos teus para eu brincar...


(Alberto Caeiro)

Monday, January 07, 2013

Arriscar é: enquanto

Enquanto uns gastam a lamentar o seu infortúnio
outros gastam tempo com as causas e as soluções.
E tu?

Wednesday, January 02, 2013

Arriscar é: se...10

E se...
O nosso ideal fosse de novo e sempre definido?

Em 1954, Pablo Neruda escreveu este poema sobre Portugal:

“Portugal, volta ao mar, a teus navios
Portugal volta ao homem, ao marinheiro, volta à tua terra, à tua fragrância, à tua razão livre no vento, de novo… à luz matutina do cravo e da espuma. 
Mostra-nos teu tesouro, teus homens, tuas mulheres, não escondas mais teu rosto de embarcação valente posta nas avançadas do Oceano.
Portugal, navegante, descobridor de Ilhas, inventor de pimentas, descobre o novo homem, as ilhas assombradas, descobre o arquipélago no tempo.
A súbita aparição do pão sobre a mesa, a aurora, tu, descobre-a, descobridor de auroras. Como é isso?
Como podes negar-te ao ciclo da luz tu que mostraste caminhos aos cegos?
Tu, doce e férreo e velho, estreito e amplo Pai do horizonte, como podes fechar a porta ao vento com estrelas do Oriente?
Proa da Europa, procura na correnteza as ondas ancestrais, a marítima barba de Camões.
Rompe as teias de aranha que cobrem tua fragrante copa de verdura e então a nós outros, filhos dos teus filhos, aqueles para quem descobriste a areia até então escura da geografia deslumbrante, mostra-nos que tu podes atravessar de novo o novo mar escuro e descobrir o homem que nasceu nas maiores ilhas da terra.
Navega, Portugal, a hora chegou, levanta tua estatura de proa e entre as ilhas e os homens volta a ser caminho. A esta idade agrega tua luz, volta a ser lâmpada aprenderás de novo a ser estrela”.

Saturday, December 29, 2012

Arriscar é: se...9

E se...
Todos começássemos o ano com uma agenda e um compromisso:
Escrever em cada dia algo de bonito que se tenha passado connosco ou  que tenhamos testemunhado.

Arriscar é: se...8

E se...
No próximo ano aumentasse a esperança na vida
em vez da esperança de vida?

Friday, December 28, 2012

Arriscar é: se...7

E se...
A grande riqueza fosse todos terem?
Porque todos valem!

Thursday, December 27, 2012

Wednesday, December 26, 2012

Arriscar é: se...5

E se...
abençoássemos mais;
elogiássemos mais;
apoiássemos mais;
uníssemos mais;
silenciássemos mais;
rezássemos mais;
sonhássemos mais;
descansássemos mais;
amassemos mais...

Monday, December 17, 2012

Arriscar é: se...4

E se o corpo falasse...
A verdade é que ele fala.

"A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos,
existem semáforos chamados Amigos,
luzes de precaução chamadas Família,
e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão,
um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado FÉ,
abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS".
(autor desconhecido)

Friday, December 14, 2012

Arriscar é: se...3

E se...
Pudéssemos trazer o passado roubado na algibeira?...


      ANIVERSÁRIO
    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
    Eu era feliz e ninguém estava morto.
    Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
    E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
    Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
    De ser inteligente para entre a família,
    E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
    Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
    Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
    Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
    O que fui de coração e parentesco.
    O que fui de serões de meia-província,
    O que fui de amarem-me e eu ser menino,
    O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
    A que distância!...
    (Nem o acho...)
    O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
    O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
    Pondo grelado nas paredes...
    O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
    O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
    É terem morrido todos,
    É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
    Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
    Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
    Por uma viagem metafísica e carnal,
    Com uma dualidade de eu para mim...
    Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
    Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
    A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
    com mais copos,
    O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
    As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
    Pára, meu coração!
    Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
    Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
    Hoje já não faço anos.
    Duro.
    Somam-se-me dias.
    Serei velho quando o for.
    Mais nada.
    Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
    O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

    Álvaro de Campos, 15-10-1929

Arriscar é: se...2

E se...
Surgisse uma ameaça enorme e exterior à humanidade?...

