Muitas vezes ouvimos dizer
que eramos mais felizes quando não sabíamos.
Parece implicito que alguma ingenuidade
pode contribuir para a nossa felicidade.
E ai de quem não continua a ter alguma ilusão
e alguma capacidade de acreditar, sonhar, arriscar.
Chamem-me ingénuo enquanto eu peço a Deus
força para não desistir ou desanimar.
Tuesday, March 16, 2010
Tuesday, March 09, 2010
Arriscar é: olhar a cruz
Retiraram-se os crucifixos da nossa frente e o modelo de amor
passou a ser o que vemos à nossa volta.
O Amor tem como medida a Cruz de Jesus.
Medida por excelencia do amor a Deus,
aos amigos e mesmo aos inimigos.
Contudo, hoje o modelo são os colegas, os vips,
aqueles de quem ouvimos falar.
Assim, reduzimos o amor a uma caricatura
dele mesmo, baixando-o ao nosso mais baixo nível.
Passa a depender do que apetece, do se , do mas,
dos comodismos, e outros interesses egoístas e mediocres.
É a nós que estamos a fazer mal.
Fomos feitos para outras grandezas.
É isso que a Páscoa de Jesus nos lembra.
Somos capazes de muito mais e melhor.
Deus tomou a iniciativa quem quer continuar?
passou a ser o que vemos à nossa volta.
O Amor tem como medida a Cruz de Jesus.
Medida por excelencia do amor a Deus,
aos amigos e mesmo aos inimigos.
Contudo, hoje o modelo são os colegas, os vips,
aqueles de quem ouvimos falar.
Assim, reduzimos o amor a uma caricatura
dele mesmo, baixando-o ao nosso mais baixo nível.
Passa a depender do que apetece, do se , do mas,
dos comodismos, e outros interesses egoístas e mediocres.
É a nós que estamos a fazer mal.
Fomos feitos para outras grandezas.
É isso que a Páscoa de Jesus nos lembra.
Somos capazes de muito mais e melhor.
Deus tomou a iniciativa quem quer continuar?
Friday, March 05, 2010
Arriscar é: ser feliz
Queremos mais que os filhos sejam
médicos, advogados, padres, engenheiros,
do que sejam felizes...
Será?
médicos, advogados, padres, engenheiros,
do que sejam felizes...
Será?
Sunday, February 28, 2010
Arriscar é: saber medir
Hoje a avaliação está na ordem do dia.
Queremos fazer valer o que é quantificável.
Quantidades e mais quantidades.
Números. Índices. Desempenhos...
Mas quem quantifica o estar, o ser?
O toque, a atenção, o interesse, a cumplicidade,
o toque, a paz, a compreensão, a presença,
o amor e amizade...
Queremos fazer valer o que é quantificável.
Quantidades e mais quantidades.
Números. Índices. Desempenhos...
Mas quem quantifica o estar, o ser?
O toque, a atenção, o interesse, a cumplicidade,
o toque, a paz, a compreensão, a presença,
o amor e amizade...
Thursday, February 18, 2010
Arriscar é: ser livre
Hoje existem muitas formas de escravatura.
Uma das mais comuns é a do medo de sofrer.
Eu e muitos de nós fujimos do sofrimento
como se fosse possível viver sem ele.
Não estamos dispostos a suportar,
a aguentar, a ter paciencia...
Que saudades dos tempos em que a amizade
e os restantes compromissos eram, realmente,
para os bons e maus momentos.
E a liberdade não será isso?
Uma das mais comuns é a do medo de sofrer.
Eu e muitos de nós fujimos do sofrimento
como se fosse possível viver sem ele.
Não estamos dispostos a suportar,
a aguentar, a ter paciencia...
Que saudades dos tempos em que a amizade
e os restantes compromissos eram, realmente,
para os bons e maus momentos.
E a liberdade não será isso?
Monday, February 08, 2010
Arriscar é: compromisso
Em tempos de crise é comum ver crescer
alguns fenómenos religiosos.
As fragilidades e incertezas do sistema,
a descrença no conhecido,
levam as pessoas a buscar no desconhecido
algumas seguranças.
Contudo, não serve passar a responsabilidade
para o lado de lá.
