Wednesday, February 13, 2013

Arriscar é: Q/C 2


Tudo o que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer e como ser, aprendi no jardim-de-infância. 
A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. 
Vejam o que aprendi: 
- Dividir tudo com os companheiros. 
- Jogar conforme as regras do jogo. 
- Não bater em ninguém. 
- Guardar os brinquedos onde os encontrava. 
- Arrumar a "bagunça" que eu mesmo fazia. 
- Não tocar no que não era meu. 
- Pedir desculpas, se magoava alguém. 
- Lavar as mãos antes de comer. 
- Despejar o autoclismo e lavar as mãos. 
- Biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde. 
- Fazer de tudo um pouco: estudar, pensar, desenhar, pintar, cantar, dançar, brincar e trabalhar, de tudo um pouco, todos os dias. 
- Tirar uma soneca todas as tardes. 
- Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre "de olho" na professora. 
Pense na sementinha de feijão, plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima -ninguém sabe como ou o porquê mas a verdade é que nós também somos assim. 
Peixes dourados, porquinhos-da-índia, esquilos, hamsters e até a semente no copinho plástico - tudo isso morre. Nós também. 
E lembre-se, ainda, dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu, a mais importante de todas: Olhe! 
Tudo que você precisa mesmo saber está por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene. Ecologia e política, igualdade e vida saudável. 
Escolha um desses itens e o elabore em termos sofisticados, em linguagem de adulto; depois o aplique à vida de sua família, ao seu trabalho, à forma de governo de seu país ou ao seu mundo, e verá que a verdade que ele contém mantém-se clara e firme. 
Pense o quanto o mundo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - fizéssemos um lanche de biscoitos com leite às três da tarde, depois nos deitássemos, sem a menor preocupação, cada um no seu colchãozinho, para uma soneca. Ou se todos os governos adotassem, como política básica, a idéia de recolocar as coisas nos lugares onde estavam quando foram retiradas; arrumar a "bagunça" que tivessem feito. 
E, ainda, é verdade, não importa quantos anos você tenha: ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas, e fique, sempre, "de olho no companheiro”!!

(Texto retirado do livro: "Tudo que eu devia saber na vida aprendi no jardim de infância” de Robert Fulghum)

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