Wednesday, December 12, 2012

Arriscar é: se...1

E se...
Ninguém visse, ouvisse, ou se importasse com as más noticias que aparecem na comunicação social?

Wednesday, November 28, 2012

Arriscar é: não ao isolamento

Isolar-me é uma tentação muito forte.
Quando temos experiências relacionais difíceis e frustradas
a primeira vontade é essa. 
Lidar com as pessoas na família, no trabalho, ou em qualquer outro
grupo é estar sujeito ao confronto e conflito.
Não falamos a mesma linguagem. Temos lógicas de vida diferentes.
Interesses dispares...formas de afirmação opostas...
Contudo, a relação é mais necessária e importante do que
as dificuldades que daí surjam.
A reforma pode gerar também este desejo de isolamento. 
É preciso contrariar isto pois a nossa vida entende-se em relação.
É aí que o eu se acha, na relação com o tu.
Além do mais se estamos à espera de encontrar famílias,
colegas de trabalho ou grupo, vizinhos perfeitos, o mais certo é não nos darmos com
ninguém.

Tuesday, November 27, 2012

Arriscar é: dominar

Se não dominamos o amanhecer
porque não dominar o anoitecer?...
...do dia...
...da vida...

Monday, November 26, 2012

Arriscar é: Agradecer

Uma das formas de agradecer a Deus o que Ele faz por nós
é tratarmos os outros como Ele nos trata a nós.

Monday, November 19, 2012

Arriscar é: misericórdia

A misericórdia é um dos ingredientes mais importantes da vida.
Contudo, para a darmos precisamos de a ter recebido antes.
Esta assimilação vai fazendo-se desde a infância, quando não fazemos bem
e os outros usam de compaixão e não nos deixam na dúvida de sermos amados.
A partir daí é todo um caminho onde necessitamos de ser compassivos e não
condescendentes connosco e com os outros. 

Monday, November 12, 2012

Arriscar é: valorar 14

O comboio atravessava os subúrbios de Tóquio numa quente
tarde de primavera.
Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres, idosos e
um jovem lutador de Aikidô.
O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre
iguais e dos arbustos cobertos de poeira.
Chegados a uma estação as portas  abriram-se e, de repente, a quietude
foi interrompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com
violência palavras sem nexo.
Era um homem forte com roupas de operário. Estava bêbado e imundo.
Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebé ao colo e ela
caiu sobre um banco vazio. Felizmente nada aconteceu ao bebé.
O operário furioso agarrou numa haste de metal do meio do vagão e tentou
arrancá-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e
sangrava.
O comboio seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o
jovem levantou-se.
O lutador estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos
os dias, há quase três anos.
Gostava de lutar e considerava-se bom. O problema é que suas
habilidades marciais nunca tinham sido testadas num combate a sério.
Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô "é a
arte da reconciliação.
Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo.
Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do
coração, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse
salvar os inocentes, destruindo os culpados.
Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas em perigo e se eu
não fizer alguma coisa é bem possível que elas se firam.
O jovem levantou-se e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.
Ah! Rugiu ele. Um valentão! Deves precisar de uma lição de boas maneiras!
O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo.
Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o
agredisse primeiro, por isso provocou-o de forma insolente.
Agora chega! Gritou o bêbado. Vais levar uma lição. E preparou-se
para atacar.
Mas, antes que ele se pudesse mexer, alguém deu um grito: Hei!
O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado
num dos bancos.
Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais
de setenta anos...
Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o
operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.
Chegue aqui disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha
conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão.
O homem obedeceu, mas perguntou com aspereza: porque devo
conversar consigo?
O velhinho continuou a sorrir. O que bebeu? Perguntou,
com olhar interessado.
Saquê; rosnou de volta o operário. E não é da sua conta!
Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto
que sentia pela esposa, das noites que se sentavam num velho banco de
madeira, no jardim, um ao lado do outro.
Ficamos a olhar o pôr-do-sol e a ver como vai crescendo o nosso caquizeiro,
comentou o velho mestre.
Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: é, é bom. Eu também
gosto de caqui...
São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que
também tem uma ótima esposa.
Não, falou o operário.A minha esposa morreu.
Suavemente, acompanhando o balanço do comboio, aquele homenzarrão começou a chorar.
Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho
vergonha de mim mesmo.
Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem estava lá, com toda sua
inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor
para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.
Chegaram à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma
última olhadela. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a
cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos
emaranhados e sebosos.
Enquanto o comboio se afastava, o jovem pensou... O que
pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras
meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver
conflitos.