Se do lado de lá precisamos de algo é que nos ilumine
a fim de vermos por onde devemos caminhar.
Nada sem Deus, é certo, mas também,
nada sem nós.
alguns fenómenos religiosos.
As fragilidades e incertezas do sistema,
a descrença no conhecido,
levam as pessoas a buscar no desconhecido
algumas seguranças.
Contudo, não serve passar a responsabilidade
para o lado de lá.
Se do lado de lá precisamos de algo é que nos ilumine
a fim de vermos por onde devemos caminhar.
Nada sem Deus, é certo, mas também,
nada sem nós.
Friday, January 22, 2010
Arriscar é: ser família
Será que quem tem uma família desestruturada
ou simplesmente não tem família
poderá sentir vontade de lutar pelas famílias
seus direitos e valores?
Enquanto não resolvermos a pobreza espiritual
nunca vamos conseguir fazer muito
pela pobreza material.
Trabalhemos pela primeira e a segunda
também diminuirá.
ou simplesmente não tem família
poderá sentir vontade de lutar pelas famílias
seus direitos e valores?
Enquanto não resolvermos a pobreza espiritual
nunca vamos conseguir fazer muito
pela pobreza material.
Trabalhemos pela primeira e a segunda
também diminuirá.
Arriscar é: criar laços
O que vai ser de nós?
Quando as gerações mais novas vivem numa
enorme dependência das mais velhas.
Será que vai haver suporte para elas no futuro.
Se nos queixamos do crescente individualismo que torna a vida
mais difícil em termos pessoais,
não podemos deixar de notar que o individualismo é algo
que também toca as famílias.
Existem famílias "individualistas".
É urgente criar laços, amizades, grupos que possam
ser apoio e suporte na adversidade,
não só para os individuos mas para as famílias.
Quando as gerações mais novas vivem numa
enorme dependência das mais velhas.
Será que vai haver suporte para elas no futuro.
Se nos queixamos do crescente individualismo que torna a vida
mais difícil em termos pessoais,
não podemos deixar de notar que o individualismo é algo
que também toca as famílias.
Existem famílias "individualistas".
É urgente criar laços, amizades, grupos que possam
ser apoio e suporte na adversidade,
não só para os individuos mas para as famílias.
Tuesday, January 05, 2010
Arriscar é: virar
A nossa época é de viragem.
Como podemos afirmar tal?
A crise de identidade do que somos e fazemos.
Pouco é como antes.
Ser pessoa, família, profissional, ter um curso...
A vida, a verdade , a justiça, os valores são ajustados à realidade
e não é a realidade a caminhar para os valores.
Por tudo só podemos estar a virar
para algo que, não parece interessante,
mas pode ser se assim o construirmos.
Eu não quero ficar só a ver, e tu?
Como podemos afirmar tal?
A crise de identidade do que somos e fazemos.
Pouco é como antes.
Ser pessoa, família, profissional, ter um curso...
A vida, a verdade , a justiça, os valores são ajustados à realidade
e não é a realidade a caminhar para os valores.
Por tudo só podemos estar a virar
para algo que, não parece interessante,
mas pode ser se assim o construirmos.
Eu não quero ficar só a ver, e tu?
Wednesday, December 30, 2009
Arriscar é: sagrado
Se Jesus assumiu a nossa condição humana
em tudo igual a nós excepto no pecado,
então é porque tudo é sagrado,
excepto o pecado.
O pecado é o que não é normal, natural,
humano, autêntico, verdadeiro, amoroso...
Estamos a perder o sentido do que é sagrado e com isso
perdemos o respeito pela Vida, pela família, pela natureza,
pelos valores que nos unem e aproximam.
Reconheçamos e assumamos o todo sagrado
que é o nosso viver e tudo o que o envolve.
em tudo igual a nós excepto no pecado,
então é porque tudo é sagrado,
excepto o pecado.
O pecado é o que não é normal, natural,
humano, autêntico, verdadeiro, amoroso...
Estamos a perder o sentido do que é sagrado e com isso
perdemos o respeito pela Vida, pela família, pela natureza,
pelos valores que nos unem e aproximam.
Reconheçamos e assumamos o todo sagrado
que é o nosso viver e tudo o que o envolve.
