Friday, December 31, 2010

Arriscar é: seguir

Maria, mãe de Jesus e nossa mãe.
Nunca nos desamparas!
Neste tempo pedimos-te que nos mostres o caminho.
O teu e o de Jesus.
A fazer memória dos pormenores
que guardámos no coração e a fazer do simples,
do pequeno e do invisivel
alimento para a nossa alegria e esperança.
Ajuda-nos a lembrar sempre as superações que já
houveram na nossa vida.
Que a Paz de coração seja um tesouro
que defendamos a todo o custo
dos medos, dúvidas, ofensas...
Porque o amor tudo vence
até a morte.

Friday, December 24, 2010

Arriscar é: atitude

Cada figura do Presépio é uma interpelação.
Atitudes a admirar e seguir.
Maria na atenção aos pormenores.
José na mudança interior.
Jesus no Amor concreto.
Adoremos...

Monday, December 13, 2010

Arriscar é: despejar o saco

Uma das maneiras de ajudar mais
fáceis e baratas é ajudar os outros a
despejar o saco.
Quem o encha há muito.
Quem o ajude a despejar é que há pouco.
E anda tanta gente de saco cheio!
Dos pequenos aos grandes...
É necessário muito pouco.
Começa por se criar condições para a comunicação.
Por exemplo um lugar calmo sem TV, telemóvel,
e duas cadeiras...
Depois é deixar fluir a conversa sem interrupções
para conselhos ou desvalorizações do que se está
a despejar.
No fim dar um toque na conversa só se for pedido.
Pode-se selar com um abraço ou um simples sorriso.

Penso abrir candidaturas para despejadores de sacos.
Quem quer?
pcarlosazevedo@gmail.com

Saturday, December 11, 2010

Arriscar é: arrependimento

O arrependimento abre caminhos novos.
Já João Baptista apelava a tal para que se abri-se
um caminho para Jesus chegar até nós.

Este é um dos primeiros passos para um novo caminho.
E quando o novo significa melhor
não há outra maneira senão começar.

Thursday, December 09, 2010

Arriscar é: partilhar

Uma alegria não partilhada fica pequena.
Um sofrimento não partilhado fica enorme.

... e o natal é tempo de partilha...

Friday, December 03, 2010

Arriscar é: consertar as redes

Uma das competencias daqueles que Jesus chama
deve ser a de saber consertar redes.
Assim eram dois dos primeiros: Tiago e João.
Neste tempo é preciosa esta capacidade.
Serve para o próprio cuidar das suas
e para dar uma mãozinha aos que necessitam
de ver as suas redes familiares e de amigos bem unidas.