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Um lisboeta foi ao consultório de um conhecido psicólogo e desabafou: 
- Todas as vezes que me deito, acho que está alguém debaixo da cama.
Então, vou para debaixo da cama para ver, e acho que há alguém em cima da cama. Para baixo, para cima, para baixo, para cima.
Estou a ficar maluco doutor! 
- Deixe-me tratar de si durante dois anos - diz o psicólogo. Venha três vezes por semana, e eu curo esse problema. 
- E quanto é que eu vou pagar por cada sessão? - Pergunta o lisboeta. 
- 80 Euros por sessão - responde o psicólogo 
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito. 
Passados seis meses, eles encontram-se na rua.
- Então, porque não apareceu no meu consultório? - Pergunta o psicólogo.
 
- Olhe doutor, a 80 euros por consulta, três vezes por semana, durante dois anos, isso seria igual a 12.480 euros, o que quer dizer que iria ficar-me muito caro.
Além disso, falei com um alentejano lá da minha herdade, que me curou por 20 euros.
 
- Ah é? E como é que foi? - Pergunta o psicólogo. 
O sujeito respondeu-lhe:
- Simples, por 20 euros ele cortou os pés da cama... 
Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples!
Pensemos numa solução, em vez de ficarmos focados no problema.

Wednesday, November 07, 2012

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AS 10 LIÇÕES QUE O JAPÃO DEU AO MUNDO APÓS O TERRAMOTO
1. A CALMA
Nem um único sinal de pânico. A tristeza foi crescendo mas a atitude positiva manteve-se.

2. A DIGNIDADE
Foram feitas longas filas para a água e mantimentos. Nem uma palavra áspera ou um gesto bruto.

3. A CAPACIDADE
Arquitectura incrível e engenharia irrepreensível. Os edifícios oscilaram, mas nenhum caiu.

4. O CIVISMO
As pessoas compravam somente o que precisavam para o presente, para que todos pudessem ter acesso aos bens.

5. A ORDEM
Não houve saques nas lojas. Não houve buzinões nem ultrapassagens nas estradas. Apenas a compreensão pelo momento pelo que todos passavam.

6. O SACRIFÍCIO
Cinquenta trabalhadores não foram evacuados das instalações da central nuclear para assegurarem que a água do mar fosse bombeada para os reactores. Nunca serão reembolsados!

7. A TERNURA
Os restaurantes reduziram os preços. Uma ATM foi deixada sem segurança. Os fortes cuidaram dos fracos e a entreajuda estava na rua em todos os locais.

8. O TREINO
Os idosos e as crianças sabiam exactamente o que fazer. E fizeram exactamente o que era pressuposto fazer.

9. A COMUNICAÇÃO SOCIAL
Os jornalistas mostraram dignidade e contenção no modo como reportaram as notícias. O sensacionalismo foi rejeitado. Somente reportagens serenas.

10. A CONSCIÊNCIA
Quando, numa loja, a energia eléctrica falhou as pessoas colocaram as coisas que tinham na mão nas prateleiras e saíram tranquilamente.

