Monday, July 01, 2013

Arriscar é: riqueza

Fabuloso texto atribuído a Catón, jornalista mexicano.


“Tenho a intenção de processar a revista "Fortune", porque fui vítima de uma omissão inexplicável. Ela publicou uma lista dos homens mais ricos do mundo, e nesta lista eu não apareço. Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro.
Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga.
Mas eu não sou mencionado na revista.E eu sou um homem rico, imensamente rico. Como não?  vou mostrar a vocês:

Eu tenho vida, que eu recebi não sei porquê, e saúde, que conservo  não sei como.
Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; filhos maravilhosos, dos quais só recebi felicidades; e netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.
Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos.Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.
Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles lêem o que eu mal escrevo.
Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).
Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá maçãs e que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.
Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.
Eu tenho olhos que vêem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim não haviam ocorrido nunca.
Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.
E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.
Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta? "

E você, como se considera? Rico ou pobre?

 Há pessoas pobres, mas tão pobres, que a única coisa que possuem é ... DINHEIRO

Thursday, June 27, 2013

Arriscar é: navegar com Sto António

N'aquela tarde calma. Fora a pesca abundante,
Sant’António do seu nicho, assiste vigilante
À faina. Os pescadores largam já d’amarra
E, como o mar manso,lá vão de proa à barra
Alegremente em fila, o porto demandando.
O leme vai na orça, velozes vão passando
Na linha da “ carreira “. Em frente da capela;
O Santo vai contando, um por um, vela por vela.

O sol é posto já. Traiçoeiro a refrescar
O vento aflige o Santo e atormenta o mar.
Toldou-se o céu também, logo a terra escureceu
E no regaço o Santo Jesus adormeceu.
Já nas ondas envergam os novelos d’espuma
Mas, na conta das velas, inda falta uma!
Nos lábios d’António, trémulos d’amargura
Alguma praga ao mar, entre as preces se mistura.

Um ponto branco, ao sul, lá longe entre a procela,
Traz rumo aproado, à alvura da capela.
O bom do Santo ao ver, esse asa de gaivota
Que, tão audaz procura. A linha da derrota,
Empalidece, e treme, temendo-lhe o destino.
Não se atreve porém a acordar o seu Menino.
E murmura: “Jesus, Senhor! A vaga é tão alta”
“E aquela vela é, a mais pequena que me falta”

Enquanto Dura a luta, entre o mar e a vela
António nota já, não ser deserta a capela.
Uma pobre mulher, nos degraus ajoelhada
Cinge contra o seio, uma cabecita dourada;
No seu ardente olhar e nos olhos da criança,
O ponto branco brilha, como um farol d’esperança
E o pescador afoito, aproa sempre a vela
Ao vulto da mulher, à brancura da capela

O mar redobra a fúria, é um leão rugindo
E tranquilo Jesus, no regaço vai dormindo;
Mas avistando o pano, roto já p’la rajada
A cabecita d’ouro exclama apavorada:
“Ó mãe? Ó minha mãe?”
“É o meu pai, quelá vem?!
”N’isto; o Menino acorda e mui mal humorado,
O aio santo increpa, de sobrolho carregado;
“O que foi isto António?” – “Quem foi que se atreveu?
”O Santo aponta a medo, a vela, o mar, o céu.

Nos olhos da mulher, onde a vela é agravada
Uma lágrima... Uma pérola pendurada.
Desvairado ao vê-la, implora Sant’António:
“Senhor... fazei bonança... O mar é um demónio... “
Jesus serenamente, do nicho então desceu,
Com uma mãozita em concha, a pérola colheu,
O seu rosado braço, enérgico balança
E às ondas infernais, a humilde jóia lança.

Depois... sorriu ao Santo com divino afago
E no mar, defronte da capela, fez-se um “lago”
.

Um Pescador
(o autor destes versos é desconhecido, sendo atribuído a um pescador da época)

Friday, June 21, 2013

Arriscar é: Passear com Sto António

"Saira Santo Antonio do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um candido sermão sobre o pecado.


Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite placida baixando...


E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com arvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma legua das fartas, das puxadas.


Surprehendido por se vêr tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descançar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo...


O luar, um luar clarissimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade
O Menino Jesus baixou do céu,
Poz-se a brincar com o capuz do frade.


Perto, uma bica d'agua murmurante
Juntava o seu murmurio ao dos pinhaes.
Os rouxinoes ouviam-se distante.
O luar, mais alto, illuminava mais.


De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ella trazia ao hombro a cantarinha,
Elle trazia... o coração no peito.


Sem suspeitarem de que alguem os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquillo.
O menino, porém, ouviu e disse:
--Oh Frei Antonio, o que foi aquillo?...


O santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
--Não sei que fosse. Eu cá não ouvi nada...


Uma risada limpida, sonora,
Vibrou com timbres d'oiro no caminho.
--Ouviste, Frei Antonio? Ouviste agora?
--Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho...


--Tu não estás com a cabeça boa...
Um passarinho a cantar assim!...
E o pobre Santo Antonio de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,


Córado como as véstes dos cardeaes,
Achou esta sahida redemptora:
--Se o Menino Jesus pregunta mais,
...Queixo-me á sua mãe, Nossa Senhora!


Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquelle amôr sem casamento,
Pegou-lhe ao collo e acrescentou: Jesus,
São horas...
      --E abalaram p'r'ó convento".