Monday, November 15, 2010

Arriscar é: 40+2

à minha Avó Maria, com 98 anos, que gosta de tudo "apaladado" e nunca tem fastio...
Um dia percebi que dos cinco sentidos, o do paladar é dos que permanecem até mais tarde. Saborear a comida é, muitas vezes, o que resta. Devemos por isso pensar duas vezes quando queremos privar os mais idosos desses pequenos gostos que ainda mantêm.
Das memórias mais antigas da minha vida, ligada aos gostos e à comida, há um episódio dos tempos do 25 de Abril de 1974. Na minha casa, em Alcobaça, estava a minha Avó de Torres Vedras e lá perto havia um comício do partido comunista que gerou muita agitação na rua com tiros e muita confrontação. O jantar era arroz de tomate com peixe frito. Recordo a minha Avó, depois de comer a sua refeição a comer o meu jantar para que os meus pais não me ralhassem já que a fome era pouca e o menu não ajudava em nada. Como é a vida! Há dias comi um arroz de tomate com filetes de peixe num restaurante no Bairro Alto que estava divinal. Não deixei de lembrar aquela remota noite do Abril revolto.
Uma das constatações mais interessantes é que a vida vai evoluindo entre gostos e sabores que, com a idade, se aprofundam. O saborear tudo mais extensamente é uma conquista da idade. Com o tempo aprendi também a dizer “ainda não” quando me refiro aos gostos que ainda não aprecio. Este ano, por exemplo, comentei que ainda não aprendi a gostar de pimentos. Lá virá o dia!
Na passagem de mais um aniversário resolvi partilhar com os meus amigos alguns dos meus paladares favoritos e muitos dos sabores que foram acompanhando a minha vida.
Não será para me dar a conhecer mas, algo que pode ser exemplar. Acredito que cada um ao ler este texto poderá ter vontade de recordar o seu próprio percurso. Este meu recordar traz-me vida, fortalece-me o presente e torna-me mais atento ao futuro.
Por este exercício de memória passam dias, locais, cores, cheiros e principalmente pessoas. Algumas ficarão de fora sem intenção de as excluir mas, aceitem o todo como um bocadinho de gratidão pelo pão de cada dia que Deus me fez chegar por tantos que cruzaram e cruzam o meu caminho. É muito bom lembrarmos e estarmos agradecidos a Deus e às pessoas! Aliás tudo na nossa vida tem mais gosto se for partilhado daí que ligue muitos destes alimentos a pessoas, a momentos e a ambientes. Desde os tempos de infância em casa dos Pais em Alcobaça recordo:
Em criança, as gemadas eram um alimento controverso. Devia comê-las pois era muito magro e elas davam força, mas além de doces eram por vezes enjoativas…
O Super Máxi do Avô Carlos Ginja é uma das histórias mais queridas e caricatas da minha vida. Pois é, à quinta-feira o meu Avô vinha à Vila de Alcobaça. Chegava com a cara muito transpirada pois subia a ladeira do meu bairro todo engravatado quer fizesse frio ou calor. Trazia no bolso de um lado do casaco o jornal Primeiro de Janeiro e do outro um gelado Super Máxi que chegava a mim cheio de boa intenção mas quase todo derretido. Pode-se dizer que era o “super máximo”, o Avô, claro!
As misturadas da avó Maria é um daqueles manjares que não apreciamos na altura e agora quem nos dera. Um destes dias recordei um sabor idêntico na feira Medieval de Aljubarrota. Teve graça. A canja de galinha com miúdos era o culminar de várias peripécias. Apanhar a galinha, matá-la, sangrá-la, escaldá-la, depená-la, cozinhá-la e comê-la. A Cachola era muito parecida em todo o ritual. Eram as entranhas do porco cozinhadas no dia da matança, em tacho de barro donde todos comiam com um garfo. Ainda hoje gosto de comer do mesmo tacho, o que vem desse tempo. Dá-me um sentido familiar e comunitário que faz muito sentido para mim. Não podia faltar o arroz doce que ninguém faz como a Avó Maria. Recordarei sempre com muito carinho a sua confecção, nestes últimos tempos, já com o meu irmão Nuno como “ajudante técnico”.
Bolos de ferradura e Pasteis de feijão eram iguarias da Avó de Torres que lhe davam tanta alegria dar como a nós receber.
O Palmier da Pastelaria Saraiva ou de outro sítio qualquer era o meu bolo de pastelaria favorito. Daquelas coisas que se comiam devagar.