Monday, November 05, 2012

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Duas crianças estavam a patinar num lago congelado da Alemanha. 
Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. 
De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, mas ficou presa na fenda que se formou. 
A outra , vendo o seu amiguinho preso e a congelar-se, tirou um dos  patins e começou a golpear o gelo com toda a sua força, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido perguntaram ao menino:  

- Como conseguiu fazer isto? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!' 
Nesse instante, um sábio que passava pelo local, comentou: 
 - Eu sei como ele conseguiu. 
Todos perguntaram: 
 - Pode dizer-nos como? 
 - É simples - respondeu. 
 - Não havia ninguém à sua volta, para lhe dizer que não seria capaz. 


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Já observou o elefante no circo? Durante o espectáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma das suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.
Que mistério!!! Porque que é que o elefante não foge?
Perguntei ao domesticador e ele explicou que o elefante não escapa porque está amestrado. Fiz então a pergunta óbvia:
Se está amestrado, porque o prendem?
Não houve resposta! Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta:
O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca quando ainda era muito pequeno!
Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o pequeno elefante puxou, forçou, tentando soltar-se. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito forte para ele. E o pequeno elefante tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espectáculo.
Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Jamais voltou a colocar à prova sua força!
Isso acontece muitas vezes connosco! Acreditamos num montão de coisas "que não podemos ter", "que não podemos ser", "que não vamos conseguir", simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos" que "a corrente da estaca" ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o "sempre foi assim". De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: "não posso", "é muita areia para o meu camião", "nunca poderei", "é muito grande para mim!".
A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de rebentar as correntes!

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Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.

O  turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
 
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

-Onde estão seus móveis? - perguntou o turista. 

E o sábio, bem depressa, perguntou também: E onde estão os seus...? 
-Os meus?! - surpreendeu-se o turista - mas eu estou aqui só de passagem! 

-Eu também... - concluiu o sábio.

A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de serem felizes.

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Não tenho filhos e tremo só de pensar.
Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da
benesse, não levam vidas descansadas.
Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e
numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.
Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não.
A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro,lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a
criança fosse um potro de competição.·
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas
sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de
sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de
sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a
mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro:
quanto mais temos, mais queremos.Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por
arrasar o mais leve traço de humanidade.O que não deixa de ser uma lástima.·
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne,
saberiam que o fim último da vida não é a 
excelência, mas sim a  felicidade
!"

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Um sujeito estava a colocar flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês pôr um prato de arroz na lápide ao lado. 
Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz? 

E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!

Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.


As pessoas são diferentes umas das outras, agem e pensam diferente.


Julgue menos. Compreenda mais!


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Um grupo de ex-alunos, todos muito bem arrumados profissionalmente, reuniu-se para visitar um antigo professor da universidade. 

Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de stres no trabalho e na vida como um todo. 

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de chávenas de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas, dizendo a todos para se servirem.

Quando todos os estudantes estavam de chávena em punho, o professor disse: 
"-Se vocês repararem, escolheram todas as chávenas bonitas e caras e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que queiram o melhor, essa é a fonte do vosso stress. Vocês podem ter a certeza de que as chávenas em si não adicionam qualidade nenhuma ao café. 

Na maioria das vezes, são apenas mais caras, e algumas vezes, até ocultam o que estamos a beber. Todos vocês realmente queriam era o café, não as chávenas, mas escolheram, conscientemente, as melhores chávenas; então 
ficaram de olho nas chávenas uns dos outros. Agora, pensem nisso: 

a vida é o café. Empregos, dinheiro e posição social, são as chávenas. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida, o tipo de chávenas que temos, não define nem altera a qualidade de vida que vivemos. 

Às vezes, quando nos concentrarmos apenas na chávena, deixamos de saborear o café que Deus nos deu". 

"Deus coa o café, não as chávenas." 

Saboreia o teu café! 

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"A Samambaia e o Bambu".  Certo dia decidi dar-me por vencido.
Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé.
Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
“A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar”, e olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti.
Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
“Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei.
“Tão alto como o bambu” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...
Que Deus te abençoe!

Arriscar é: provar o amor

Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!