Monday, December 21, 2009
Arriscar é: presépio
Bênção dos Presépios
Senhor Nosso Deus,
abençoai o nosso Presépio,
sinal da Vossa presença
em nossa casa para que,
unidos em amor por Vós nesta terra,
assim nos conservemos até ao céu.
Amén.
Senhor Nosso Deus,
abençoai o nosso Presépio,
sinal da Vossa presença
em nossa casa para que,
unidos em amor por Vós nesta terra,
assim nos conservemos até ao céu.
Amén.
Arriscar é: família
Oração das Famílias em Advento e Natal
Nós Vos louvamos, Senhor, nosso Deus,
que no Vosso amor, quisestes que Jesus,
nascesse e fizesse parte duma família.
Neste Advento e Natal
humildemente Vos pedimos:
guardai e protegei a nossa
e todas as famílias.
Fortalecidas pela Vossa bênção,
tenham o pão de cada dia,
a saúde do corpo e da alma,
vivam unidas no amor,
e saibam ser simples, humildes
e agradecidas.
Por Jesus, Deus Menino.
Amen.
Nós Vos louvamos, Senhor, nosso Deus,
que no Vosso amor, quisestes que Jesus,
nascesse e fizesse parte duma família.
Neste Advento e Natal
humildemente Vos pedimos:
guardai e protegei a nossa
e todas as famílias.
Fortalecidas pela Vossa bênção,
tenham o pão de cada dia,
a saúde do corpo e da alma,
vivam unidas no amor,
e saibam ser simples, humildes
e agradecidas.
Por Jesus, Deus Menino.
Amen.
Saturday, December 12, 2009
Arriscar é: acertar
Às vezes somos como os relógios,
ou atrasamos ou adiantamos.
Não é bom para nós e para os outros,
podemos dar-lhes más informações.
Então é preciso parar de vez em quando
para nos acertarmos.
Atrasados por falta de energia
escapar-nos-à muita coisa.
Adiantados por excesso de energia
tambem caímos no desperdicio.
Cada coisa e cada vida a seu tempo.
O Advento é tempo para acertar.
ou atrasamos ou adiantamos.
Não é bom para nós e para os outros,
podemos dar-lhes más informações.
Então é preciso parar de vez em quando
para nos acertarmos.
Atrasados por falta de energia
escapar-nos-à muita coisa.
Adiantados por excesso de energia
tambem caímos no desperdicio.
Cada coisa e cada vida a seu tempo.
O Advento é tempo para acertar.
Friday, December 04, 2009
arriscar é: detectar vulnerabilidades
Por vezes andamos atrás das pessoas
a impingir-lhes aquilo que achamos ser melhor para elas.
Uma boa abordagem e rentabilização das nossas energias
passa pelo dialogo e um estudo da situação que nos permita
perceber quais os deficits ou as vulnerabilidades.
As nossas vulnerabilidades podem ser momentâneas ou crónicas.
Tentar erradicá-las ou minimiza-las é o que se segue.
Uma boa conversa ajuda a arrumar o problema e
por vezes resolve logo 50% dele.
E se esse trabalho é for difícil viremo-nos
para os potenciais das pessoas e famílias
e não para as vulnerabilidades.
Vai valer a pena!
a impingir-lhes aquilo que achamos ser melhor para elas.
Uma boa abordagem e rentabilização das nossas energias
passa pelo dialogo e um estudo da situação que nos permita
perceber quais os deficits ou as vulnerabilidades.
As nossas vulnerabilidades podem ser momentâneas ou crónicas.
Tentar erradicá-las ou minimiza-las é o que se segue.
Uma boa conversa ajuda a arrumar o problema e
por vezes resolve logo 50% dele.
E se esse trabalho é for difícil viremo-nos
para os potenciais das pessoas e famílias
e não para as vulnerabilidades.
Vai valer a pena!
Wednesday, December 02, 2009
Arriscar é: partilhar
Pouco importa multiplicar
se depois não se partilhar.
Esse foi o grande milagre de Jesus.
É das coisas mais importantes que se podem fazer.
Compromete-nos com os outros
e em parte deixa os outros comprometidos.
Quando partilhamos uma coisa boa
com os outros, eles sentem muitas vezes vontade de retribuir.