Bolachas de água e sal do Zé da Loja, compradas a peso, lembram um gosto muito especial entre os vários que herdei do meu Pai.
Chupa-chupa do Petroleiro que vinha ao nosso bairro todos os sábados à tarde. A carrinha das mercearias onde havia um pouco de tudo tinha um cheiro muito característico.
Bolachas Maria com manteiga eram um dos lanches mais requintados da infância. Aproveitávamos para molhar as bolachas no leite ou no chá.
 Laranjada e gasosa da Rical faziam as delícias das refeições quando era criança. Um pequeno luxo ao domingo quando este dia se distinguia, até no menu, dos outros dias.
Puré de batata, cozido à Portuguesa e coelho guisado estão entre os vários pratos que ninguém faz como a minha mãe. É assim com todos nós! Verdade?
Molotov e rissóis da tia Maximina que era irmã do avô Carlos e eram confeccionados em nossa casa paterna quando tínhamos visitas importantes. Que saudades.
Caracóis apanhados e cozinhados pelo meu Pai são um pitéu de época fantástico. E no dia a seguir ainda sabem melhor. Faço-me entender?
Os suspiros de Alfeizerão quando era criança na “volta dos 45” entre Alcobaça, Nazaré e S. Martinho com os meus pais e irmão no carocha foram tão bons para o paladar como maus para os dentes… Mais tarde o Pão de ló de Alfeizerão esteve presente em momentos de aniversário de profunda emoção.
Batatas com bacalhau e colorau, e o Strudele de maçã e canela são o que me lembro do tempo do Seminário. O resto resume-se a empadão…
Os Lanches que começaram com a tia Ana Bessa na Foz do Arelho e continuam na Estefânia com a tia Lurdes foram e são iniciativas das minhas freguesas que me serviram de lanche e jantar muitas vezes. Agradeço muito a elas e todas as outras que me tratam com tanta estima.
Favas, castanhas e açorda são três das coisas que mais gosto. Coisinhas leves! Um dia um o Zé e a Ju do Coto juntaram-nos para mim num prato ao jantar em sua casa. Uma loucura mas irrepetível.
Gelados de máquina do Gato Preto nas Caldas da Rainha, com companhia, em começo de verão é um ritual quase divino.
Cavacas e beijinhos das Caldas da Rainha são momentos e sabores de grande nostalgia. Todos os anos costumo pregar um Retiro em Fátima às viúvas das Caldas da Rainha. Elas ficam consoladas com as minhas pregações e eu com os beijinhos que elas me trazem!
Tablete de chocolate Ovomaltine é das tabletes o “top”. Pena que tenha desaparecido dos nossos supermercados.
Cerveja com groselha acompanhava as minhas refeições no tempo das Caldas da Rainha. Era motivo de protesto quando almoçava ou jantava fora, o facto de o restaurante não ter groselha.
Refresco de Rose da Sra. Viscondessa é hoje mais do que uma curiosidade ao sabor, é um dos condimentos de um momento mágico em que se confirma a refeição como um bom pretexto para encontros e conversas muito boas.
Sopa de cação é uma das minhas fixações quando viajo pelo Alentejo. Curioso! Há comidas que continuam a fazer sentido na sua região e na sua época.
Suco de goiaba e suco de cana-de-açúcar do Brasil recordam-me as viagens que fiz e ainda quero repetir àquelas paragens que são uma tentação de sabores.
Dióspiros e pêra abacate aparecem juntos para lembrar que foram duas frutas que aprendi tardiamente a gostar e que tenho ensinado muitos a apreciar.
Petit Gateaux com gelado, é uma das últimas descobertas e um bom pretexto para partilhar gostosos momentos de prazer com os amigos. 
O Menu Big Mac da Mcdonalds não poderia estar ausente. Muitas vezes tem sido o que mata a minha fome em dias de correria entre casamentos e baptizados.
Café com canela é uma das formas mais sublimes de encerrar uma refeição e uma boa conversa.
Muito mais haveria e espero que haja para partilhar no futuro. Para já me dou por satisfeito. Uma vez mais concluo que o essencial é simples.
Convosco e vosso,
P. Carlos Azevedo
P.S. Peço desculpa por muitas coisas vos passarem ao lado pois pertencem a um contexto. Contudo, fico disponível e agradecido se alguém quiser algum esclarecimento ou quiser partilhar algo deste texto comigo, ou até a sua própria lista de gostos. (pcarlosazevedo@gmail.com)

