Thursday, November 26, 2015
Arriscar é: muros ou pessoas?
"A propósito da Torre de Babel — talvez já me tenhais ouvido dizer, mas repito-o porque é muito «plástico» — há um midrash escrito mais ou menos no ano 1200, na época de Tomás de Aquino, de Maimónides, aproximadamente naquele período, por um rabino judeu que aos seus na sinagoga explicava como teve lugar a construção da Torre de Babel, onde o poder do homem se fazia sentir.
Era muito difícil e deveras dispendioso, porque se devia preparar os tijolos com o barro e nem sempre havia água nas redondezas; era preciso procurar a palha, amalgamar a massa, depois cortá-los, secá-los, enxugá-los e cozê-los no forno; e no final os operários subiam, levando-os consigo... Quando caía um destes tijolos era uma catástrofe, porque eles representavam um tesouro, eram caros, custavam. Mas, ao contrário, se caía um trabalhador, nada acontecia!
O muro exclui sempre, prefere o poder — neste caso, o poder do dinheiro, porque o tijolo tinha um preço, ou a torre que queria chegar até ao céu — e assim sempre exclui a humanidade.
O muro é o monumento da exclusão".
Papa Francisco
Thursday, November 12, 2015
Arriscar é: listar
A Lista:
O que devemos eliminar:
1. A extrema necessidade de aprovação dos outros
2. A raiva e os ressentimentos
3. A imagem negativa do corpo
4. A ideia de um parceiro/a perfeito
5. A ideia de uma vida perfeita
6. Esperar ficar rico para começar a viver a generosidade
7. A ideia de que a sorte vai bater à tua porta
8. Actos que levem a Desculpas
9. Pensamentos sobre quem te magoou
10. A teimosia
11. A bagagem que “carregas”
12. A negatividade
13. Julgamentos
14. A inveja
15. A insegurança
16. Depender somente dos outros para ser feliz
17. O passado que era bom...
18. A necessidade de controle
19. As expectativas nunca ajustadas
20. Deixar para depois (ou para nunca)
O que devemos lembrar:
1. A generosidade aquece a vida de todos
2. Adaptamo-nos, sempre
3. A cabeça pensa, o corpo fala, o coração comanda
4. Com as falhas esculpimos a serenidade
5. A beleza está por toda a parte
6. Depois da tempestade, vem a bonança
7. O caminho mais fácil, não é necessariamente o mais bonito
8. As perdas refinam a paciência
9. Um pouco de planeamento, estrutura. Em excesso, aprisiona
10. Dizer olá, obrigada e adeus
11. Estar sempre atento ao que nos rodeia
12. Usar a dor para renascer o prazer
13. Carregamos o peso dos nossos medos
14. As nossas escolhas constroem o nosso caminho
15. As pessoas e Deus são a essência de tudo
16. As lágrimas regam o respeito por nós, pelos outros pela natureza
17. Somos todos parte do mesmo
18. O importante não é só chegar, é caminhar
19. Os obstáculos abrem as janelas da inteligência
20. E acima de tudo, não desistir de ser feliz…Pois a vida é um espectáculo imperdível.
Arriscar é: não ter medo de ser feliz
Existem pessoas que se acham no direito de sofrer tudo
mas não assumem o direito de serem felizes.
mas não assumem o direito de serem felizes.
Tuesday, October 27, 2015
Arriscar é: ver Jesus
Ver Jesus sempre pelas costas poderá ser sinal que o vamos a seguir.
E é isso que se quer nesta vida se deseja até o olharmos de frente quando Ele nos acolher na eternidade.
E é isso que se quer nesta vida se deseja até o olharmos de frente quando Ele nos acolher na eternidade.
Tuesday, October 06, 2015
Arriscar é: angelical
Se estivermos atentos, conseguiremos perceber a intervenção
do no Anjo da Guarda, no que respeita, á defesa da nossa integridade física.
