Como é possível viver só em função do hoje.
Pode-se suspender o sonho ou a memória?
Pode ser-se feliz apenas com o que me faz feliz
ou com o que nos faz felizes?
A vida humana sofre de atrofia e estes são alguns dos seus sintomas.
Tuesday, July 05, 2011
Monday, June 13, 2011
Arriscar é: vencer o mal
Na origem do mal estão duas grandes dimensões
do nosso ser:
a preguiça e o cansaço.
Uma por defice e outra por excesso.
O certo é que nos bloqueiam a capacidade de crescer
de ir mais além, de mudar, e de amar mesmo.
do nosso ser:
a preguiça e o cansaço.
Uma por defice e outra por excesso.
O certo é que nos bloqueiam a capacidade de crescer
de ir mais além, de mudar, e de amar mesmo.
Monday, June 06, 2011
Arriscar é: votar
Se muitas coisas estão em mudança
e em fim de etapa, as formas de exercermos
a nossa cidadania e democracia perdem
força pela desmobilização do chamado povo.
Poucas são as formas de manifestarmos a nossa indignação e discórdia que tenham força.
As greves, as abstenções, as manifestações...
parece que influenciam pouco as instâncias de poder e decisão.
É certo que há por aí algumas vozes que falam
em afirmar um novo paradigma democrático
mas ainda não me parece que o caminho esteja
minimamente definido.
Contudo, algumas ideias são importantes:
solidariedade, mobilização, compromisso,
competencia, sustentabilidade, verdade, empreendedorismo,
criatividade, humanidade, valores e família.
e em fim de etapa, as formas de exercermos
a nossa cidadania e democracia perdem
força pela desmobilização do chamado povo.
Poucas são as formas de manifestarmos a nossa indignação e discórdia que tenham força.
As greves, as abstenções, as manifestações...
parece que influenciam pouco as instâncias de poder e decisão.
É certo que há por aí algumas vozes que falam
em afirmar um novo paradigma democrático
mas ainda não me parece que o caminho esteja
minimamente definido.
Contudo, algumas ideias são importantes:
solidariedade, mobilização, compromisso,
competencia, sustentabilidade, verdade, empreendedorismo,
criatividade, humanidade, valores e família.
Friday, June 03, 2011
Arriscar é: saúde neuronal
Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no
Público, 2010-06-21
Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas
esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo
epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da
Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No
último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença
psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas
perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com
impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência,
urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das
crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens
infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos
dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos
os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na
escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos
terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade
de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural
que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos,
criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze
anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100
casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo
das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres
humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas
sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém
maquinal mente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa,
deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos
ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de
alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez
mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença
prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de
três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a
casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma
mãe marejada de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão
cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de
desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho
presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela
falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição
da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual,
tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar
que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês,
enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à
actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e
complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de
escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando
já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com
responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos
números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de
pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um
mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência
neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o
estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se
há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma
inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.
Pedro Afonso
Médico psiquiatra
Público, 2010-06-21
Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas
esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo
epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da
Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No
último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença
psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas
perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com
impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência,
urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das
crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens
infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos
dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos
os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na
escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos
terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade
de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural
que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos,
criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze
anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100
casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo
das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres
humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas
sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém
maquinal mente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa,
deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos
ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de
alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez
mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença
prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de
três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a
casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma
mãe marejada de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão
cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de
desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho
presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela
falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição
da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual,
tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar
que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês,
enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à
actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e
complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de
escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando
já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com
responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos
números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de
pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um
mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência
neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o
estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se
há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma
inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.
Pedro Afonso
Médico psiquiatra
Tuesday, May 31, 2011
Arriscar é: revoltar-se
A grande revolta que urge está para acontecer...!
Breve! Bem breve!
Pode ser domingo...
Pode ser hoje! Mais logo! ou já!
Chama-se VERDADE!
Sem ela não há mais nada, justiça, esperança, Amor...
E tem de se iniciar por mim e...
Quem quiser!
Breve! Bem breve!
Pode ser domingo...
Pode ser hoje! Mais logo! ou já!
Chama-se VERDADE!
Sem ela não há mais nada, justiça, esperança, Amor...
E tem de se iniciar por mim e...
Quem quiser!
Tuesday, May 24, 2011
Arriscar é: validar
Começa pelos 6 meses de idade a consciencia
de que somos valiosos ou não.
Se isso é bem feito pelos que nos rodeiam
a segurança que se instala em nós dura
toda a vida.
Se não acontecer deste modo instala-se em nós a sensação
de abandono e morte que dificilmente conseguimos corrigir mais tarde.
Para tudo isto se resolver, o amor é a chave.
de que somos valiosos ou não.