Augusto Gil

Arriscar é: virtude sólida

"Gloriamo-nos nas nossas tribulações porque sabemos que a tribulação produz a constância, a constância a virtude sólida, a virtude sólida a esperança".
S. Paulo aos Romanos

Thursday, May 30, 2013

Arriscar é: simplificar

“ Pensai numa mãe solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário: Quero batizar o meu menino. E quem a acolhe diz-lhe: Não tu não podes porque não estás casada. Atentemos que esta mãe que teve a coragem de continuar com uma gravidez o que é que encontra? Uma porta fechada. Isto não é zelo! Afasta as pessoas do Senhor! Não abre as portas! E assim quando nós seguimos este caminho e esta atitude, não estamos fazendo o bem às pessoas, ao Povo de Deus. Jesus instituiu 7 sacramentos e nós com esta atitude instituímos o oitavo: o sacramento da alfândega pastoral. (...) Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé!"

 (Papa Francisco)

Monday, May 27, 2013

Arriscar é: viajar

Chega para muitos o tempo de viajar.
Cristo nos mandou ir até ao fim do mundo.

De que mundo?

Possivelmente até ao fim da nossa história de vida por aqui.
Aí surge muito daquilo por que seremos reconhecidos e a que
ficaremos ligados.
Vamos até lá e ver como seremos vistos. 

Wednesday, May 22, 2013

Arriscar é: dançar

Emprestaram-me este pequeno livro que vou lendo devagar. Não conhecia o autor, talvez o rosto já tenha aparecido em qualquer programa de tv.
Da sua introdução:


"Nietzsche deixou escrito que só acreditaria num Deus que dance.
Humildemente apetece-me ajuntar: eu também. (...) Durante muito tempo recusei publicar os textos que se seguem, talvez porque, sendo textos para rezar, não os considere completamente meus. O ideal seria que circulassem sem assinatura, que pudessem ser encurtados ou ampliados ao sabor das ocasiões e das sensibilidades. Vital na oração é mesmo a experiência do encontro.(...)"


O gosto dos caminhos recomeçados
O que te peço, Senhor, é a graça de ser.
Não te peço sapatos, peço-te caminhos. O gosto dos caminhos
recomeçados, com suas surpresas e suas mudanças. Não te peço coisas
para segurar, mas que as minhas mãos vazias se entusiasmem na
construção da vida.
Não te peço que pares o tempo na minha imagem predilecta, mas que
ensines meus olhos a encarar cada tempo como uma nova oportunidade.
Afasta de mim as palavras que servem apenas para evocar cansaços,
desânimos, distâncias. Que eu não pense saber já tudo acerca de mim e dos outros. Mesmo quando eu não posso ou quando não tenho, sei que posso ser, ser simplesmente. É isso que te peço, Senhor: a graça de ser de novo.



José Tolentino Mendonça; Um Deus Que Dança - Itinerários para a
Oração; 2011; Secretariado Nacional do Apostolado da Oração

Arriscar é: socialismo?

Os meus filhos são socialistas
Por Inês Teotónio Pereira
 


Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estóicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.
Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Eles dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.
O segundo sintoma tem que ver com o aparecimento desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta.
Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém...
O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou mesmo as mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.
Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a "cultura democrática" em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.
A minha sorte é que os meus filhos crescem. Já os socialistas são crianças a vida inteira.

 Retirado do Blogue "POVO"

Monday, May 20, 2013

Arriscar é: matriz

A matriz da nossa identidade de ser pessoa
creio ser o que Jesus é.
Hoje muitos identificam-se com o estado em que estão,
mas somos muito mais que isso.
Antes e depois.
Somos fé, esperança, amor, paz, perdão, salvação, comunhão...
O resto não é, ou no máximo é caminho para aqui.

Wednesday, May 08, 2013

Arriscar é: retribuir

Quer se queira ou não espaeramos muitas vezes a retribuição do que damos ou fazemos de bem aos outros.
Nem sempre assim acontece.
Mas sei de alguém que retribui o bem, feito a Si ou aos outros de uma forma muito generosa. Deus é assim.
E assim são todos os que realmente se querem parecer com Ele.

Ajuda-nos a sermos parecidos Contigo!

Wednesday, April 24, 2013

Arriscar é: confiar

Não é fácil. 
Contudo, pode tornar tudo mais fácil.
Confiar em Deus liberta-nos.
Confiar em nós responsabiliza-nos.
Confiar nos outros humaniza-nos.

Monday, April 22, 2013

Arriscar é: sacudir


Um dia, um burro caiu num poço e não podia sair dali. O animal chorou fortemente durante horas, enquanto o seu dono pensava no que fazer. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria de ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena esforçar-se para tirar o burro de dentro do poço. Chamou então os seus vizinhos para o ajudar a enterrar o burro vivo. Cada um deles pegou uma pá e começou a atirar terra para dentro do poço. O burro entendeu o que estavam a fazer e chorou desesperadamente. Até que, passado um momento, o burro pareceu ficar mais calmo. O camponês olhou para o fundo do poço e ficou surpreendido. A cada pá de terra que caía sobre ele o burro sacudia-a, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até ao topo do poço, passar por cima da borda e sair dali.



A vida vai atirar muita terra para cima de ti. Principalmente se já estiveres dentro de um poço. Cada um dos nossos problemas pode ser um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos buracos mais profundos se não nos dermos por vencidos.

Friday, April 19, 2013

Arriscar é: expandir

O cristianismo como a nossa vida expandiu-se à força.
À força das perseguições e dos obstáculos.
Seria bom não nos expandirmos só assim, mas se Deus quiser, 
que seja à força, mas que não pare...
até ao fim.