É mais fácil os outros partilharem se virem que tomamos
a iniciativa.
Muitas vezes jogamos à defesa mas, com essa atitude,
rendemo-nos melhor ao espirito da partilha.
se depois não se partilhar.
Esse foi o grande milagre de Jesus.
É das coisas mais importantes que se podem fazer.
Compromete-nos com os outros
e em parte deixa os outros comprometidos.
Quando partilhamos uma coisa boa
com os outros, eles sentem muitas vezes vontade de retribuir.
É mais fácil os outros partilharem se virem que tomamos
a iniciativa.
Muitas vezes jogamos à defesa mas, com essa atitude,
rendemo-nos melhor ao espirito da partilha.
Friday, November 27, 2009
Arriscar é: reconciliação
Uma das coisas que mais me edifica
é ver duas ou mais pessoas numa boa conversa.
Quando é num casal acho ainda mais fantástico.
Precisamos tanto de conversar.
Uma boa conversa reconcilia-nos
com os outros e connosco.
Até existe um sacramento
que é uma conversa que nos reconcilia com Deus.
é ver duas ou mais pessoas numa boa conversa.
Quando é num casal acho ainda mais fantástico.
Precisamos tanto de conversar.
Uma boa conversa reconcilia-nos
com os outros e connosco.
Até existe um sacramento
que é uma conversa que nos reconcilia com Deus.
Monday, November 23, 2009
Arriscar é: mandar
"Ninguém manda em mim!"
É bem comum escutar esta frase.
Desde pequeno a tentação de a citar é grande.
E quem dera que fosse cada um de nós a mandar
um pouco mais.
Mas não é de todo verdade.
Somos cada vez mais conduzidos por orientações exteriores.
Mandam em nós directrizes fora de nós,
da nossa casa, da nossa instituição, do nosso país...
Esta parametrização contribui para o nosso bem?
Uns chamam-lhe globalização, normas...
Eu nem sei o que lhe chame...
Friday, November 20, 2009
Arriscar é: dar-se conta
Muitos são ricos e não se dão conta disso,
por isso são infelizes.
Que é preciso?
Que falta?
Até quando?
Porquê?
É que esta é das piores figuras que podemos fazer...
por isso são infelizes.
Que é preciso?
Que falta?
Até quando?
Porquê?
É que esta é das piores figuras que podemos fazer...
Tuesday, November 17, 2009
Arriscar é: 40+1
40 + 1 ao meu pai Carlos Augusto…
Deus já me deu a possibilidade de viver várias etapas da vida. Aproveitando a nova década agradeço-a como um recomeço. 40+1.
No Ano Sacerdotal, louvo a Jesus pelo dom do chamamento ao serviço como Padre na Igreja e agradeço-Lhe a beleza da música e da poesia, linguagens que tanto me aproximam Dele.
A paixão pela música teve a mediação do meu Pai Carlos Augusto que desde cedo me passou muitos dos seus gostos, que depressa também se tornaram meus. Da clássica, à popular passando pela ligeira se compunha a pequena discoteca lá de casa.
Pela música Deus foi chegando a mim e passando de mim aos outros.
Os outros, que sois vós, foram nas diferentes fases da vida ficando mais gravados na memória com as canções que foram marcando cada vivência.
Espero que aceitem esta pequena partilha como um pouco de mim que se reparte, em gratidão, convosco e com o meu Pai Carlos Augusto.
Com o Pachebel de Mozart convido-vos a agradecer a vida e os que Deus nos deu.
2. Alcobaça – Maria de Lurdes Resende Tudo começa na raiz. Um local onde nos vamos definindo e buscando suporte para a construção da nossa identidade. A minha terra Alcobaça, o meu bairro e um sentimento dos que mais valorizo: SAUDADE.
3. Amar como Jesus amou* – P. Zezinho O meu primeiro disco, ainda mesmo sem gira discos. Dos discos aos livros, este é um cantor com um estilo e mensagem que muito marcaram o que sou como Padre.