Se isso é bem feito pelos que nos rodeiam
a segurança que se instala em nós dura
toda a vida.
Se não acontecer deste modo instala-se em nós a sensação
de abandono e morte que dificilmente conseguimos corrigir mais tarde.
Para tudo isto se resolver, o amor é a chave.
Monday, May 23, 2011
Arriscar é: pensar global
No mundo globalizado
em que tudo tem a ver com quase tudo
e com todos interfere
creio que não podemos continuar
a pensar apenas a partir da ganância e ambição pessoais.
Este será um dos desafios mais futurantes do presente.
em que tudo tem a ver com quase tudo
e com todos interfere
creio que não podemos continuar
a pensar apenas a partir da ganância e ambição pessoais.
Este será um dos desafios mais futurantes do presente.
Thursday, May 19, 2011
Arriscar é: ser saudável
Hoje ser saudável requer uma atenção ao todo da pessoa.
Contudo, a pessoa não pode ser vista nem isolada dos seus pares
nem do seu ambiente envolvente.
Tanta coisa contribui para a saude de cada um e de todos.
Se é certo que muito vem de fora
o grande trabalho é interior.
As opções, a autoconsciencia de si próprio,
o respeito pelo seu ritmo e pela integralidade da sua vida
são factores essenciais para a vida saudável que todos ansiamos e precisamos.
Contudo, a pessoa não pode ser vista nem isolada dos seus pares
nem do seu ambiente envolvente.
Tanta coisa contribui para a saude de cada um e de todos.
Se é certo que muito vem de fora
o grande trabalho é interior.
As opções, a autoconsciencia de si próprio,
o respeito pelo seu ritmo e pela integralidade da sua vida
são factores essenciais para a vida saudável que todos ansiamos e precisamos.
Tuesday, May 17, 2011
Arriscar é: acreditar na vida
A vida é um processo.
Ninguém nasce acabado ou morre acabado.
Um dia de cada vez. Sempre mais um pouco.
O respeito por este processo é fundamental para a nossa saúde vital.
O inacabado por querer travar-nos ou impulsionar-nos para diante,
para a perfeição ansiada. Para a vida plena.
Ninguém nasce acabado ou morre acabado.
Um dia de cada vez. Sempre mais um pouco.
O respeito por este processo é fundamental para a nossa saúde vital.
O inacabado por querer travar-nos ou impulsionar-nos para diante,
para a perfeição ansiada. Para a vida plena.
Thursday, March 31, 2011
Arriscar é: lutificar
Os lutos são mesmo uma luta.
São tão mais dificeis quando inesperados.
E quando se juntam vários...
Torna-se dificil acreditar quando os suportes são poucos.
Mas há vida!
Vida para além da luta que é o luto.
Aceitar esperar a nova etapa poderá ser o primeiro passo.
O que nos espera para além dessa negritude que se abate sobre nós?
A certeza das vitórias já alcançadas.
São tão mais dificeis quando inesperados.
E quando se juntam vários...
Torna-se dificil acreditar quando os suportes são poucos.
Mas há vida!
Vida para além da luta que é o luto.
Aceitar esperar a nova etapa poderá ser o primeiro passo.
O que nos espera para além dessa negritude que se abate sobre nós?
A certeza das vitórias já alcançadas.
Tuesday, March 29, 2011
Arriscar é: perdoar
Deus não perdoa só os pecados
que pedimos que sejam perdoados.
Se assim não fossequem por cá andaria?
Se assim é, nós devemos perdoar
a quem nos pede perdão e até a quem não pede.
que pedimos que sejam perdoados.
Se assim não fossequem por cá andaria?
Se assim é, nós devemos perdoar
a quem nos pede perdão e até a quem não pede.
Wednesday, March 16, 2011
Arriscar é: Quaresmar
Saúde:
1. Bebe muita água
2. Come ao pequeno-almoço como um rei, ao almoço como um príncipe e ao jantar como um pedinte;
3. Come o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4. Vive com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5. Arranja tempo para rezar;
6. Joga mais jogos;
7. Lê mais livros do que leste em 2010;
8. Senta-te em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
9. Dorme 7 horas por dia;
10. Faz caminhadas de 10-30 minutos por dia, e sorri enquanto caminhas.
Personalidade:
11. Não compares a tua vida à dos outros. Não fazes ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenhas pensamentos negativos ou coisas sobre as quais não tens controle;