Thursday, April 18, 2013

Arriscar é: cumprimentar


O meu pai sempre me disse que quando uma pessoa está a subir deve ir cumprimentando toda a gente porque são os mesmos que há-de encontrar quando começar a descer...
Papa Francisco

Monday, April 15, 2013

Arriscar é: arriscar


“ .... se tens em ti cabedal para  utilizar no Céu para que buscas cabedal que hás-de deixar na terra, arriscando-te a que te falte a pátria.
 Põe, mortal, teu cuidado em não perdê-la e assim terás em teus afectos teus tesouros.
            Vontade bem sacrificada é o ouro que acumulas ; lágrimas bem choradas são as pérolas mais preciosas ; pensamentos do Céu são safiras ; esperanças de Glória são esmeraldas ; finezas por Deus são diamantes ; zelo da salvação rubis ardentes e desengano do Mundo o cristal mais puro . 
Assim, chora tua culpa , sacrifica tua vontade , levanta teu pensamento, abraça teus afectos com alegria .
Melhora tua esperança, excita tua fineza , aclara teu conhecimento e acharás ó homem o teu tesouro. 
E se até agora esteve em ti como em campo escondido, de hoje em diante aproveita-te dele que ainda é tempo de o fazeres achado .”

                        Soror Maria do Céu
                        Enganos do Bosque, Desenganos do Rio

Thursday, April 11, 2013

Arriscar é: primaverar

Uma coisa puxa a outra.
O bem, o bem.
O mal, o mal.

O que puxas...

Saturday, March 30, 2013

Arriscar é: simplificar

Santa Páscoa!
Muita Ressurreição que o resto já sobra.

http://www.youtube.com/watch?v=oWBzGltTUaE&feature=player_embedded

Wednesday, March 20, 2013

Arriscar é: Q/C 12

"A minha alegria em velho consistiria em ter aqui meu Pai para falar com ele. Não é só saudade que sinto: é uma impressão física. Agora é que acharia encanto até às lágrimas em termos a mesma idade, conversarmos ao pé do lume e morrermos ao mesmo tempo"…
(Raul Brandão)

Monday, March 18, 2013

Arriscar é: Q/C 10

Deus

Passei tanto tempo procurando-te.
Não sabia onde estavas, olhava para o infinito,
não te via.
E, pensava comigo mesmo, será que tu existe?
Não me contentava na busca e prosseguia.
Tentei encontrar-te nas religiões e nos templos.
Tu também não estavas.
Busquei-Te através dos sarcedotes e pastores,
também não encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado desanimei.
E na descrença te ofendi.
E na ofensa tropecei.
E na queda senti-me fraco.
Fraco procurei socorro.
No socorro encontrei amigos.
Nos amigos encontrei carinho.
No carinho eu vi nascer o amor.
Com amor vi um mundo novo.
E nesse mundo novo resolvi viver.
O que recebi resolvi doar.
Doando alguma coisa muito recebi.
E recebendo mais dei e senti-me feliz.
E ao ser feliz encontrei a paz.
Ao encontrar a paz foi que percebi...
Que dentro de mim é que Tu estavas.
E sem procurar-Te distante
Foi que Te encontrei.

(adaptado)

Sunday, March 17, 2013

Arriscar é: Q/C 9

CONHECEM A ORAÇÃO DOS CINCO DEDOS?
É MUITO CONHECIDA, PRÁTICA, SIMPLES E CHEIA DE AMOR. 
O SEU AUTOR É O PAPA FRANCISCO (quando era Bispo da Argentina)

1. O dedo polegar é o que está mais perto de ti.
Assim, começa por orar por aqueles que estão mais próximo de ti. São os mais fáceis de recordar. Rezar por aqueles que amamos é “uma doce tarefa”.
2. O dedo seguinte é o indicador: reza pelos que ensinam, instróiem e curam. Ele precisam de apoio e sabedoria ao conduzir outros na direcção correcta. Mantém-nos nas tuas orações.
3. A seguir é o maior. Recorda-nos dos nossos chefes, os governantes, os que têm autoridade. Eles necessitam de orientação divina.
4. O próximo dedo é o anelar. Surpreendentemente, este é o nosso dedo mais débil. Ele lembra-nos que rezemos pelos débeis, doentes ou pelos atormentados por problemas. Todos eles necessitam das tuas orações.
5. E finalmente temos o nosso dedo pequeno, o mais pequeno de todos. Este deveria lembrar-te de rezar por ti mesmo. Quando terminares de rezar pelos primeiros quatro grupos, as tuas próprias necessidades aparecer-te-ão numa perspectiva correcta e estarás preparad@ para orar por ti mesmo de uma maneira mais efectiva.

Deus te abençoe!

Wednesday, March 06, 2013

Arriscar é: Q/C 8

"Acredito no Cristianismo tal como acredito que o sol nasce no horizonte: não apenas porque o vejo, mas porque com a sua luz vejo tudo o resto".
(C.S. Lewis)

Friday, March 01, 2013

Arriscar é: Q/C 7

«Estás a partir deste momento convocado para o conclave. Por amor a Jesus e à Santa Igreja somos chamados a rezar pelo Papa que o Espírito Santo nos quer dar, segundo a Providência de Deus.  Por amor a Jesus e à Santa Igreja teremos o Papa que nos será dado, sucessor de Pedro, que nos guiará  na fé para termos cada vez mais amor a Jesus e à Santa Igreja. Cada um de nós está chamado por Deus Nosso Senhor a participar neste momento tão importante da vida da Igreja de Cristo, pela oração, pela oferta dos nossos sacrifícios e contrariedades, as nossas alegrias e canseiras da vida,pelo bem que fizermos aos mais necessitados, no corpo e na alma, em tudo unidos a Nossa Senhora Mãe da Igreja. É tempo de quaresma, é tempo de oração, penitência e caridade, é tempo de conclave, estás convocado por Deus Nosso Senhor, o Espírito Santo quer-te lá e tu queres ir? Vem Espírito Santo, eu quero ir ao conclave.»