4. Musica* – José Cid Lembro-me de ir no VW “carocha” a cantar encostado aos bancos da frente esperando algum reconhecimento dos meus pais. Esta canção deu-me vários “primeiros prémios” em festivais da canção na minha rua entre a malta. O grande José Cid marcou a minha infância e o meu gosto inicial pela música. Não nasci só para a música, mas se repararem encontram-na a sair de mim pelo bater ritmado e constante dos dedos em algo…
5. Unforgetable – Nat King Cole Um caso estranho de sucesso numa América racista. Este negro foi dos tais que o meu pai me ensinou a apreciar. Intemporal. De ontem, hoje e para sempre. Pela arte e pela causa. “Inesquecível”.
6. Sailing* – Rod Stewart No último Rock in Rio pude vibrar com este tema e muitos outros. Há empatias estranhas. Das canções de Rod gosto de quase tudo. Muitas noites, de auscultadores nos ouvidos, “naveguei” com ele pelo Oceano Pacifico na RFM.
7. Detalhes* – Roberto Carlos Uma das paixões musicais que eu herdei do meu pai. O Roberto Carlos foi com ele para a guerra e voltou. Além desta ser uma das minhas canções favoritas, junto a isto o facto de ter assistido com o meu pai a um concerto memorável no Pavilhão Atlântico. Para a eternidade.
8. Carless wisper – George Michael Esta é uma canção que marca a passagem para a adolescência. As paixões platónicas. A discoteca de garagem do Pedro e do Tino. Os “slows”. As amizades. A idade dos riscos, e dos corações com setinhas…alguns desenhados nos tampos das carteiras da escola.
9. Stuck on you – Lionel Ritchie Para fechar esta etapa o cantor que ajudava o pensamento a voar. Ainda hoje gosto muito. Alimenta o romantismo que nasceu por essas alturas. Ainda um dia o hei-de ver ao vivo.
10. Pedra Filosofal – Manuel Freire Por estranho que pareça, quis marcar a fase do seminário e um pouco antes com este tema. Também passei pela fase dos “impulsos revolucionários”. Afinal já cá estava no 25 de Abril. A vontade de mudar o mundo alimentou algumas decisões. Fiz algumas incursões em áreas diversas como o associativismo estudantil. Marca o tempo em que aprendi a tocar guitarra, já no seminário, e as músicas populares portuguesas que por aí aprendi.
11. Estrela do Mar* – Jorge Palma Se o meu pai marcou o meu gosto musical, o meu irmão foi um grande companheiro nesta estrada. Muitos músicos partilhou e partilha comigo. O Palma foi um deles. Muitas canções já cantámos juntos. Em S. Martinho do Porto, onde as férias nos proporcionaram grandes momentos de convívio musical com o grupo Eliezer.
12. Who wants to live forever – Queen Do meu tempo na Lourinhã e dos tempos em que saídos do seminário pensamos que a salvação do mundo passa apenas por nós, guardo este tema. Foram os primeiros Retiros de Jovens. Tudo com muita criatividade e energia. Não posso deixar de referir que o Freddy Mercury é, para mim, um dos melhores intérpretes de sempre, precisamente pela energia que passa.
13. Tudo o que eu te dou* – Pedro Abrunhosa Eis-me chegado à zona das Caldas da Rainha. Este era um tema que me ajudava a serenar diante do mar ou da Lagoa na Foz do Arelho. Dentro da Renault Trafic, passava este tema vezes sem conta numa cassete, onde só ele estava gravado, de um lado e do outro.
14. Pela vida companheiros – Pedro Barroso O mar sempre me esteve próximo. Da Nazaré, de S. Martinho, da Areia Branca, da Foz do Arelho. Um dia até criei um “Farol” para mim e alguns companheiros. O meu Farol dava para um mar de afectos e um oceano de emoções. Foi na Rádio Caldas ao domingo à noite. Este era um dos temas obrigatórios por toda a ambiência. Ainda hoje a Rádio é tão importante que digo que é o meu “desporto” favorito. Já lá fui tão feliz que um dia volto.
15. Sozinho – Caetano Veloso Muitas das canções que escolhi é porque gosto de as ouvir. Esta é também porque gosto de a cantar. Desde o tempo das Caldas que faz parte do meu reportório preferido, no karaoke ou quando tenho alguém que me acompanhe à viola.