Monday, November 08, 2010

Arriscar é: não voltar a morrer

O céu e a ressurreição definitiva
é não voltar a morrer.
Vale a pena começar a imaginar como será
uma vida sem a morte sempre a cercar-nos
e a perseguir-nos...

Saturday, October 30, 2010

Arriscar é: fazer justiça

Certamente que fazer justiça não é só
algo que tenha a ver com tribunais.
Um homem chamado Zaqueu que se encontra
com Jesus em Jericó
diz que vai recompensar quatro vezes mais
a quem defraudou.
Que desafio tão grande para todos.
Recompensar aqueles que defraudamos
privando-os do nosso melhor,
do nosso tempo,
do nosso amor,
da nossa confiança,
da nossa alegria e simpatia...

a começar por Deus...

Arriscar é: dar e receber

Em tempos de crise o acto de dar e receberdevem ser ainda
mais aperfeiçoados.
Por vezes não sabemos dar nem receber e estragamos tudo.
Além de não ajudarmos não não deixamos que nos ajudem.
Dar com verdade é dar com discreção, com critério e liberdade.
Receber com verdade é receber com necessidade, com critério e gratidão.
A simplicidade e o respeito completam este processo de ambos os lados.

Tuesday, October 19, 2010

Arriscar é: ler

"Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como um corpo que não come".
Victor Hugo


Ao ler as biografias dos Santos percebi
que muitos deles foram buscar inspiração para a sua
entrega às biografias que leram de outros Santos.

O nosso tempo e os nossos espíritos
necessitam da inspiração que pode surgir
da leitura das  biografias dos grandes Homens e Mulheres
que edificaram a história do mundo.

Saturday, October 16, 2010

Arriscar é: missão

Depois de recebermos a vida há que descobrir
qual a nossa missão e missões.
A grande missão é devolvê-la à origem mas multiplicada.
Para tal é preciso cumprir as pequenas missões de cada dia
com amor.
O desafio é colocar sempre, ou aos poucos, mais um bocadinho
dessa virtude que tudo qualifica. Especialmente
onde ela mais falta...

Thursday, October 14, 2010

Arriscar é: aprender

Carta de um filho a todos os pais do mundo

•Não me dês tudo o que te peço. Às vezes peço apenas para saber qual é o máximo que consigo obter.
•Não me grites. Respeito-te menos quando fazes isso; e ensinas-me a gritar também. E eu não quero faze-lo.
•Não me dês sempre ordens. Se em vez de dares ordens, as vezes me pedisses as coisas com um sorriso, eu faria tudo mais depressa e com mais gosto.
•Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prémio, dá-o; mas faz o mesmo se for um castigo.
•Não me compares com ninguém, especialmente com o meu irmão ou a minha irmã. Se me fizeres sentir melhor que os outros, alguém irá sofrer; e se me fizeres sentir pior que os outros, serei eu a sofrer.
•Não mudes frequentemente de opinião acerca daquilo que devo fazer. Decide, e depois mantém essa decisão.
•Deixa-me desembaraçar sozinho. Se fizeres tudo por mim, eu nunca poderei aprender.
•Não digas mentiras à minha frente, nem me peças que as diga por ti, mesmo que seja para te livrar de um sarilho. Fazes com que me sinta mal e perca a fé naquilo que me dizes.
•Quando eu fizer alguma coisa mal, não me exijas que te diga a razão porque o fiz. Às vezes, nem eu mesmo sei.
•Quando estiveres errado em algo, admite-o e será melhor a opinião que eu terei de ti. Assim, ensinar-me-ás a admitir os meus erros também.
•Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que tratas os teus amigos. Lá por sermos família, não quer dizer que não possamos também ser amigos.
•Não me digas para fazer uma coisa que tu não fazes. Eu aprenderei aquilo que tu fizeres, ainda que não me digas para fazer o mesmo: mas nunca farei o que tu me aconselhas e não fazes.
•Quando te contar um problema meu, não me digas “não tenho tempo para tolices”, ou “isso não tem importância”. Tenta compreender-me e ajudar-me.
•E gosta de mim. E diz-me que gostas de mim. Agrada-me ouvir-te dizer isso, mesmo que tu não aches necessário dize-lo.
Autor desconhecido

Arriscar é: oração da noite

Para imprimir e usar:

Oração da noite
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Eu Vos adoro, meu Deus,
e Vos amo com todo o coração.
Dou-Vos graças por me terdes criado,
feito cristão e conservado neste dia.
Perdoai-me as faltas que hoje cometi e,
se algum bem fiz, aceitai-o.
Guardai-me durante o repouso
e livrai-me dos perigos.
A vossa graça esteja sempre comigo
e com todos os que me são caros. Amen.