Wednesday, February 27, 2013

Arriscar é: Q/C 6

O excesso e o exagero é que estragam quase tudo ou mesmo tudo.
Neste e em todos os tempos vale a pena ver como anda a forma como vemos,
vivemos, comentamos, compensamos, gastamos ou mesmo como amamos...

Monday, February 25, 2013

Arriscar é: Q/C 5

Deus confia os seus filhos mais frágeis e na maior fragilidade a alguns de nós ou em alguns momentos da nossa vida.
Estejamos atentos porque não é só uma chatice mas um privilégio.

Monday, February 18, 2013

Arriscar é: Q/C 4


E quando já não há porta de saída...
Pode-se criar uma porta de entrada 
para que entre Esse Alguém 
que cura, acompanha, consola, ilumina,
perdoa, salva...
Afinal por Ele poderemos voltar a avançar
pois Ele disse que era Caminho!

Thursday, February 14, 2013

Arriscar é: Q/C 3

Do sermão 206 de Santo Agostinho:
«Voltou o tempo aniversário da Quaresma, no qual tenho a obrigação de vos dirigir uma exortação, porque tendes o dever de oferecer a Deus obras que estejam de acordo com estes dias do calendário. Tais obras, porém, não são úteis para o Senhor, mas para vós. Também nas outras épocas do ano o cristão se deve entregar com ardor à oração, ao jejum e à esmola; mas esta solenidade deve estimular inclusive aqueles que habitualmente são preguiçosos; e aqueles que já se entregam com esmero a tais ocupações devem realizá-las ainda com maior intensidade... A repetição anual da solenidade equivale a uma repetição do que Cristo Senhor sofreu por nós na sua única morte. O que teve lugar uma só vez na história para a renovação da nossa vida, celebra-se todos os anos para perpetuar a sua memória... Depois dos dias do nosso abatimento, chegará o tempo da nossa exaltação, não ainda no repouso da visão, mas na satisfação de o contemplar nas celebrações que o simbolizam...» (Antologia Litúrgica, 3774)

Wednesday, February 13, 2013

Arriscar é: Q/C 2


Tudo o que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer e como ser, aprendi no jardim-de-infância. 
A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. 
Vejam o que aprendi: 
- Dividir tudo com os companheiros. 
- Jogar conforme as regras do jogo. 
- Não bater em ninguém. 
- Guardar os brinquedos onde os encontrava. 
- Arrumar a "bagunça" que eu mesmo fazia. 
- Não tocar no que não era meu. 
- Pedir desculpas, se magoava alguém. 
- Lavar as mãos antes de comer. 
- Despejar o autoclismo e lavar as mãos. 
- Biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde. 
- Fazer de tudo um pouco: estudar, pensar, desenhar, pintar, cantar, dançar, brincar e trabalhar, de tudo um pouco, todos os dias. 
- Tirar uma soneca todas as tardes. 
- Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre "de olho" na professora. 
Pense na sementinha de feijão, plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima -ninguém sabe como ou o porquê mas a verdade é que nós também somos assim. 
Peixes dourados, porquinhos-da-índia, esquilos, hamsters e até a semente no copinho plástico - tudo isso morre. Nós também. 
E lembre-se, ainda, dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu, a mais importante de todas: Olhe! 
Tudo que você precisa mesmo saber está por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene. Ecologia e política, igualdade e vida saudável. 
Escolha um desses itens e o elabore em termos sofisticados, em linguagem de adulto; depois o aplique à vida de sua família, ao seu trabalho, à forma de governo de seu país ou ao seu mundo, e verá que a verdade que ele contém mantém-se clara e firme. 
Pense o quanto o mundo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - fizéssemos um lanche de biscoitos com leite às três da tarde, depois nos deitássemos, sem a menor preocupação, cada um no seu colchãozinho, para uma soneca. Ou se todos os governos adotassem, como política básica, a idéia de recolocar as coisas nos lugares onde estavam quando foram retiradas; arrumar a "bagunça" que tivessem feito. 
E, ainda, é verdade, não importa quantos anos você tenha: ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas, e fique, sempre, "de olho no companheiro”!!

(Texto retirado do livro: "Tudo que eu devia saber na vida aprendi no jardim de infância” de Robert Fulghum)

Tuesday, February 12, 2013

Arriscar é: Q/C

A quaresma também pode entrar em nossas casas:
Um pequeno espaço com;
Uma cruz;
Uma bíblia aberta;
Uma taça com água;
Uma taça com cinzas;
Uma taça com areia; 
Uma vela.

Cada elemento lembra uma dimensão quaresmal. Junto Jejum, esmola e oração.
Culmina-se com reconciliação.

Friday, February 08, 2013

Arriscar é: aliviar

As chagas de Jesus devem ter sido muito dolorosas.
As nossas também o serão.
Contudo, Jesus não fugiu a elas assim como nós não podemos viver sem elas.
O que Jesus esperaria é que as aliviassem um pouco como cada um de nós.
Naquele tempo Ele disse: "tenho sede" . Hoje diremos ou dirão, os que sofrem ao nosso lado, algo semelhante, e o que nos é apresentado: vinagre!

Progresso?

Tuesday, February 05, 2013

Arriscar é: antegozo

Acolher a fé, aderir a ela, vive-la e celebra-la é já um antegozo das realidades futuras.
Que bom saber disto e poder experimentá-lo em atitude contemplativa, que para os dias que correm, é fundamental.

Celebremos aqui na fé o gozo eterno.
.

Thursday, January 31, 2013

Arriscar é: estragar?

Alguns lidam com o amor como quem lida com o enxoval,
não usam e poupam tanto que acabam por deixar que tudo
se estrague em vez de o pôr a render.