Contudo, ele também passa por nós para nos defender dos males espirituais.
Quantas vezes ele nos apresenta o caminho para a reconciliação oara que a nossa alma não se perca?
Saberemos nós reconhecer essa graça e aproveitá-la para encontrarmos a paz para nós e para os outros?
Obrigado Anjo da Guarda por me ofereceres tantas possibilidades de corrigir o meu erro e culpa reconciliando-me com Deus e os outros.
do no Anjo da Guarda, no que respeita, á defesa da nossa integridade física.
Contudo, ele também passa por nós para nos defender dos males espirituais.
Quantas vezes ele nos apresenta o caminho para a reconciliação oara que a nossa alma não se perca?
Saberemos nós reconhecer essa graça e aproveitá-la para encontrarmos a paz para nós e para os outros?
Obrigado Anjo da Guarda por me ofereceres tantas possibilidades de corrigir o meu erro e culpa reconciliando-me com Deus e os outros.
Arriscar é: maior felicidade
Uma das coisas que mais nos desfigura é não sermos capazes de nos alegrarmos com o bem dos outros.
Isto é confirmado por S. Francisco que diz:
"Enche-se de felicidade aquele que vê, sem inveja, a felicidade dos outros".
Isto é confirmado por S. Francisco que diz:
"Enche-se de felicidade aquele que vê, sem inveja, a felicidade dos outros".
Wednesday, September 30, 2015
Arriscar é: significado
Procurar constantemente significado para a nossa existência é essencial.
Importa também não retirar o significado que cada um tem para o seu viver.
Mesmo que isso pareça absurdo ou irrisório para nós, senão viveremos sem esperança e a esperança é fundamental para o ser humano.
Importa também não retirar o significado que cada um tem para o seu viver.
Mesmo que isso pareça absurdo ou irrisório para nós, senão viveremos sem esperança e a esperança é fundamental para o ser humano.
Monday, September 21, 2015
Arriscar é: dom
Cremos firmemente que o crescimento humano
passa por ir entendendo tudo como dom.
Até mergulharmos no Dom Infinito,
esta é a nossa máxima busca:
conseguir entender que tudo é dom!
passa por ir entendendo tudo como dom.
Até mergulharmos no Dom Infinito,
esta é a nossa máxima busca:
conseguir entender que tudo é dom!
Tuesday, September 15, 2015
Arriscar é: decretar
“Os Estatutos do Homem
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
O homem, confiará no homem
como um menino confia noutro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio,
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
Com o seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
a qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begónia na lapela.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará numa espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.”
Tuesday, September 01, 2015
Arriscar é: aprender
Aprender é divino.
Não aprender ofende a nossa essência humana.
Requer abertura, acolhimento ou adesão.
E paciência até estar completo o caminho que exige que se ponha em prática o que se aprendeu.
Quando assim é pode dizer-se que se aprendeu.
Existem condições para se aprender que são facilitantes. Uma delas é a idade e o seu desenvolvimento.
Como ninguém aprende sozinho resta ainda a humildade de agradecer a Deus e aos seus intermediários tão grande dom.
Não aprender ofende a nossa essência humana.
Requer abertura, acolhimento ou adesão.
E paciência até estar completo o caminho que exige que se ponha em prática o que se aprendeu.
Quando assim é pode dizer-se que se aprendeu.
Existem condições para se aprender que são facilitantes. Uma delas é a idade e o seu desenvolvimento.
Como ninguém aprende sozinho resta ainda a humildade de agradecer a Deus e aos seus intermediários tão grande dom.
Tuesday, August 18, 2015
Arriscar é: pureza
Dar tempo a trabalhar a pureza de coração
deverá ser a tarefa mais significativa das nossas vidas.
Depois qualquer terapia fará sentido e dará resultado.
Esta pureza permite-nos ver o bom, o belo e a verdade.
Na sua ausência dos nossos corações só nos será possível
ver o que é mau, feio e mentira.