13. Não te excedas. Mantém-te nos teus limites;
14. Não te tornes demasiado sério;
15. Não desperdices a tua energia preciosa com banalidades;
16. Sonha mais acordado;
17. Inveja é uma perca de tempo. Já tens tudo que necessitas....
18. Esquece questões do passado. Não lembres o teu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a vossa felicidade presente;
19. A vida é curta de mais para odiar alguém. O ódio faz-te mais mal a ti do que aos que se dirige;
20. Faz as pazes com o teu passado para não estragares o teu presente;
21. Ninguém comanda a tua felicidade a não seres tu;
22. Tem consciência que a vida é uma escola e que estás nela para aprender.
23. Sorri e ri mais;
24. Não necessitas de ganhar todas as discussões. Aceita a discordância;
Sociedade:
25. Contacta a tua família amiúde;
26. Dá algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoa e perdoa-te;
28. Passa tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tenta fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não valorizes tanto o que os outros pensam de ti;
31. O teu trabalho não tomará conta de ti quando estás doente. Os teus amigos o farão. Mantém contacto com eles.
A Vida:
32. Faz o que é correcto;
33. Desfaz-te do que não é útil, bonito ou alegre;
34. DEUS cura tudo;
35. Por muito boa ou má que a situação seja.... Ela mudará...
36. Não interessa como te sentes, levanta-te, arranja-te e aparece;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordas vivo de manhã, agradece a DEUS pela graça.
39. O teu interior é um tesouro, cuida-o e protege-o
40. Quando te desafiam à conversão é porque ainda não desistiram de ti.
(adaptado)
1. Bebe muita água
2. Come ao pequeno-almoço como um rei, ao almoço como um príncipe e ao jantar como um pedinte;
3. Come o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4. Vive com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5. Arranja tempo para rezar;
6. Joga mais jogos;
7. Lê mais livros do que leste em 2010;
8. Senta-te em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
9. Dorme 7 horas por dia;
10. Faz caminhadas de 10-30 minutos por dia, e sorri enquanto caminhas.
Personalidade:
11. Não compares a tua vida à dos outros. Não fazes ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenhas pensamentos negativos ou coisas sobre as quais não tens controle;
13. Não te excedas. Mantém-te nos teus limites;
14. Não te tornes demasiado sério;
15. Não desperdices a tua energia preciosa com banalidades;
16. Sonha mais acordado;
17. Inveja é uma perca de tempo. Já tens tudo que necessitas....
18. Esquece questões do passado. Não lembres o teu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a vossa felicidade presente;
19. A vida é curta de mais para odiar alguém. O ódio faz-te mais mal a ti do que aos que se dirige;
20. Faz as pazes com o teu passado para não estragares o teu presente;
21. Ninguém comanda a tua felicidade a não seres tu;
22. Tem consciência que a vida é uma escola e que estás nela para aprender.
23. Sorri e ri mais;
24. Não necessitas de ganhar todas as discussões. Aceita a discordância;
Sociedade:
25. Contacta a tua família amiúde;
26. Dá algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoa e perdoa-te;
28. Passa tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tenta fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não valorizes tanto o que os outros pensam de ti;
31. O teu trabalho não tomará conta de ti quando estás doente. Os teus amigos o farão. Mantém contacto com eles.
A Vida:
32. Faz o que é correcto;
33. Desfaz-te do que não é útil, bonito ou alegre;
34. DEUS cura tudo;
35. Por muito boa ou má que a situação seja.... Ela mudará...
36. Não interessa como te sentes, levanta-te, arranja-te e aparece;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordas vivo de manhã, agradece a DEUS pela graça.
39. O teu interior é um tesouro, cuida-o e protege-o
40. Quando te desafiam à conversão é porque ainda não desistiram de ti.
(adaptado)
Thursday, March 10, 2011
Arriscar é: solidão frutuosa
Carta do Padre Fábio de Mello
A graça de ser só.
Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias.
Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
A graça desça sobre cada um de vocês meus filhos!
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, AMÉN!
Padre Fábio de Melo
A graça de ser só.
Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias.
Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
A graça desça sobre cada um de vocês meus filhos!
Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, AMÉN!
Padre Fábio de Melo
Friday, February 25, 2011
Arriscar é: ser humano
Que desconforto quando a imagem que temos de nós mesmos
é abalada pelos sentimentos humanos mais elementares
e em relação aos quais nos achavamos bastantes acima
e até "imunes".
Entre eles estão a ilusão, a desilusão ou decepção.
... mas, será desconforto ou fantástico?
é abalada pelos sentimentos humanos mais elementares
e em relação aos quais nos achavamos bastantes acima
e até "imunes".
Entre eles estão a ilusão, a desilusão ou decepção.
... mas, será desconforto ou fantástico?
Wednesday, February 23, 2011
Arriscar é: estar do lado
Estar do lado de Jesus não pode ser só
na nossa vida religiosa e pessoal.
Na nossa relação com os outros também é importante
estar do lado de Jesus.
Por vezes estragamos isto por tão pouco.
Basta o nosso mau modo ao acolhermos os outros
que deitamos tudo por terra.
Muitos alegamos que somos assim e pronto...