Tuesday, January 29, 2013

Arriscar é: la luna

Porque há pedaços de céu deliciosos que os olhos comem e alimentam a alma:

http://videos.sapo.pt/oyMfZTizmeWeoQqtjuLt

Monday, January 28, 2013

Arriscar é: alcançar

Há pessoas que nos atiram palavras;
Há pessoas que nos disparam palavras;

e há pessoas que nos alcançam as palavras.

Wednesday, January 23, 2013

Arriscar é: 40+4


40+4
A tanto e a tantos que recebi e a quem me dei.
No ano da Fé, e a propósito de mais um aniversário resolvi fazer uma restrospectiva do caminho da fé até ao presente. Assim, olhei para os grupos, Movimentos, ou simples atividades onde se foi materializando o meu itinerário de fé. Sendo 44 os anos de vida, dos muitos momentos partilhados, selecionei 44. Quase de certeza que cada um que ler esta ação de graças se encontrará nela algures.
11.       Catequese – O primeiro grupo a que pertenci neste percurso foi o da Catequese Paroquial em Alcobaça. Uma etapa que iniciei  na 4ª classe na escola primária. Aos sábados à tarde lá ía um grupinho de miúdos do meu bairro até ao Mosteiro (antigo Tribunal) onde todas as crianças, à mesma hora cantavam o hino da Catequese e davam os seus primeiros passos na doutrina. Foi muito importante o acolhimento, a valorização e aprendizagem feita com as catequistas a quem hoje já sou eu que vou pregando em missas e Retiros.
22.       Educação Moral e Religiosa – No início do ciclo preparatório fui inscrito nesta disciplina. Gostei muito dos primeiros anos. Fazíamos coisas diferentes das outras disciplinas e aprendíamos valores humanos e cristãos em dinâmicas lúdicas que exercitavam a minha criatividade. Já vem daqui. No liceu o ambiente de “balda” que se vivia nas aulas levaram a que não me inscrevesse na disciplina.
33.       Acólitos – Na preparação da Profissão de Fé fui convidado pelo Prior para ser acólito. Comecei de semana pois tinha muita vergonha de vestir a túnica, o que era motivo de brincadeira pelos outros amigos. Com o tempo este serviço responsabilizou-me e puxou muito pela minha formação humana e cristã. Sendo um pouco nervoso ali tive de me superar muitas vezes. Bons e grandes amigos ali tive e tenho.
44.       Eliezer – Entre os acólitos e o grupo de crisma do meu irmão formou-se um grupo de Jovens com este nome. Foram tempos mágicos. Os campos de férias e as restantes aventuras que vivemos em Alcobaça e S. Martinho do Porto ainda nos unem numa bela cumplicidade. As artes, como a música e o teatro tiveram aqui o apogeu. Grandes picnics.
55.       Obra das Vocações e Seminários – Depois de entrar para o Seminário os primeiros tempos foram marcados pela ida às paróquias onde o tema das vocações e seminários sempre eram o motor. Além do mais recordo com saudade os dias de contacto com estes grupos para rezar, meditar ou simplesmente para irmos buscar donativos em fruta e batatas para o Seminário. Ttudo isto pela diocese e em especial pela minha zona, Alcobaça.
66.       CNEscutas- Fui escuteiro já “velho”. Após o CI e CIP fiz a minha promessa de Caminheiro e Dirigente em Moscavide. Foi muito bom tudo o que aqui aprendi e experienciei em veladas de armas e acampamentos. Comecei tarde mas com o entusiasmo de uma criança. Guardo saudade dos muitos agrupamentos e dos elementos que fui conhecendo. Um dia hei-de voltar.
77.       Convívios Fraternos – Com alguma resistência conheci e fiz o meu Convívio fraterno. Estava em Moscavide e lá havia um grupo muito bom. No tempo em que os Convívios tinham ainda muita força na Diocese de Lisboa. Daí por diante fiz vários como membro da equipa organizadora. Grandes emoções. Grandes momentos de vivência cristã e boas amizades.
88.       Retiro K – Esta história foi curiosa. Fui para a um destes Retiros sem saber nada do que se tratava e quase estraguei tudo. Isto ainda seminarista. Recentemente e com mais de 15 anos de Padre fui assistente espiritual do K. Já na Estefânia tenho dado apoio e encaminhados vários jovens para estes Retiros.
99.       Focolares – Ainda no Seminário e até hoje o caminho dos discípulos da Chiara têm passado por mim. A sua música marcou-me e os encontros são-me muito gratos. Inclusive na Cidadela.
110.   Conferência de S.Vicente Paulo – No Seminário dos Olivais reativamos a Conferência. Ali começou o meu contacto com esta pastoral de cariz social que se manteve até hoje onde o trabalho é realmente com muitos dos mais pobres.
111.   Cursilhos de Cristandade – Quando era pequeno ouvia falar deste movimento. Na minha terra não era bem visto pois não se sabia o que se passava lá e nas ultreias onde só podiam ir os que já tivessem ido ao cursilho. A verdade é que muitos dos mais comprometidos nas Comunidades paroquiais eram cursistas. Já nas Caldas da Rainha fiz o cursilho. Foi com o meu Pai e em Fátima. Não foi uma experiencia muito tocante pois já tinha feito muitos convívios fraternos e Retiros K mas sempre fui participando, ora nos cursilhos ora nas ultreias. Muitos dos meus fregueses participaram por indicação nossa. Ainda hoje estamos muito metidos na assistência a este movimento.
112.   Equipas Nossa Senhora – Entrei para as equipas de casais já nas Caldas da Rainha. Uma equipa com gente madura com os quais vivi momentos muito ricos. Em Lisboa tenho sido assistente de equipa que ajudei a formar e pregador de retiros ao movimento.
113.   Casais Sta. Maria – Este outro movimento da Pastoral familiar também me trouxe boas memórias e amigos dos retiros e encontros onde participei.
114.   Renovamento Carismático Católico – Apesar de já ter conhecido o movimento desde o tempo da Lourinhã, tem sido em Lisboa que a minha assistência se tem tornado mais efetiva. Da Portela, passando por S. João de Deus, Graça, Moita, Sta Maria dos Olivais e o mais antigo Carnide, grandes e profundos momentos de ensinamento e louvor ali tenho vivido. Como em todos os outros movimentos toca-me a dedicação dos seus coordenadores.
115.   Grupo A Caminho – Peregrinar é algo inerente à nossa condição humana. Para além das muitas Peregrinações que já organizei, as deste grupo e as suas dinâmicas têm sido muito inspiradoras. Estes são já do tempo em S. João de Deus e  alguns dos amigos com os quais faço caminho no presente.
116.   Movimento da Mensagem de Fátima - A ligação ao Hospital D. Estefânia trouxe-me para o pé da Beata Jacinta Marto. Muitos são os Grupos que nestes 10 anos foram vindo até cá para aprofundar a mensagem de Fátima neste seu capítulo. Entre estes grupos, nacionais e estrangeiros, está o da Mensagem de Fátima quer Juvenil quer Adulto com o qual nos vamos encontrando e construindo a fé. De Fátima, ao Convento das Clarissas à Estrela e ao Hospital D. Estefânia já vamos somando muitas horas de encontro.
117.   Juventude Mariana Vicentina - No Nadadouro encontrei este Movimento. Os seus encontros locais, regionais e nacionais alimentaram a fé de muitos naqueles 5 anos de passagem por lá.