E não é que às vezes também deixamos de gostar de tudo...
Também a impureza nos conduz a esse estado de esquisitice.
deverá ser a tarefa mais significativa das nossas vidas.
Depois qualquer terapia fará sentido e dará resultado.
Esta pureza permite-nos ver o bom, o belo e a verdade.
Na sua ausência dos nossos corações só nos será possível
ver o que é mau, feio e mentira.
E não é que às vezes também deixamos de gostar de tudo...
Também a impureza nos conduz a esse estado de esquisitice.
Sunday, August 02, 2015
Arriscar é: biografia
Em tempo de verão a leitura pode ser mais diversificada.
Uma das boas sugestões é a vida dos santos.
Uma boa biografia desafia, entusiasma e inspira.
Grandes heróis da humanidade que nos enchem de esperança na pessoa humana.
Uma das boas sugestões é a vida dos santos.
Uma boa biografia desafia, entusiasma e inspira.
Grandes heróis da humanidade que nos enchem de esperança na pessoa humana.
Tuesday, July 07, 2015
Arriscar é: 500 anos
“Nada te turbe.
Nada te espante.
Tudo passa.
Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem a Deus tem, nada lhe falta.
Só Deus basta!"
Nada te espante.
Tudo passa.
Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem a Deus tem, nada lhe falta.
Só Deus basta!"
Santa Teresa de Jesus
Monday, June 22, 2015
Arriscar é: acreditar no passado
Com tantos profetas da desgraça, letrados e não letrados,
mais vale acreditar no passado e na sua sabedoria.
Por tudo se conjectura numa onda de medo.
Será que é só essa a forma de nos fazer avançar?
Quero seguir adiante com aquilo que a vivência de tantos no passado
nos legou.
mais vale acreditar no passado e na sua sabedoria.
Por tudo se conjectura numa onda de medo.
Será que é só essa a forma de nos fazer avançar?
Quero seguir adiante com aquilo que a vivência de tantos no passado
nos legou.
Thursday, June 18, 2015
Arriscar é: a Igreja de Francisco de Jesus
A Igreja com que Francisco sonha
Como Francisco de Assis, o que o Papa Francisco encontrou foi uma Igreja em ruínas. Daí, o seu empenho, sem hesitações, na sua transformação e conversão.
O teólogo Agenor Brighenti acaba de apresentar preocupações e modelos fundamentais, em ordem a uma mudança radical, citando Francisco.
1. "De uma Igreja autorreferencial a uma Igreja nas periferias". É essencial pôr termo a uma Igreja autocentrada e, por isso, da exclusão, para passar a uma Igreja que acolhe os que se encontram marginalizados nas periferias: os considerados perdidos, os que pensam de outro modo, longe das certezas eclesiásticas, os das periferias da dor, das injustiças, da miséria, os pobres e analfabetos, os sem--abrigo, os presos, os drogados, os homossexuais, as famílias monoparentais, os recasados que não podem comungar, os padres casados, e tantos tantos outros...
2. "De uma Igreja-alfândega a uma Igreja samaritana". Francisco insiste numa Igreja da "revolução da ternura". "Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É preciso curar as feridas; depois, falaremos do resto." Daí, a urgência de uma Igreja-mãe, samaritana, "capaz de redescobrir as entranhas maternas da misericórdia. Sem a misericórdia, pouco pode fazer para inserir-se num mundo de "feridos", que precisam de compreensão, perdão e amor".