16. Lume* – Mafalda Veiga Aprendi a apreciar muitas canções como uma obra-prima de arte. Algumas, pela junção e riqueza da letra e melodia são para mim monumentos. Esta é um dos expoentes máximos do que acabei de referir. Tive a felicidade de privar mais de perto com a Mafalda Veiga quer em Concertos quer em momentos mais informais. Quase todos mágicos.
17. Chuva* – Mariza Hoje uma das minhas fontes de inspiração e admiração é a Mariza. Este tema entre outros, que ouço repetidamente fazem-me estremecer. O seu desempenho é arte, é carisma, é dom. Grandes e fabulosos concertos. Dos melhores que vi até hoje.
18. Somethimes you can make it *– U2 Esta música marca o meu tempo no Hospital D. Estefânia. Primeiro pela homenagem à Inês Botelho que fizemos na Capela e onde esta música passou. Depois pelo concerto dos U2 em Alvalade onde o Bono, depois de ter cantado esta canção dedicou uma outra aos profissionais do H. D. Estefânia. Até às lágrimas…
19. Your song – Moulin Rouge São dois os pontos a focar nesta canção. Um deslumbrante concerto a que assisti dado pelo seu autor, Elton John, no Canadá. E um dos meus filmes favoritos, Moulin Rouge, do qual faz parte da banda sonora. Já vi vezes sem conta e vou continuar…
20. Lágrima – Amália Estes foram os tempos que vivi até aqui. Começo uma nova contagem, +1. A Amália, que gostava de ter conhecido pessoalmente e que este ano tanto se celebra tem, neste poema seu, um texto que me ajuda a lembrar a eternidade para onde caminho. E recordo os meus que já partiram, entre eles a minha avó Maria “da Constança” e o meu tio Alberto, “fadistas”. Tantos outros e tão queridos…
21. Fácil de entender* – The Gifth Comecei esta selecção com um tema da minha terra e termino com um grupo da minha terra e um dos temas que mais gosto de lhes ouvir. Espero que lhes seja fácil de entender esta pequena partilha cheia de carinho.
A música ajuda-me a saborear dois gostos da vida, SAUDADE e GRATIDÃO.
Será que é da idade?!…
Nota - *Assisti ao vivo.
Deus já me deu a possibilidade de viver várias etapas da vida. Aproveitando a nova década agradeço-a como um recomeço. 40+1.
No Ano Sacerdotal, louvo a Jesus pelo dom do chamamento ao serviço como Padre na Igreja e agradeço-Lhe a beleza da música e da poesia, linguagens que tanto me aproximam Dele.
A paixão pela música teve a mediação do meu Pai Carlos Augusto que desde cedo me passou muitos dos seus gostos, que depressa também se tornaram meus. Da clássica, à popular passando pela ligeira se compunha a pequena discoteca lá de casa.
Pela música Deus foi chegando a mim e passando de mim aos outros.
Os outros, que sois vós, foram nas diferentes fases da vida ficando mais gravados na memória com as canções que foram marcando cada vivência.
Espero que aceitem esta pequena partilha como um pouco de mim que se reparte, em gratidão, convosco e com o meu Pai Carlos Augusto.
Com o Pachebel de Mozart convido-vos a agradecer a vida e os que Deus nos deu.
2. Alcobaça – Maria de Lurdes Resende Tudo começa na raiz. Um local onde nos vamos definindo e buscando suporte para a construção da nossa identidade. A minha terra Alcobaça, o meu bairro e um sentimento dos que mais valorizo: SAUDADE.
3. Amar como Jesus amou* – P. Zezinho O meu primeiro disco, ainda mesmo sem gira discos. Dos discos aos livros, este é um cantor com um estilo e mensagem que muito marcaram o que sou como Padre.
4. Musica* – José Cid Lembro-me de ir no VW “carocha” a cantar encostado aos bancos da frente esperando algum reconhecimento dos meus pais. Esta canção deu-me vários “primeiros prémios” em festivais da canção na minha rua entre a malta. O grande José Cid marcou a minha infância e o meu gosto inicial pela música. Não nasci só para a música, mas se repararem encontram-na a sair de mim pelo bater ritmado e constante dos dedos em algo…
5. Unforgetable – Nat King Cole Um caso estranho de sucesso numa América racista. Este negro foi dos tais que o meu pai me ensinou a apreciar. Intemporal. De ontem, hoje e para sempre. Pela arte e pela causa. “Inesquecível”.