118.   Grupo Missão Mundo – Este grupo de missão para o exterior de Portugal acolheu um grupo de amigos que ali desenvolvem para além do seu crescimento pessoal, a solidariedade para os que mais precisam em Africa. Da reflexão, à celebração da Fé e ao convívio é feito este grupo da caridade cristã. Está ligado às Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres.
119.   Partilhar Balsamão – Dos primeiros anos em Lisboa e da Passagem por Telheiras surgiram estes campos de férias apostólicas. Restaurar o Convento de Balsamão, rezar com a sua comunidade, conhecer e as gentes de Trás-os-Montes marcaram vários verões com a “malta” cá de baixo lá em cima.
220.   Presépio na Cidade- É sempre uma visita muito bonita à cidade de Lisboa e ao Hospital D. Estefânia. A audácia deste conjunto de leigos é uma profecia para os dias de hoje. Anunciar Jesus nas ruas e levá-Lo no presépio a tantos que estão em situação de fragilidade é nova evangelização no seu melhor.
221.   Servitas-Foram dias, semanas e meses em que juntamente com alguns grandes amigos servitas levamos, na Imagem Peregrina, Nossa Senhora de Fátima a muitos lugares deste país. Terão sido dos momentos mais emocionantes da minha vivência religiosa onde se testemunharam muitas conversões e regressos a Deus e à Sua Igreja.
222.   Escola de Discípulos Arroios- Em várias Quaresmas fomos aprofundando a Fé dando formação sobre os evangelhos e o Credo nesta paróquia. Deu para cimentar melhor a nossa fé e a comunhão de todos, como discípulos de Jesus.
223.   Equipa Vicarial de Jovens- Ligada à Vigararia onde se insere a paróquia de S. João de Deus, acompanhei perto de 10 anos a equipa vicarial de Jovens. Um pequeno grupo de jovens muito “grandes” que testemunharam a sua fé exteriormente na realização da Via sacra em sexta feira santa e os festivais juvenis da Canção Cristã. Guardo muito boas amizades deste grupo.
224.   Amigos de Jesus- Quando cheguei à Estefânia já os Amigos de Jesus lá animavam as missas. Depois seguiram-se muitas colaborações. Ora eles veem ao Hospital animar as celebrações, ora eu vou celebrar para eles na casa do Pneuma Vitae.
225.   RCL e RCC- A rádio da Lourinhã e de Caldas da Rainha foram espaços onde me senti sempre muito bem acolhido e onde o meu trabalho me deu muita satisfação. Costumo dizer que a Rádio é o meu “desporto” favorito. Os programas em direto (moinhos de pão; arriscar; Farol) davam muito sentido aos domingos à noite. Interessante poder chegar a muitos no aconchego dos seus lares com o que anima e identifica o nosso espirito.
226.   Ir. S.José de Cluny- Estas foram as primeiras freiras que conheci. Em Alcobaça recebi catequese de algumas e fiz vários encontros de oração e formação com elas e os que elas apoiam.
227.   Servas Nª Sra Fátima- Foi no Seminário que conheci estas Irmãs. Várias ali trabalhavam e algumas conterrâneas. Durante alguns anos colaboramos em muitas iniciativas. Guardo no coração os retiros vocacionais que ajudei a realizar com elas.
228.   Filhas do Coração de Maria- Esta Congregação religiosa conheci na casa de estudantes universitárias Domus Nostra. Tem sido uma história de partilha reciproca muito bonita em celebrações eucarísticas, retiros e encontros com jovens.
229.   Irmãs  S. Vicente de Paulo - Conhecias na escola de enfermagem. Desde então foram muitas as partilhas mútuas na sua casa no Campo Grande. Muitas vezes ali pedi a bênção para os novos enfermeiros e ali preguei retiros e fiz formação para muitos. Hoje também lá deixo o carro quando vou ao Sporting.
330.   Teresianas- Estas irmãs conheci-as em Torres Vedras. Na sua casa com um pequeno grupo refletimos e rezamos a fé. Temos feito um caminho cruzado com muitos amigos comuns. Lembro um retiro muito bonito na sua casa de Elvas.
331.   Jovens em Movimento e Tá Mexer- Quando saí da Lourinhã e da Foz do Arelho foram criadas estas duas associações juvenis. Apesar de não terem dependido de nós foram um acreditar num espirito que nos animava e que acreditava que todos podem dar um pouco de si para bem dos outros, neste caso, os jovens.
332.   Equipa dos Retiros- De várias experiencias de Retiros para jovens criamos, nas paróquias por onde passámos, as equipas de Retiros. Muitos e de muitas idades recordarão os momentos em que experienciamos a fé comunitariamente na Casa Escola Agrícola da Lourinhã.
333.   Comunidade Vida e Paz- Nunca entendi muito bem a minha ligação à CVP. Nunca houve nada de oficial mas sempre esteve nos meus caminhos de vocacionado. Esta é uma das mais autênticas obras da nossa Igreja. O espirito do evangelho a formou e a há-de continuar a guiar. Agradecemos a Deus o caminho que temos feito com muitos irmãos a ela ligados.
334.   Sitio das Viagens- Este foi um sitio na Internet que marcou nestes últimos anos muita gente de muitos lugares. Por ali se concretizaram, viagens, retiros, idas ao teatro, etc, que nos vão enchendo a vida de Saudades.
335.   Estefânia Viagens- Este Blog vem continuar a belíssima herança deixada pelo anterior, unindo-me a muitos e bons amigos.
336.   MEV-Há muitos anos conheço e acompanho neste movimento que dá apoio às senhoras em situação de viuvez. No presente continuo a orientar vários retiros em Fátima das suas associadas. Lembro ainda as primeiras viagens que fiz com o movimento e muitos momentos de profunda vivência de igreja.
337.   JARC- A ação católica marcou um tempo na igreja. Eu ainda acompanhei este ramo da Juventude quando passei pela Lourinhã e pela Casa do Oeste. Ainda hoje a sua dinâmica se faz sentir por aquelas bandas por onde tanto gostamos de passar.
338.   Aliança de Misericórdia- Coube-nos acolher esta comunidade de jovens missionários brasileiros que tem sido um testemunho de esperança para os dias correntes.
339.   Volta a Casa- Já quase no fim da minha passagem pelos lados das Caldas da Raínha conheci o Joaquim Sá. Homem de Deus e dos pobres que ali dá a vida aos que mais precisam. Com ele fundamos a associação Volta a Casa onde durante vários anos muitos encontraram o apoio essencial para a sua subsistência.
440.   Sãozinha- Conhecemos a Obra da Sãozinha em S. Martinho do Porto onde têm casa de Férias. Foi uma bela caminhada até hoje. Ali celebramos a primeira missa e ali rumamos como servidores e peregrinos deste serviço aos mais pobres.
441.   Exercícios Espirituais de Sto Inácio- O retiro dos Retiros. Sto Inácio de Loyola abre-nos uma via notável de união a Jesus. Das vezes que os tenho feito, é em Palmela que mais tenho gostado e o orientador mais do nosso agrado é o P. Vasco Pinto Magalhães.
442.   Arriscar um pouco de céu- Este blog deu-nos a oportunidade de ir registando muita da nossa forma de pensar e partilhá-la com quem possa estar interessado. São sementes lançadas para pensar e viver simples.
443.   Guia para a fé – Este será um espaço na internet que esperamos traga mais valia à Igreja como um centro de boas práticas do que já acontece.
444.   Sicar Escuta Cristã- Outro sonho que desejamos ver concretizado. Um conjunto de cristãos que ofereça a todos este serviço de escuta. Que Deus nos abençoe nesta missão.