Meu Deus, dai-me luz
para conhecer os pecados que hoje cometi,
as causas deles e os meios de os evitar.

Exame de consciência:


Deveres para com Deus: Lembrei-me de Deus durante o dia oferecendo-Lhe o meu trabalho, dando-Lhe graças, recorrendo a Ele com confiança de filho? Deixei-me vencer pelos respeitos humanos em algum momento? Fiz as minhas orações pausadamente com atenção e devoção?

Deveres para com o próximo: Tratei com dureza ou desprezo os demais? Tive a preocupação de ajudar os que me rodeiam, fazendo-lhes, além disso, a vida mais agradável? Preocupa-me também a sua vida religiosa? Fiz algum apostolado? Caí na murmuração? Sei perdoar? Rezei pelas pessoas que de algum modo me preocupam?

Deveres para comigo mesmo: Lutei pela minha própria santificação? Deixei-me levar por sentimentos de orgulho, vaidade, sensualidade? Esforcei-me por arrancar o meu defeito dominante? Recorri a Deus para que aumente em mim todas as virtudes e, especialmente, a fé, a esperança e a caridade?

Acto de contrição: Meu Deus, porque sois tão bom, tenho muita pena de vos ter ofendido. Ajudai-me a não tornar a pecar.

Ao Anjo da Guarda: Anjo da Guarda, minha companhia, guardai a minha alma de noite e de dia.

Pelas Almas do Purgatório: Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso, entre os esplendores da luz perpétua. Descansem
em paz. Amen.

Amado Jesus
, José e Maria, dou-Vos o coração e a alma minha.
Amado Jesus, José e Maria, assisti-me na última agonia.
Amado Jesus, José e Maria, expire em paz entre Vós a alma minha.

[Pai Nosso, Avé Maria, Glória ao Pai, Salve Rainha]

Arriscar é: multiplicar

«O amor faz-nos um, porque nos une;
faz-nos dois, porque nos respeita;
e faz-nos três, porque nos ultrapassa».

                                                Xavier Lacroix

Arriscar é: agradecer

Ainda agradecemos pouco e mal.
É mais fácil agradecer aos de fora e algo extraordinário
do que agradecer aos que dia-a-dia
são suporte da nossa vida em tantas coisas.
É certo que por ser hábito já fazerem isto por nós
nem sequer reparamos.
Volto a lembrar que a gratidão manifestada a alguém,
pode alterar-lhe para melhor o dia, a semana,
o mês e por vezes a vida toda.

Thursday, September 30, 2010

Arriscar é: rumo

Numa das minhas leituras encontrei um quadro que ajuda a definir
a pessoa religiosa na sociedade actual,
pautada por pertenças múltiplas e nunca totalizantes.

PRATICANTE
PEREGRINO
- Prática obrigatória
- Prática voluntária
- Prática regulamentada pela instituição- Prática autónoma
- Prática fixa- Prática moldável
- Prática comunitária- Prática individual
- Prática territorializada (estável)- Prática móvel
- Prática repetida (ordinária)- Prática excepcional (extraordinária)

Tuesday, September 28, 2010

Arriscar é: amizade

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhámos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
 Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes
daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"

(Atribuido a Fernando Pessoa)

Tuesday, September 21, 2010

Arriscar é: outonar

A vida tem a sua sabedoria
e esta aprende-se bem na natureza.
Nela e por aqui é no outono que mais se colhe.
Será que também assim é connosco?
Bom, mas para assim ser é preciso
semear muito na primavera da vida
cuidar e cultivar no verão
para se colher no outono
e consumir no inverno...

Thursday, September 16, 2010

Arriscar é: pensar

"Pensar tornou-se um luxo a que poucos se entregam,
porque numa cultura de consumo
há sempre quem nos ofereça um pensamento feito
e pronto a usar…"

                                              Con. Carlos Paes

Pensemos!

Arriscar é: provar o amor

Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!