3. "De uma Igreja de prestígio e poder a uma Igreja pobre e para os pobres". "Ah, como quereria uma Igreja pobre e para os pobres!", disse na inauguração do seu pontificado. E dá o exemplo. Numa entrevista: "Os chefes da Igreja, em geral, foram narcisistas, adulados e exaltados pelos seus cortesãos. A corte é a lepra do papado." Conhece bem a admoestação célebre de São Bernardo ao papa Eugénio III: "Não te esqueças de que és sucessor de um pescador e não do imperador Constantino." Por isso, repete constantemente que a Igreja "não pode afastar-se da simplicidade". "Nalguns há um cuidado ostensivo da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja, sem se preocuparem com que o Evangelho tenha uma real inserção no povo fiel de Deus e nas necessidades concretas da história. Desse modo, a vida da Igreja converte-se numa peça de museu ou numa posse de poucos." Não ignorando a advertência do bispo Casaldáliga, "só há dois absolutos: Deus e a fome", a sua preocupação primeira não é a doutrina e a imagem pública da Igreja, mas o sofrimento e a causa dos pobres no mundo. Afinal, "a realidade entende-se melhor a partir da periferia do que a partir do centro", avisa.
4. "De uma Igreja milagreira e providencialista a uma Igreja profética". Denuncia "a cultura do descarte. Não se pode descartar ninguém" nem cair na "globalização da indiferença". Concretiza: "Hoje temos de dizer "não" a uma economia da exclusão e da iniquidade. Essa economia mata. É inaceitável que não seja notícia um ancião que morre de frio na rua, mas que o seja uma queda de dois pontos na Bolsa." "Enquanto os lucros de alguns crescem exponencialmente, os da maioria ficam cada vez mais longe do bem-estar dessa minoria feliz. Este desequilíbrio provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira. Daí que neguem o direito de controlo dos Estados de velar pelo bem comum. Instaura-se uma nova tirania invisível." Assim, "o futuro exige hoje a tarefa de reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade".
5. "De uma Igreja encerrada na sacristia a uma Igreja acidentada por sair à rua". Claro que a uma Igreja que sai à rua pode acontecer o que acontece a qualquer um: um acidente. "Mas quero dizer francamente: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja doente. A doença maior da Igreja fechada é a doença autorreferencial: ver-se a si mesma, curvada sobre si própria." Daí, a tarefa constitutiva da "missionariedade", do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.
6. "De uma Igreja centralista a uma Igreja de Igrejas locais". É necessário superar o modelo centralizado de Igreja, a começar pela Cúria, que urge reformar radicalmente, para ser organismo de ajuda e não de censura - "impressiona ver as denúncias de falta de ortodoxia que chegam a Roma", adverte.
7. "De uma Igreja clerical a uma Igreja toda ela ministerial". A descentralização deve estar presente em todas as instâncias da Igreja e opõe-se ao clericalismo: este "não tem nada a ver com o cristianismo. Quando tenho diante de mim um clerical, instintivamente transformo-me num anticlerical". Se a Igreja é o Povo de Deus, todos têm de participar. Que lugar para os leigos e para as mulheres?
8. "De uma Igreja governada por bispos-príncipes a uma Igreja de pastores", que caminham "com e no seu rebanho". Evitai, diz aos bispos, "o escândalo de ser bispos de aeroporto".
O que mais impressiona, digo eu, é que o que Francisco sonha, quer e faz seja considerado extraordinário, quando deveria ser pura e simplesmente o normal.
DN 13JUN2015
ANSELMO BORGES, padre e professor de Filosofia
Arriscar é: fazer o ninho
Há uma expressão que, na minha língua, tem um sentido dúbio:
"fazer o ninho a alguém".
Creio que pode ser contrariado este sentido com o local onde fazemos esse ninho.
S. Boaventura diz:
"Assim como a pomba faz o seu ninho na fenda do rochedo, assim o cristão deve fazer o seu ninho na fenda aberta do Coração de Jesus!"
Esse é a rocha forte, segura e protegida!
Aí sim façamos o nosso ninho e o ninho de quem quisermos.
"fazer o ninho a alguém".
Creio que pode ser contrariado este sentido com o local onde fazemos esse ninho.
S. Boaventura diz:
"Assim como a pomba faz o seu ninho na fenda do rochedo, assim o cristão deve fazer o seu ninho na fenda aberta do Coração de Jesus!"