Thursday, January 17, 2013

Arriscar é: programar

Porque é que programamos o trabalho
e não programamos o descanso o descanso?

Tuesday, January 15, 2013

Arriscar é: a paz

A paz é um dever.
Ela está antes da oração.
Jesus diz que se formos rezar e não estivermos em paz com o nosso irmão
devemos deixar aí a nossa oferta e reconciliar-mo-nos primeiro.

Monday, January 14, 2013

Arriscar é: agradar?

Uns vivem só para agradar.
Sabemos que umas das coisas que não fazem só bem é ter 
é que façam tudo só para nos agradar.
Nem sempre a mãe que sempre agrada ajuda ou educa bem.
Temos que equacionar a diferença entre o amar e o agradar.
Vivemos para amar ou agradar?

Saturday, January 12, 2013

Arriscar é: pessoa


Num meio-dia de fim de primavera

Eu tive um sonho como uma fotografia

Eu vi Jesus Cristo voltar à terra.

Veio pela encosta de um monte.

E era a eterna criança, o Deus que faltava.

Tornando-se outra vez menino,

A correr e a rolar pela relva

E a arrancar flores para deitar fora.

E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.

Era nosso demais para fingir desegunda pessoa da Trindade.

Um dia, que Deus estava dormindo

e que o Espírito Santo andava a voar

Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três.

Com o primeiro, ele fez com que ninguém soubesse que ele tinha fugido.

Com o segundo, ele criou-se eternamente humano e menino.

E com o terceiro ele criou um Cristo
e o deixou pregado numa cruz que serve de modelo às outras.

Depois ele fugiu para o sol

e desceu pelo primeiro raio que apanhou.

Hoje ele vive comigo na minha aldeia

e mora na minha casa em meio ao outeiro.

É uma criança bonita, de riso e natural.

Atira pedra aos burros.

Rouba a fruta dos pomares.

E foge a chorar e a gritar com os cães.

...

Ele é apenas humano,

limpa o nariz com o braço direito,

chapina as possas d'água;
colhe as flores, gosta delas,

esquece-as.

E porque sabe que elas não gostam
e que toda a gente acha graça,

ele corre atrás das raparigas
que carregam as bilhas na cabeça e levanta-lhes as sáias.

