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Monday, November 05, 2012

Arriscar é: valorar 10


Já observou o elefante no circo? Durante o espectáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma das suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.
Que mistério!!! Porque que é que o elefante não foge?
Perguntei ao domesticador e ele explicou que o elefante não escapa porque está amestrado. Fiz então a pergunta óbvia:
Se está amestrado, porque o prendem?
Não houve resposta! Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta:
O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca quando ainda era muito pequeno!
Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o pequeno elefante puxou, forçou, tentando soltar-se. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito forte para ele. E o pequeno elefante tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espectáculo.
Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Jamais voltou a colocar à prova sua força!
Isso acontece muitas vezes connosco! Acreditamos num montão de coisas "que não podemos ter", "que não podemos ser", "que não vamos conseguir", simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos" que "a corrente da estaca" ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o "sempre foi assim". De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: "não posso", "é muita areia para o meu camião", "nunca poderei", "é muito grande para mim!".
A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de rebentar as correntes!