Esse é a rocha forte, segura e protegida!
Aí sim façamos o nosso ninho e o ninho de quem quisermos.
Friday, June 05, 2015
Arriscar é: Família 10
A psicanálise de família, de casal e de grupo levou autores
contemporâneos a descobertas que ampliam as teorias concebidas a respeito do
funcionamento de um aparelho psíquico individual. Assim, compreende-se que
"não existe apenas a realidade forjada pelas fantasias inconscientes e a
vida pulsional, mas que há outra, a que se cria a cada encontro entre dois ou
mais sujeitos".
A noção de vínculo,
tardia na teoria psicanalítica, distingue-se da noção de representação e
relação de objeto. Surgiu pela necessidade de pensar o sujeito do inconsciente
como sujeito da herança e
da crescente importância de considerar o intersubjetivo na constituição do
indivíduo, no seio de suas relações familiares.
Thursday, June 04, 2015
Arriscar é: Família 9
Procurando compreender o ciúme presente nas relações amorosas contemporâneas, salienta-se que, em função da experiência amorosa se ver marcada atualmente por intensa transitoriedade, flexibilidade e abertura, o ciúme extremo pode-se revelar como um resultado possível diante de um grande sofrimento que toda essa instabilidade provoca. As ambiguidades da vida contemporânea, enraizadas num contexto de incertezas, potencializam a abertura de um espaço propício aos comportamentos de extremismos, como o consumo de drogas, ligações com bandos e seitas, ou como é o caso do ciúme de caráter mais extremo, que "podem parecer a melhor defesa, ou, pelo menos, a mais viável delas."
Deduz-se, portanto, que o ciúme representa hoje uma das tentativas de controle da vida, "dolorosamente buscado para o gerenciamento da nova condição da experiência amorosa nos nossos dias". Diante de tudo, podemos perceber que a vida em casal na atualidade contempla algumas especificidades que trazem para a relação amorosa mais desafios do que no passado, tomando como base para este raciocínio, principalmente, a ideia de que a manutenção de um vínculo amoroso hoje depende do investimento de ambos da díade, de processos de confiança ativa e de diálogo. Assim, o objetivo do presente texto é trazer uma contribuição da psicanálise para a compreensão da dinâmica conjugal, abrangendo a sua instância inconsciente, para pensar a administração das dificuldades e conflitos que regem a vida em casal, principalmente em tempos contemporâneos.
Wednesday, May 27, 2015
Arriscar é: Família 8
A condição de aceleração do tempo, de alargamento de espaço e movimentação humana sem precedentes é impeditiva de vinculações psicossociais estáveis e prolongadas, em todos os planos da vida. A era da "instantaneidade", em que tudo funciona 24 horas por dia, propõe uma vida em que não se torna necessário postergar nenhum desejo ou necessidade, afastando o "fantasma da frustração". "Dentro do referencial psicanalítico, entenderíamos essa condição como de soberania do processo primário sobre o secundário, tal como funciona o bebé ao exigir o pronto atendimento e a satisfação das suas necessidades e desejos". Entende-se ainda, que o consumismo favorece uma disponibilização psicológica para o descarte, incluindo o de pessoas, moldando uma nova forma de relacionamento pautado pela efemeridade e o imediatismo. Em última instância, "trata-se, portanto, de um mundo que não favorece a aproximação entre as pessoas, a criação de vínculos duradouros, o associativismo e a grupalização".
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Arriscar é: provar o amor
Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!
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Se o amor não precisasse de ser provado Jesus não teria morrido na Cruz. Temos mesmo dar provas do nosso amor!
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Uma das mais belas heranças de Jesus é que nos deixou um amor que cabe no coração de todos. Aliás usou a nossa humanidade para se referir a...
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Andamos a tornar dividida toda a realidade a começar por nós mesmos. Para além dos extremos andamos a tomar demasiadamente a parte pelo tod...