6. Sailing* – Rod Stewart No último Rock in Rio pude vibrar com este tema e muitos outros. Há empatias estranhas. Das canções de Rod gosto de quase tudo. Muitas noites, de auscultadores nos ouvidos, “naveguei” com ele pelo Oceano Pacifico na RFM.
7. Detalhes* – Roberto Carlos Uma das paixões musicais que eu herdei do meu pai. O Roberto Carlos foi com ele para a guerra e voltou. Além desta ser uma das minhas canções favoritas, junto a isto o facto de ter assistido com o meu pai a um concerto memorável no Pavilhão Atlântico. Para a eternidade.
8. Carless wisper – George Michael Esta é uma canção que marca a passagem para a adolescência. As paixões platónicas. A discoteca de garagem do Pedro e do Tino. Os “slows”. As amizades. A idade dos riscos, e dos corações com setinhas…alguns desenhados nos tampos das carteiras da escola.
9. Stuck on you – Lionel Ritchie Para fechar esta etapa o cantor que ajudava o pensamento a voar. Ainda hoje gosto muito. Alimenta o romantismo que nasceu por essas alturas. Ainda um dia o hei-de ver ao vivo.
10. Pedra Filosofal – Manuel Freire Por estranho que pareça, quis marcar a fase do seminário e um pouco antes com este tema. Também passei pela fase dos “impulsos revolucionários”. Afinal já cá estava no 25 de Abril. A vontade de mudar o mundo alimentou algumas decisões. Fiz algumas incursões em áreas diversas como o associativismo estudantil. Marca o tempo em que aprendi a tocar guitarra, já no seminário, e as músicas populares portuguesas que por aí aprendi.
11. Estrela do Mar* – Jorge Palma Se o meu pai marcou o meu gosto musical, o meu irmão foi um grande companheiro nesta estrada. Muitos músicos partilhou e partilha comigo. O Palma foi um deles. Muitas canções já cantámos juntos. Em S. Martinho do Porto, onde as férias nos proporcionaram grandes momentos de convívio musical com o grupo Eliezer.
12. Who wants to live forever – Queen Do meu tempo na Lourinhã e dos tempos em que saídos do seminário pensamos que a salvação do mundo passa apenas por nós, guardo este tema. Foram os primeiros Retiros de Jovens. Tudo com muita criatividade e energia. Não posso deixar de referir que o Freddy Mercury é, para mim, um dos melhores intérpretes de sempre, precisamente pela energia que passa.
13. Tudo o que eu te dou* – Pedro Abrunhosa Eis-me chegado à zona das Caldas da Rainha. Este era um tema que me ajudava a serenar diante do mar ou da Lagoa na Foz do Arelho. Dentro da Renault Trafic, passava este tema vezes sem conta numa cassete, onde só ele estava gravado, de um lado e do outro.
14. Pela vida companheiros – Pedro Barroso O mar sempre me esteve próximo. Da Nazaré, de S. Martinho, da Areia Branca, da Foz do Arelho. Um dia até criei um “Farol” para mim e alguns companheiros. O meu Farol dava para um mar de afectos e um oceano de emoções. Foi na Rádio Caldas ao domingo à noite. Este era um dos temas obrigatórios por toda a ambiência. Ainda hoje a Rádio é tão importante que digo que é o meu “desporto” favorito. Já lá fui tão feliz que um dia volto.
15. Sozinho – Caetano Veloso Muitas das canções que escolhi é porque gosto de as ouvir. Esta é também porque gosto de a cantar. Desde o tempo das Caldas que faz parte do meu reportório preferido, no karaoke ou quando tenho alguém que me acompanhe à viola.
16. Lume* – Mafalda Veiga Aprendi a apreciar muitas canções como uma obra-prima de arte. Algumas, pela junção e riqueza da letra e melodia são para mim monumentos. Esta é um dos expoentes máximos do que acabei de referir. Tive a felicidade de privar mais de perto com a Mafalda Veiga quer em Concertos quer em momentos mais informais. Quase todos mágicos.
17. Chuva* – Mariza Hoje uma das minhas fontes de inspiração e admiração é a Mariza. Este tema entre outros, que ouço repetidamente fazem-me estremecer. O seu desempenho é arte, é carisma, é dom. Grandes e fabulosos concertos. Dos melhores que vi até hoje.