Será que o estarmos na Igreja e nos sacramentos
tão perto ou do lado de Jesus não influencia nada a nossa natureza?
A graça de Deus em nós não tem nenhum poder?
Teremos que continuar a transparecer apenas a nossa animalidade?
na nossa vida religiosa e pessoal.
Na nossa relação com os outros também é importante
estar do lado de Jesus.
Por vezes estragamos isto por tão pouco.
Basta o nosso mau modo ao acolhermos os outros
que deitamos tudo por terra.
Muitos alegamos que somos assim e pronto...
Será que o estarmos na Igreja e nos sacramentos
tão perto ou do lado de Jesus não influencia nada a nossa natureza?
A graça de Deus em nós não tem nenhum poder?
Teremos que continuar a transparecer apenas a nossa animalidade?
Monday, February 14, 2011
Arriscar é: virtuosidade
“Caridade é a convicção de que ando cá a fazer algo que faz sentido.
A fé cristã é a convicção profunda de ser amado por Deus.
A esperança é a convicção de que o mundo faz sentido, que há futuro, não ter medo do compromisso”.
(P. Vasco Pinto Magalhães)
Friday, February 11, 2011
Arriscar é: adaptar
O ser humano tem uma capacidade notável
para se adaptar a quase todas situações, por adversas que sejam.
Essa capacidade é muito positiva pois é a sobrevivencia que muitas vezes está em causa.
O mau é quando passa a adaptar as situações
a si, manipulando até as próprias leis a seu jeito.
Se convem dá-se a volta ao texto e passa-se por cima de tudo
principalmente das pessoas e da sua dignidade.
Realmente algo bom pode ser deturpado se não se tem cuidado.
O que nos passa ao lado, é que mais tarde ou mais cedo acabamos escravos
dessas adaptações ou a pagar as facturas que daí derivam.
para se adaptar a quase todas situações, por adversas que sejam.
Essa capacidade é muito positiva pois é a sobrevivencia que muitas vezes está em causa.
O mau é quando passa a adaptar as situações
a si, manipulando até as próprias leis a seu jeito.
Se convem dá-se a volta ao texto e passa-se por cima de tudo
principalmente das pessoas e da sua dignidade.
Realmente algo bom pode ser deturpado se não se tem cuidado.
O que nos passa ao lado, é que mais tarde ou mais cedo acabamos escravos
dessas adaptações ou a pagar as facturas que daí derivam.
Friday, February 04, 2011
Arriscar é: ter calma
Há alturas no ano em que toda a natureza
está em remissão.
Nós, humanos, como seres vivos não somos excepção.
Devemos ter alguma calma. Reforçar as nossas defesas,
e não pessoalizar, achando que é só um problema nosso, essa falta
de forças, motivação, desanimo.
Logo surge a primavera e com ela a vida volta ao seu fulgor.
Agora é preciso ter calma.
está em remissão.
Nós, humanos, como seres vivos não somos excepção.
Devemos ter alguma calma. Reforçar as nossas defesas,
e não pessoalizar, achando que é só um problema nosso, essa falta
de forças, motivação, desanimo.
Logo surge a primavera e com ela a vida volta ao seu fulgor.
Agora é preciso ter calma.
Wednesday, January 26, 2011
Arriscar é: adquirir património
Se muitos já conquistaram muito património material
e outros encontram-se na impossibilidade de o fazer
será que não é tempo de nos lançarmos
na conquista de mais património intelectual e espiritual.
Este é um objectivo tão necessário...
e outros encontram-se na impossibilidade de o fazer
será que não é tempo de nos lançarmos
na conquista de mais património intelectual e espiritual.
Este é um objectivo tão necessário...
Monday, January 24, 2011
Arriscar é: evolução
Um dos desafios a cada geração familiar
é o de evoluir em relação à sua anterior.
E são várias as áreas em que isso pode acontecer.
Na dimensão da formação intelectual, no património material,
em todo o tipo de aspectos que constituiem uma família.
Quando assim não acontece a sociedade tende a regredir
porque as pessoas e as famílias são o seu essencial.
E podemos colocar a questão:
em que é que cada um de nós evoluiu?...
é o de evoluir em relação à sua anterior.
E são várias as áreas em que isso pode acontecer.
Na dimensão da formação intelectual, no património material,
em todo o tipo de aspectos que constituiem uma família.
Quando assim não acontece a sociedade tende a regredir
porque as pessoas e as famílias são o seu essencial.
E podemos colocar a questão:
em que é que cada um de nós evoluiu?...
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Arriscar é: provar o amor
Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!
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Andamos a tornar dividida toda a realidade a começar por nós mesmos. Para além dos extremos andamos a tomar demasiadamente a parte pelo tod...
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Uma das mais belas heranças de Jesus é que nos deixou um amor que cabe no coração de todos. Aliás usou a nossa humanidade para se referir a...