A mim, ele me ensinou tudo.

Ensinou-me a olhar para as coisas.

Aponta-me todas as belezas que há nas flores.

E mostra-me como as pedras são engraçadas

quando a gente as tem nas mãos e olha devagar para elas.

Ensinou-me a gostar dos reis e dos que não são reis.

E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.

...

E eu o levo ao colo para minha casa.

Damo-nos tão bem na companhia de tudo

que nunca pensamos um no outro.

Mas vivemos juntos os dois

com um acordo íntimo,

como a mã0 direita e a esquerda.

Ao anoitecer, nós brincamos nas cinco pedrinhas do degrau da porta de casa.

Graves, como convêm a um deus e a um poeta.

É como se cada pedra fosse um universo

e fosse por isso um grande perigo deixá-la cair no chão.

Depois ele adormece.

E eu o deito na minha cama despindo-o lentamente

seguindo um ritual muito limpo, humano e materno até ele ficar nu.

E ele dorme dentro da minha alma.

Às vezes ele acorda de noite e brinca com os meus sonhos.

Vira uns de perna para o ar.

Põe uns encima dos outros.

E bate palmas sozinho sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno.

Pega-me tu ao colo.

E leva-me para dentro da tua casa.

E deita-me na tua cama.

E conta-me histórias, caso eu acorde, para eu tornar a adormecer.

E dá-me os sonhos teus para eu brincar...


(Alberto Caeiro)

Monday, January 07, 2013

Arriscar é: enquanto

Enquanto uns gastam a lamentar o seu infortúnio
outros gastam tempo com as causas e as soluções.
E tu?

Wednesday, January 02, 2013

Arriscar é: se...10

E se...
O nosso ideal fosse de novo e sempre definido?

Em 1954, Pablo Neruda escreveu este poema sobre Portugal:

“Portugal, volta ao mar, a teus navios
Portugal volta ao homem, ao marinheiro, volta à tua terra, à tua fragrância, à tua razão livre no vento, de novo… à luz matutina do cravo e da espuma. 
Mostra-nos teu tesouro, teus homens, tuas mulheres, não escondas mais teu rosto de embarcação valente posta nas avançadas do Oceano.
Portugal, navegante, descobridor de Ilhas, inventor de pimentas, descobre o novo homem, as ilhas assombradas, descobre o arquipélago no tempo.
A súbita aparição do pão sobre a mesa, a aurora, tu, descobre-a, descobridor de auroras. Como é isso?
Como podes negar-te ao ciclo da luz tu que mostraste caminhos aos cegos?
Tu, doce e férreo e velho, estreito e amplo Pai do horizonte, como podes fechar a porta ao vento com estrelas do Oriente?
Proa da Europa, procura na correnteza as ondas ancestrais, a marítima barba de Camões.
Rompe as teias de aranha que cobrem tua fragrante copa de verdura e então a nós outros, filhos dos teus filhos, aqueles para quem descobriste a areia até então escura da geografia deslumbrante, mostra-nos que tu podes atravessar de novo o novo mar escuro e descobrir o homem que nasceu nas maiores ilhas da terra.
Navega, Portugal, a hora chegou, levanta tua estatura de proa e entre as ilhas e os homens volta a ser caminho. A esta idade agrega tua luz, volta a ser lâmpada aprenderás de novo a ser estrela”.

Saturday, December 29, 2012

Arriscar é: se...9

E se...
Todos começássemos o ano com uma agenda e um compromisso:
Escrever em cada dia algo de bonito que se tenha passado connosco ou  que tenhamos testemunhado.

Arriscar é: se...8

E se...
No próximo ano aumentasse a esperança na vida
em vez da esperança de vida?

Friday, December 28, 2012

Arriscar é: se...7

E se...
A grande riqueza fosse todos terem?
Porque todos valem!

Thursday, December 27, 2012

Wednesday, December 26, 2012

Arriscar é: se...5

E se...
abençoássemos mais;
elogiássemos mais;
apoiássemos mais;
uníssemos mais;
silenciássemos mais;
rezássemos mais;
sonhássemos mais;
descansássemos mais;
amassemos mais...

Monday, December 17, 2012

Arriscar é: se...4

E se o corpo falasse...
A verdade é que ele fala.

"A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos,
existem semáforos chamados Amigos,
luzes de precaução chamadas Família,
e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão,
um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado FÉ,
abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS".
(autor desconhecido)

Friday, December 14, 2012

Arriscar é: se...3

E se...
Pudéssemos trazer o passado roubado na algibeira?...


      ANIVERSÁRIO
    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
    Eu era feliz e ninguém estava morto.
    Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
    E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
    Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
    De ser inteligente para entre a família,
    E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
    Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
    Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
    Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
    O que fui de coração e parentesco.
    O que fui de serões de meia-província,
    O que fui de amarem-me e eu ser menino,
    O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
    A que distância!...
    (Nem o acho...)
    O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
    O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
    Pondo grelado nas paredes...
    O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
    O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
    É terem morrido todos,
    É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
    No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
    Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
    Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
    Por uma viagem metafísica e carnal,
    Com uma dualidade de eu para mim...
    Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
    Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
    A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
    com mais copos,
    O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
    As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
    Pára, meu coração!
    Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
    Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
    Hoje já não faço anos.
    Duro.
    Somam-se-me dias.
    Serei velho quando o for.
    Mais nada.
    Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
    O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

    Álvaro de Campos, 15-10-1929

Arriscar é: se...2

E se...
Surgisse uma ameaça enorme e exterior à humanidade?...

Wednesday, December 12, 2012

Arriscar é: se...1

E se...
Ninguém visse, ouvisse, ou se importasse com as más noticias que aparecem na comunicação social?

Arriscar é: provar o amor

Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!