18. Somethimes you can make it *– U2 Esta música marca o meu tempo no Hospital D. Estefânia. Primeiro pela homenagem à Inês Botelho que fizemos na Capela e onde esta música passou. Depois pelo concerto dos U2 em Alvalade onde o Bono, depois de ter cantado esta canção dedicou uma outra aos profissionais do H. D. Estefânia. Até às lágrimas…
19. Your song – Moulin Rouge São dois os pontos a focar nesta canção. Um deslumbrante concerto a que assisti dado pelo seu autor, Elton John, no Canadá. E um dos meus filmes favoritos, Moulin Rouge, do qual faz parte da banda sonora. Já vi vezes sem conta e vou continuar…
20. Lágrima – Amália Estes foram os tempos que vivi até aqui. Começo uma nova contagem, +1. A Amália, que gostava de ter conhecido pessoalmente e que este ano tanto se celebra tem, neste poema seu, um texto que me ajuda a lembrar a eternidade para onde caminho. E recordo os meus que já partiram, entre eles a minha avó Maria “da Constança” e o meu tio Alberto, “fadistas”. Tantos outros e tão queridos…
21. Fácil de entender* – The Gifth Comecei esta selecção com um tema da minha terra e termino com um grupo da minha terra e um dos temas que mais gosto de lhes ouvir. Espero que lhes seja fácil de entender esta pequena partilha cheia de carinho.
A música ajuda-me a saborear dois gostos da vida, SAUDADE e GRATIDÃO.
Será que é da idade?!…
Nota - *Assisti ao vivo.
Thursday, November 12, 2009
Arriscar é: ano sacerdotal IV
"Na Sabedoria há um espírito inteligente,
santo, único, multiforme, subtil, veloz, perspicaz, sem mancha;
um espírito lúcido,inalterável, amigo do bem;
penetrante, irreprimível, benfazejo, amigo dos homens;
firme, seguro, sereno;
ele tudo pode, tudo abrange e penetra todos os espíritos,
os mais inteligentes, mais puros e mais subtis.
A Sabedoria é mais ágil do que todo o movimento, atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza.
Ela é um sopro do poder de Deus, emanação pura da glória do Omnipotente;
por isso nenhuma impureza a pode atingir.
Ela é o esplendor da luz eterna, espelho puríssimo da actividade de Deus, imagem da Sua bondade.
Sendo única, ela tudo pode e , imutável em si mesma, tudo renova.
Ela comunica-se de geração em geração pelas almas santas e forma os amigos de Deus e os profetas, pois Deus só ama quem habita com a Sabedoria.
Ela é mais formosa do que o sol e supera todas as constelações.
Comparada com a luz, aparece mais excelente, porque à luz sucede a noite,
mas a maldade nada pode contra a Sabedoria.
Estende o seu vigor de um extremo ao outro da terra e tudo governa com harmonia".
(Do livro da Sabedoria)
santo, único, multiforme, subtil, veloz, perspicaz, sem mancha;
um espírito lúcido,inalterável, amigo do bem;
penetrante, irreprimível, benfazejo, amigo dos homens;
firme, seguro, sereno;
ele tudo pode, tudo abrange e penetra todos os espíritos,
os mais inteligentes, mais puros e mais subtis.
A Sabedoria é mais ágil do que todo o movimento, atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza.
Ela é um sopro do poder de Deus, emanação pura da glória do Omnipotente;
por isso nenhuma impureza a pode atingir.
Ela é o esplendor da luz eterna, espelho puríssimo da actividade de Deus, imagem da Sua bondade.
Sendo única, ela tudo pode e , imutável em si mesma, tudo renova.
Ela comunica-se de geração em geração pelas almas santas e forma os amigos de Deus e os profetas, pois Deus só ama quem habita com a Sabedoria.
Ela é mais formosa do que o sol e supera todas as constelações.
Comparada com a luz, aparece mais excelente, porque à luz sucede a noite,
mas a maldade nada pode contra a Sabedoria.
Estende o seu vigor de um extremo ao outro da terra e tudo governa com harmonia".
(Do livro da Sabedoria)
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